O IV Congresso Brasileiro de Dor Orofacial

E já se passou um mês do fim do IV Congresso Brasileiro de Dor Orofacial e ainda estou sob seu impacto! Que evento bacana!

Esta foi a quarta vez que ajudei na organização, desta vez sob a batuta da nossa coordenadora geral Profa Liete Zwir!

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Eu e a profa. Liete Zwir!

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A turma da organização: eu, Adriana Lira Ortega, Liete Zwir, Daniela Godoi Gonçalves e Rodrigo Estevão Teixeira

Agradeço a diretoria da SBDOF pela oportunidade!

Além de ajudar na organização, também fui palestrante. E aproveitei para gravar o conteúdo para o podcast! Quem também fez isso foi a Profa. Daniela Godoi Gonçalves. Resultado: dois programas para vocês ouvirem onde estiverem! Me marquem no instagram (@dtmdororofacial) quando ouvirem! Estou adorando ver as fotos! Tem gente lavando louça, dirigindo, na esteira… Esta é a beleza do podcast!! 🙂

Só lembrando, pois muitas pessoas me perguntam, você pode ouvir o podcast em vários aplicativos e sites diferentes. Eu sempre coloco o link do Spotify mas basta procurar nos seus aplicativos preferidos, até na Apple e Google podcasts.

Seguem as descrições e links dos  dois programas! Ah! E vejam as fotos do congresso da SBDOF aqui: http://bit.ly/2HnJN3A

DTM e Bruxismo: um novo olhar – link: https://open.spotify.com/episode/38O5GPvPhAsiYbXniWimuv?si=CkhRQs3mSku_ZbW3QbaMTw

Confesso que estava uma pilha de nervos porque não queria que desse errado, atrasasse ou ainda que não correspondesse às expectativas de todos. E ainda por cima, ministrei uma aula! Sobre Disfunção temporomandibular e Dor Orofacial.
E foi um dia antes que tive uma ideia: gravar o audio da minha aula! Assim, poderia compartilhar aqui no podcast com quem não estava lá e também com quem foi e quisesse relembrar.
e olha que bacana: pedi então a querida amiga, professora Daniela Godoi Gonçalves que também gravasse a sua. e não é que ela não só fez isso como já enviou o audio para mim?
Então, neste episodio vou colocar minha aula, e no próximo a dela!
Links:

 O papel da sensibilização central na DTM: o desafio para o clínico – link: https://open.spotify.com/episode/1S9VRlU9oDU7pMTIqtuVqn?si=9vrOSUcUQ5-21i3f9hcVag

Quem tem amigo tem tudo! Eu sou uma pessoa muito privilegiada. Além de trabalhar em uma área que amo, tenho colegas que ultrapassam o significado desta palavra e são na verdade verdadeiros amigos! Uma destas pessoas é a Profa. Dra. Daniela Godoi Gonçalves, professora da UNESP de Araraquara na área de DTM e Dor Orofacial e companheira de vinhos, estudos e amor aos podcasts! Ainda, ela coordena o GAPEDOC, projeto de extensão com o objetivo de ampliar o conhecimento em Dor Orofacial com discussões, casos clínicos, revisões, cursos e reuniões.
No último Congresso Brasileiro de Dor Orofacial, a Profa. Daniela abriu o evento com uma palestra brilhante sobre Sensibilização Central e DTM. Antes da aula dela, comentei com ela que se fosse possível gravasse também sua fala para o podcast! E não é que ela gravou e compartilhou comigo?!
Dani, obrigada, obrigada, obrigada!
Eu já ouvi, agora é a vez de vocês!
Dicas do programa
Primeiro conheçam o GAPEDOC, eles tem uma página de Facebook que deixarei aqui nos links.
Segundo, existe uma coisa em comum, do qual eu e a Profa. Daniela muito nos orgulhamos, tivemos o mesmo orientador no mestrado, Prof. Dr. José Geraldo Speciali, neurologista, hoje professor senior da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, na USP. Este mês, no dia 19/05, comemora-se o Dia Nacional de Combate às Cefaleias. A melhor arma para combate é a educação, o conhecimento! Prof. Speciali concedeu uma entrevista ao Jornal da USP no programa Saúde sem Complicações sobre o tema! Nos links deste programa, há um para você entrar e ouvir esta entrevista! #ficaadica
Links:
Fale comigo:
⁃Lista de transmissão no Whatsapp: http://bit.ly/julianadentista

Alinhadores ortodônticos e Bruxismo: o que falar sobre isso?

