Rapidinhas – Novo artigo do estudo OPPERA

Olá!

Nota rapidinha para enviar um link para novo artigo publicado na revista Pain que faz parte do estudo OPPERA.

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Neste trabalho caso-controle os autores classificaram os pacientes em três grandes grupos baseados na classificação biopsicossocial e não a anatômica que estamos habituados (DTM articular, muscular, etc).

Acho interessante combinar estas classificações. Inclusive, acredito que os testes quantitativos sensoriais somados a estas classificações podem nos auxiliar a determinar o grupo de pacientes que respondem a uma ou outra terapia.

O artigo está disponível gratuitamente na revista Pain. Para acessar clique aqui!

Clique aqui para ler outras postagens sobre o estudo OPPERA.

 

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Estudo OPPERA sobre Disfunção Temporomandibular

Em maio deste ano escrevi aqui sobre os resultados preliminares do estudo OPPERA sobre disfunção temporomandibular.

Hoje no facebook (curta a página do blog aqui!) vi que o colega José Luiz Peixoto Filho avisou que estes resultados foram publicados em uma série de artigos na revista Journal of Pain com acesso gratuito.

Vale a pena conferir!

Para quem quiser fazer download, este é o link: http://www.jpain.org/issues?issue_key=S1526-5900%2811%29X0013-5

 

 

 

Resultados iniciais do maior estudo envolvendo DTM, o estudo OPPERA

A postagem de hoje será dedicada a apresentar resultados iniciais do maior estudo envolvendo a Disfunção Temporomandibular (DTM), o estudo OPPERA.

Este é um estudo prospectivo que envolve a avaliação de fatores de risco para o desenvolvimento da DTM e teve início em 2005 com apoio e alto financiamento (cerca de 19 milhões de dólares) do National Institutes of Health (NIH) na divisão National Institute of Dental and Craniofacial Research (NIDCR). No fórum do site DTM e Dor Orofacial você poderá encontrar mais informações sobre este estudo.

Por ser um estudo prospectivo, para avaliar fatores de risco, o estudo envolveu no início 3263 pessoas sem DTM e 185 pessoas com DTM crônica. Estas foram acompanhadas pelo período de 3 a 5 anos.

Os objetivos iniciais deste estudo foram determinar se características sócio-demográficas, resposta a estímulo nocivo, perfil psicossocial e variações genéticas estariam associados ao risco elevado de desenvolvimento de DTM e aumento da chance da pessoa apresentar DTM crônica.

Os resultados iniciais desta pesquisa foram apresentados no congresso da International Association of Dental Research (IADR) que foi realizado este ano em San Diego na Califórnia. O arquivo completo da apresentação, com a metodologia utilizada, você pode encontrar no site do consórcio do RDC/TMD. Sugiro que todos façam o download e leiam este arquivo!

Abaixo segue algumas das conclusões iniciais das apresentações:

  • Quanto maior a idade, ser do gênero feminino, ser caucasiano, maior a chance de apresentar DTM.
  • Muitas das variáveis psicossociais estavam envolvidos com a chance de apresentar DTM, porém de forma modesta em magnitude.
  • Analisando o grupo com DTM crônica em relação ao grupo controle pode-se verificar que estes indivíduos apresentaram mais relatos de injúria, tratamento ortodôntico, cefaleia, dor lombar, síndrome do intestino irritável, ruídos na ATM, travamento aberto ou fechado, e hábitos orais.
  • Foi identificado um conjunto genético que pode distinguir casos de controles, mas este estudo está no início.

Eu esperava que os resultados do estudo prospectivo estivessem prontos e liberados a todos, mas isso ainda não aconteceu… 😦

Estes resultados iniciais trazem algumas considerações realizadas no baseline e são igualmente importantes para se verficar se serão mantidos ao longo do período de análise prospectiva.

Àqueles que estudam DTM, seja na epidemiologia, seja nos testes sensoriais quantitativos (QST) ou genética, reforço o convite a leitura deste arquivo. Toda a metodologia foi descrita.