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Recentemente recebi algumas mensagens perguntando sobre o uso dos alinhadores ortodônticos e se eles aumentariam a frequência de bruxismo.

Observei que ainda na literatura não há estudos sobre estes dispositivos e bruxismo, seja do sono ou da vigília.

Mas pensando sobre isso e conhecendo sobre bruxismo podemos realizar algumas inferências. 

  1. Bruxismo é controlado pelo sistema nervoso central (SNC). Fato. Para o músculo contrair, é de centros superiores que parte o potencial de ação neuronal. No bruxismo do sono existem mecanismos deflagradores já identificados (vide despertares breves e sistema nervoso autonômico) em fases NREM, onde qualquer dispositivo tem um efeito a curto prazo ou aumentando, reduzindo ou mesmo não mudando o numero de eventos durante a noite. Pensando em alinhadores, o professor Daniele Manfredini e colaboradores realizaram uma pesquisa com mantenedores de espaço como placas de acetato e compararam duas noites de sono sem e duas com o mantenedor. Não houve diferença na atividade eletromiográfica em músculos analisados entre as noites. Podemos deduzir que talvez apresente bruxismo do sono quem já apresenta bruxismo do sono. Se o alinhador irá proteger os dentes nestes casos, aí é outro assunto.
  2. Bruxismo da vigília também é controlado pelo SNC. Nós sabemos que é associado a ansiedade e concentração. Mas seria a presença do alinhador algo para aumentar ou reduzir a frequência deste tipo de bruxismo? Explicar isso em poucas palavras é mais complicado, mas vou tentar. Primeiro porque existem vários tipos de movimentos considerados BV como encostar, encostar com movimentos leves, apertar ou ainda contrair os músculos mesmo sem toque dentário. Qual seria estimulado? Ainda, venho conversando com colegas bastante sobre o perfil do paciente. Parece que não é a mecânica ou o dispositivo e sim como é este paciente. Há algum tempo estamos estudando a vigilância ou melhor, a hipervigilância e como este perfil de comportamento tem relação com o aumento da contração muscular e consequemente bruxismo. (ver postagem realizada aqui no blog!) A presença do alinhador seria um gatilho ao aumento ou mesmo desencadear bruxismo por mecanismos relacionados a vigilância? E se o comando fosse o contrário? Se durante a avaliação isso fosse detectado e trabalhado para o paciente não encostar os dentes ou manter uma melhor postura mandibular (repouso muscular) utilizando o alinhador como “lembrete”? Seria possível? Apenas divagando… É preciso pesquisar mais sobre isso e qual seria o impacto da educação nestes casos. Devemos nos lembrar sempre que o comportamento é algo individual. 
  3. E por fim, a professora Ambra Michelotti chama a nossa atenção a um aspecto pouco explorado, neuroplasticidade relacionada ao estímulo do ligamento periodontal, como no recente trabalho publicado pelo grupo dela. Neste trabalho ficou demostrado que possivelmente indivíduos com hábitos parafuncionais na vigília como o bruxismo, apresentam sensibilidade oclusal maior e eles atribuíram isso a atividade dos mecanorreceptores mais estimulados nestas pessoas com maior atividade parafuncional prévia.

Por fim, creio que é preciso aprimorar o diagnóstico de bruxismo do sono e sobretudo bruxismo na vigília em pacientes que se submeterão a terapias na odontologia. Artigos recentes apontam que cerca de 30% dos jovens apresentem bruxismo na vigília e é exatamente a população alvo do uso de alinhadores.

Para mim cada vez mais fica claro que a falha em identificar não só hábitos mas o perfil do paciente é que faz com que alguns apresentem aumento de frequência de bruxismo, dor na face e até não tolerem o uso dos dispositivos.

Será que educar o paciente antes de iniciar o tratamento, promover controle de parafunções (não só bruxismo) não traria um benefício maior?

Pensando…

Mas, vamos aguardar as pesquisas que sairão do forno em breve  para que possamos embasar melhor nossas ideias!

Fontes:

Self-reported awake bruxism and chronotype profile: a multicenter study on Brazilian, Portuguese and Italian dental students.

Serra-Negra JM, Dias RB, Rodrigues MJ, Aguiar SO, Auad SM, Pordeus IA, Lombardo L, Manfredini D.

Cranio. 2019 Mar 25:1-6. doi: 10.1080/08869634.2019.1587854.

Ecological Momentary Assessment and Intervention Principles for the Study of Awake Bruxism Behaviors, Part 1: General Principles and Preliminary Data on Healthy Young Italian Adults.

Zani A, Lobbezoo F, Bracci A, Ahlberg J, Manfredini D.

Front Neurol. 2019 Mar 1;10:169. doi: 10.3389/fneur.2019.00169. eCollection 2019.

Effects of invisible orthodontic retainers on masticatory muscles activity during sleep: a controlled trial.

Manfredini D, Lombardo L, Vigiani L, Arreghini A, Siciliani G.

Prog Orthod. 2018 Jul 23;19(1):24. doi: 10.1186/s40510-018-0228-y.

Jaw muscle activity patterns in women with chronic TMD myalgia during standardized clenching and chewing tasks.

Valentino R, Cioffi I, Vollaro S, Cimino R, Baiano R, Michelotti A.

Cranio. 2019 Mar 21:1-7. doi: 10.1080/08869634.2019.1589703.

An interview with Ambrosina Michelotti.

Michelotti A.

Dental Press J Orthod. 2018 Mar-Apr;23(2):22-29. doi: 10.1590/2177-6709.23.2.022-029.int.

Frequency of daytime tooth clenching episodes in individuals affected by masticatory muscle pain and pain-free controls during standardized ability tasks.

Cioffi I, Landino D, Donnarumma V, Castroflorio T, Lobbezoo F, Michelotti A.

Clin Oral Investig. 2017 May;21(4):1139-1148. doi: 10.1007/s00784-016-1870-8.

Effects of experimental occlusal interferences in individuals reporting different levels of wake-time parafunctions.

Michelotti A, Cioffi I, Landino D, Galeone C, Farella M.

J Orofac Pain. 2012 Summer;26(3):168-75.

Occlusal sensitivity in individuals with different frequencies of oral parafunction.

Bucci R, Koutris M, Lobbezoo F, Michelotti A.

J Prosthet Dent. 2019 Mar 15. pii: S0022-3913(18)31001-1. doi: 10.1016/j.prosdent.2018.10.006.

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Falando nisso….

Quer conhecer mais sobre Bruxismo? Venha participar do Dia do Bruxismo!! 🙂

Um dia inteiro com palestras curtas sobre Bruxismo com o objetivo de capacitar o profissional para a identificação e diagnóstico do bruxismo, além de indicar estratégias atuais no controle da condição em adultos e crianças.

Próximas datas e locais:

03/05/2019 -São José dos Campos, SP – CONFIRMADO

Organização Instituto Prof. MSc. Silvio Watanabe. Local: Helbor Office Jardim das Colinas – Av São João, 2375 Jd Aquarius

Mais informações e inscrições: (12) 3922 1536 e (12) 98110 5606

31/05/2019 – Vila Velha, ES – CONFIRMADO!

Para mais detalhes, clique AQUI. Organização Essence Cursos. Whatsapp: 27 99619 2396

05/07/2019 – São Paulo, SP – AGUARDEM MAIS INFORMAÇÕES

02/08/2019 – Fortaleza, CE – Local: Seara Praia Hotel

Informações e inscrições: dbfortaleza2019@gmail.com Whatsapp: 85 985433910

06/12/2019 – Campinas, SPOrganização Imajon Cursos. 

Episódio 3 do Podcast: o que é DTM?

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Hoje o assunto é DTM! 

DTM é a sigla para disfunção temporomandibular e é a condição carro chefe nos atendimentos na clinica de dor orofacial, sendo a segunda causa de dor mais frequente (a primeira é a dor odontogênica). 

Bem, sobre este assunto eu pensei em fazer uma introdução básica e quando já estava começando a gravar, me lembrei de um vídeo que fiz há uns 2 anos para o professor Roberto Pedras que na época ministrava uma aula a turma de graduação. 

Foi uma experiência interessante que está disponível para quem quiser assistir no youtube (vou deixar o link abaixo na descrição do podcast). 

Se eu já tinha o vídeo, então, resolvi extrair o audio para colocar aqui no podcast! é só uma introdução, vamos falar bastante de DTM por aqui! 

Então, vamos ao áudio? 

Links para ouvir o podcast:

Links deste programa:

Fale comigo:

⁃ Email: juliana.dentista@gmail.com 

⁃ Instagram: www.instagram.com/dtmdororofacial 

⁃ Twitter: www.twitter.com/dororofacial 

⁃ Lista de transmissão no Whatsapp: http://bit.ly/julianadentista 

Congresso Brasileiro de Dor Orofacial

A coordenadora geral do IV Congresso Brasileiro de Dor Orofacial, Profa. Liete Zwir pediu para avisar a todos os colegas que em 2019 o evento será realizado nos dias 10 a 12 de abril no auditório CDI-USP em São Paulo. O Congresso é realizado de 2 em 2 anos e é organizado pela Sociedade Brasileira de Disfunção Temporomomandibular (DTM) e Dor Orofacial (SBDOF). Desde a sua primeira realização em 2013, o Congresso é referência de qualificação profissional, mobilizando um número significativo de participantes!
EU VOU! E VC?
OLHA A DICA – ATENÇÃO: eu fiz as contas e compensa muito realizar a inscrição até dia 15/01/2019 (AMANHÃ!!)! Além do desconto vantajoso (impossível de conseguir em qualquer aplicação conservadora), você ainda pode parcelar em 4 vezes no cartão, basta escolher a opção Itaubankline (qualquer cartão, não precisa ser do Itaú!).
Então, não perca tempo!! Acesse o site www.sbdof2019.com.br
Os valores permanecem somente até dia 15/01!!
Aproveite e dê uma olhada nos palestrantes que já confirmaram a sua presença! #ficaadica
Abraços

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II CORE Brazil 2018

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Nos dias 30/11 e 01/12/2018 acontecerá na Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo – FOB-USP- o II Colloquium on Oral Rehabilitation, evento realizado em parceria com o Journal of Oral Rehabilitation.

O tema este ano é “Implantes Dentários – além da osseointegração”. Serão dois dias de extensa programação com participação internacional dos professores Peter Svensson (Dinamarca), Reinhilde Jacobs (Bélgica), Mats Trulsson (Dinamarca) e Barry Sessle (Canadá) e dos professores da FOB-USP: Paulo Conti, Leonardo Bonjardim, Estevam Bonfante, Gustavo Garlet e Yuri Costa.

Será uma grande oportunidade de discutirmos juntos assuntos tão importantes para nossa prática clínica e também para pesquisa. 

Estamos nos preparando para recebê-los de uma maneira muito especial aqui na FOB-USP!

Investimento:

Profissionais: R$ 500,00

Pós graduandos/Aluno curso especialização: R$ 300,00

Inscrições: FUNBEO

Depósito Bancário

Banco Santander

Agencia 0004

Conta Corrente 13008054-1

CNPJ 50839620/0001-97

IMPORTANTE: Enviar comprovante de depósito e identificação para rosi@funbeo.com.br

VAGAS LIMITADAS

Realização

Journal of Oral Rehabilitation

Faculdade de Odontologia de Bauru-USP

Bauru Orofacial Pain Group

Apoio

EMS Farmacêutica

FUNBEO

#ficaadica

Neuralgia do Trigêmeo – conceitos atuais

Olá!

Sexta feira ministrei novamente o curso Odontalgias não Odontogênicas na Imajon Cursos em Campinas e mais uma vez falei sobre a Neuralgia do Trigêmeo e como os clínicos confundem esta condição com dores odontogênicas, o que faz com que os pacientes sejam submetidos a tratamentos desnecessários.

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O ideal é conhecer bem as características desta condição, como realizar o diagnóstico, não iniciar um tratamento odontológico sem ter certeza que é o indicado e quando reconhecer a Neuralgia do Trigêmeo em um paciente, encaminhar ao neurologista clínico. Não devemos esquecer que cerca de 14 a 20% dos casos são sintomáticos, ou seja, podem estar associados a outras condições como tumores.

Recentemente fui convidada pela querida professora Liete Zwir para escrever um texto sobre este assunto para a seção Cadernos da Sociedade Brasileira de DTM e Dor Orofacial (SBDOF). Para ler, clique aqui! Para quem quiser tem o PDF.

Aproveite e leia também o  artigo com atualidades em conceitos sobre Neuralgia do Trigêmeo publicado na revista Neurology por Cruccu et al., 2016.

 

Utilizar ou não a Internet e as Redes sociais, para preencher as lacunas de informação?

Eu sempre acreditei na comunicação via redes sociais, mas, acreditem, ainda há aqueles que são resistentes a utilizarem esta ferramenta.

Pedi para a querida Bruna Motta Minusculi, cirurgiã-dentista, aluna do curso de Especialização em DTM e Dor Orofacial do Bauru Orofacial Pain Group/ IEO-Bauru, que escrevesse um texto sobre este assunto e compartilho com vocês! 🙂

 

Nos últimos dias tenho pensado e me questionado muito sobre como a Internet e as redes sociais influenciam as pessoas no dia-a-dia. Resolvi pesquisar mais sobre o assunto. Vamos lá…

Hoje vivemos em um mundo em que as pessoas estão o tempo todo conectadas, certo? Seja em seus computadores, seja em seus smartphones e tablets. Segundo dados de 2017 publicados pela We are Social, os brasileiros são a segunda nação a gastar mais tempo nas redes sociais, perdendo apenas para as Filipinas, permanecendo em média 3 horas e 43 minutos conectados por dia.

A rede social Facebook, englobando as outras plataformas da empresa, como Instagram, Messenger e Whattsapp, hoje contam com 4.37 bilhões de usuários, claro que nessa conta temos usuários duplicados, mas os números são impressionantes. Só no Brasil, o Facebook possui 120 milhões de contas ativas, isso significa que mais da metade da população brasileira está nessa mídia.  Já, segundo outro levantamento realizado pela Pew Research Center, oito em cada dez usuários da internet procuram informações sobre saúde na rede.

E qual a qualidade da informação que encontramos na internet hoje? Será que são informações baseadas em evidências científicas ou baseadas na opinião do dono da página/canal?

– Para os pacientes: Você tem o hábito de verificar as informações que recebe ou que busca na Internet? Ou aceita ela como verdadeira logo de cara?

– Para os profissionais de saúde: Você orienta seus pacientes sobre os cuidados nessas mídias? Publica informações nas redes, buscando levar informações atualizadas e com embasamento científico à população?

Keller et al. (2014) realizou uma pesquisa para verificar o engajamento dos profissionais da saúde com as tecnologias, segundo ele a maioria dos pesquisadores e professores da Johns Hopkins School of Public Health não tem interesse ou é contrário a utilização das redes sociais para o engajamento profissional.

No trabalho de Butler et al (2012) ele avaliou a qualidade das informações nos vídeos do YouTube em relação aos primeiros cuidados de queimaduras, e concluiu que a qualidade das informações foram insatisfatórias.

Outra pesquisa realizada por Merolli et al. (2015) que analisou o uso das redes sociais em pacientes com dor crônica, obteve um resultado (me impressionou) quanto a frequência do uso das redes sociais para a autogestão da dor crônica 35,5% dos entrevistados acessam diariamente e 41,4% pelo menos uma vez na semana. Também 35,1% dos pacientes valorizam as redes sociais para a autogestão da dor crônica.

Não podemos esquecer que esse ano a IASP, declarou o tema da campanha mundial de 2018: Excelência da Educação em Dor. Que como já publicado tudo sobre isso em outro post. Devemos fazer com que conceitos corretos sobre dor cheguem aos pacientes e a Internet é uma ótima forma de realizar isso.

Com isso, não temos como fugir dos avanços tecnológicos, nossos pacientes acessam com frequência, a informação está disponível e na maioria das vezes possui qualidade questionável.

Mas hoje, como profissionais da saúde possuímos o dever de orientar a população leiga, pois, para eles é muito mais difícil distinguira ciência da opinião. Assim para a promoção de saúde devemos buscar bases científicas atualizadas e sim, divulgarmos nas redes sociais! Faça a divulgação da informações de qualidade chegar a mais pessoas e como você achar melhor, através de posts, vídeos, mídias. Enfim a rede está disponível, basta usá-la!

E pra finalizar, a conclusão enfática de Thompson et al. (2012), para a área médica em geral “nossos pacientes estão fazendo isso, então é aí que precisamos estar.”

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Bruna Motta Minusculi

Referências:

 

A decisão clínica baseada em evidências

Há algumas semanas atrás o colega cirurgião-dentista Ricardo Aranha me enviou um texto de sua autoria sobre o tema saúde baseada em evidências. Achei bem interessante e compartilho aqui com vocês!

Boa leitura!!

O método científico tem como uma de suas bases o livro “Discurso do Método” de René Descartes, do séc. XVII. A noção da confirmação do que era até então reconhecido pelos 5 sentidos através de testes, refutação, repetições sistematizadas e confrontação de ideias teve por lá seu berço e vem evoluindo à revelia do senso comum. A ciência nasce como uma conquista humanitária, contrapondo-se a crenças, preconceitos de todo tipo e autoritarismo dogmático formal ou informal ao longo da história. Infelizmente enfrentou e enfrenta imenso desconhecimento ou mesmo simples desconsideração de suas bases teóricas, mesmo com toda parafernália tecnológica atual à disposição e todo acesso à informação (um luxo, até certo tempo atrás). Como nasceu de constructos humanos, não poderia ser perfeita. Muitas vezes é distorcida, falseada e mal utilizada, mas nada disso tira sua grandeza e sua utilidade prática inestimável. Nem mesmo a força de discursos obscuros em redes sociais da internet ressaltando “tradição, moralidade, histórias pontuais, mitos, etc.”

De um tempo para cá muito se fala em evidências científicas e suas aplicações no mundo real. No caso da área de saúde, surgiu a “Medicina Baseada em Evidências” (MBE) – que apesar de propiciar críticas e debates produtivos, é também inevitavelmente alvo de incompreensão generalizada e de ataques infundados. A MBE, com origem filosófica que remonta ao século XIX ou ainda antes, é definida como “uso consciencioso, explícito e criterioso da melhor evidência atual na tomada de decisões sobre o tratamento do indivíduo, o que significa integrar a experiência clínica individual com a melhor evidência clínica externa disponível proveniente da busca sistemática de informações.” (Sackett D, 1996). O termo mais amplo “Prática Baseada em Evidências” (PBE), cunhado por Gordon Guyatt em 1992 e que utiliza os mesmos princípios, integra outras áreas de saúde para além da medicina no mesmo escopo. Seu método de busca por respostas à questões clínicas parte do princípio da hierarquia construída a partir de trabalhos de atestada qualidade (pirâmide de evidências), a identificação e busca por estes mesmos trabalhos e ao final sua leitura crítica. Daí então o processo expande-se para além da nua e crua leitura de resultados acadêmicos, formando um  “tripé mental” construído por: realidade e experiência do profissional, vontades e valores do paciente e a melhor evidência científica disponível no momento.

Reformulando e complementando, é preciso também acrescentar que, tal como indica a nomenclatura de origem “medicina baseada em evidências”, sua base é sempre constituída de (boas) evidências e daí a decisão clínica deve sempre partir. Só então, como camadas que são acrescentadas sucessivamente, considera-se a informação do contexto do paciente, sua realidade e as vivências e habilidades do clínico (e até mesmo, porque não: um pouco de criatividade). Mas é importante salientar que esta ordem NUNCA deve ser invertida. Os maiores problemas aparecem quando a evidência científica vem como um “anexo” a posteriori, ou ainda pior, nunca vem…

Assim, um médico que se permita substituir a correta e necessária vacinação contra a febre amarela, por exemplo, por procedimentos ditos “alternativos” está desconsiderando a base de evidências e superestimando o contexto social, hábitos e tradições (muitas das quais inadequadas). Está inadvertidamente deformando por deslocamento sua base de decisão – e este não é o processo mais virtuoso: a  partir daí nada pode ser considerado seguro e prevalecem os hábitos, crenças e vícios mentais obscuros; as consequências podem ser graves, algumas vezes até mesmo fatais.

Um outro exemplo clássico, mas na direção oposta, seria o do medicamento Canabidiol, oriundo da folha da maconha e que é utilizado em casos graves de epilepsia. À época seu uso foi devidamente legalizado no Brasil, mesmo na ausência da melhor evidência e considerando apenas relatos de casos e estudos de menor peso científico, também sua segurança clínica e o fato de não existirem definitivamente outras opções com a mesma performance terapêutica para aquela patologia específica. Considerou-se, neste caso, a melhor evidência disponível, a gravidade e sofrimento causado pela doença (realidade do paciente) e a viabilidade clínica do tratamento. Pode-se considerar que foram satisfeitos os princípios da PBE.

A evidência científica não deve ser encarada como uma prisão mental ou um dogma. Ciência não poderia mesmo ser assim. A própria orientação da PBE sinaliza, em seu “tripé decisório,” a importância de informações sobre contexto humano e social do paciente e sobre a realidade e expertise do clínico. Não há exclusão, nunca houve. Há sim, com certeza, e ainda haverá, muita desinformação.

 

“ De modo que o maior proveito que eu retirava era aprender, vendo várias coisas que, embora nos pareçam extravagantes e ridículas, não deixam de ser comumente aceitas e aprovadas por outros grandes povos, a não crer muito firmemente naquilo que me fora persuadido apenas pelo exemplo e o costume, e assim a livrar-me aos poucos de muitos erros que podem ofuscar nossa luz natural e nos tornar menos capazes de ouvir a razão.”

 

Descartes, séc XVII

 

 

REFERÊNCIAS

 

Descartes, René. Discurso do método. Tradução, prefácio e notas de João Cruz Costa. São Paulo: Ed de Ouro, 1970. Disponível para download em: Domínio Público; http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.jsp

 

Sackett David L, Rosenberg William M C, Gray J A Muir, Haynes R Brian, Richardson W Scott. Evidence based medicine: what it is and what it isn’t BMJ 1996; 312 :71

 

Guyatt, G.H., Haynes, R.B., Jaeschke, R.Z., & Cook, D.J. (2000). Users’ guides to the medical literature: XXV. evidence-based medicine: principles for applying the users’ guides to patient care. JAMA 2000; 284: 1290-1296. doi: http://dx.doi.org/10.1001/jama.284.10.1290

 

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA. Aprova o uso compassivo do canabidiol para o tratamento de epilepsias da criança e do adolescente refratárias aos tratamentos convencionais. Resolução n. 2.113, de 16 de dezembro de 2014.

 

Galvão MA, Santos MAC. Medicina baseada em evidências: o conhecimento sempre em construção. Resid Pediatr. 2015;5(1):5 DOI: https://doi.org/10.25060/residpediatr-2015.v5n1-01

Dr Ricardo Aranha

Ricardo Luiz de Barreto Aranha Possui graduação em Odontologia pela Universidade Federal de Minas Gerais(1996), especialização em Ortodontia pela Faculdade Ingá(2014) e especialização em Morfologia – Desordens da ATM e Músculos da Mastigação pela Universidade Federal de São Paulo(2002). Atualmente é Cirurgião dentista especialista dor e DTM da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte e Dentista especialista em DTM dor orofacial da Prefeitura Municipal de Betim. Tem experiência na área de Odontologia, com ênfase em Dor orofacial / DTM.

Dia do Dentista! :)

Hoje é Dia do Dentista 😷!

A todos os profissionais que dedicam tempo e conhecimento para promover o bem estar de tantas pessoas, parabéns!!!

Em especial, parabéns aos colegas que confiam em meu trabalho ao encaminhar seus pacientes, ao assistirem minhas aulas, ao lerem o meu blog e ao estarem por perto como alunos e também como meus professores. Vocês tornam a minha vida dentro da Odontologia sempre melhor e são estímulo para que eu busque a excelência todos os dias!
Obrigada pela confiança em meu trabalho! 😊

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Atendimento em Franca: 16 3720-2090
Whatsapp: 16 98197 5170
Atendimento em Ribeirão Preto: 16 3303 4777
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Entrevista sobre bruxismo

Há cerca de um mês atrás fui entrevistada pela Carina Dragone do Programa Adapt TV da TV local aqui de Franca sobre bruxismo.

Agradeço a Carina e sua equipe pela possibilidade de divulgar meu trabalho!

Segue o vídeo no Youtube! Nele mostro também um pouquinho do Neuroup (dispositivo que estou testando também para bruxismo na vigília) e sua aplicação na clínica.

O que vc achou? 🙂

Falando nisso…

Atenção!! Garanta sua vaga para o Dia do Bruxismo em Belo Horizonte (07/10) e Florianópolis (11/11). Vamos falar sobre as novidades na área!

Acessem www.diadobruxismo.com para todas as informações!

Siga-me no Instagram (veja os stories!): @dtmdororofacial

Também tenho canal no Youtube! 😉