Dia do Dentista! :)

Hoje é Dia do Dentista 😷!

A todos os profissionais que dedicam tempo e conhecimento para promover o bem estar de tantas pessoas, parabéns!!!

Em especial, parabéns aos colegas que confiam em meu trabalho ao encaminhar seus pacientes, ao assistirem minhas aulas, ao lerem o meu blog e ao estarem por perto como alunos e também como meus professores. Vocês tornam a minha vida dentro da Odontologia sempre melhor e são estímulo para que eu busque a excelência todos os dias!
Obrigada pela confiança em meu trabalho! 😊

www.julianadentista.com
Atendimento em Franca: 16 3720-2090
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Ei doutor, silicone ou acrílico?

Por que tantos dentistas ainda prescrevem plaquinhas de silicone aos seus pacientes que apresentam bruxismo do sono?
Esta é a pergunta que martela a minha mente.
Eu não sei ainda a resposta certa.
Esta situação não é exclusividade nacional. Um estudo publicado em 2012 na Suécia perguntou aos dentistas qual tipo de placa os mesmos utilizavam para tratamento de DTM. Menos da metade utilizada placas de acrílico. Qual seria o motivo disso?

 

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Existem alguns fatos e mitos sobre placas que podem nos ajudar a entender

  1. A placa de silicone é mais fácil de confeccionar. FATO. Basta uma plastificadora, uma placa, um modelo e uma tesoura. Pronto! Já o dispositivo interoclusal liso de acrílico rígido (entendedores entenderão) exige enceramento e acrilização, até do registro bem feito, passos que demandam mais tempo e cuidado.
  2. A placa de acrílico é desconfortável.  MITO. Eu tenho a teoria que o protético te ensinou isso quando você ligou ao laboratório e ele te perguntou: de acrílico ou silicone (quando não, dura ou mole… rs). E ele te diz que a de silicone é mais confortável. Ou a vizinha disse isso ao paciente. Mas de fato, é mesmo? Não há um estudo sequer que relate isso. Então, vou usar da minha experiência para dizer a você leitor, NÃO. A placa de acrílico bem confeccionada e ajustada é sim confortável. Alguns pacientes relatam dificuldade inicial de uso, mas isso acontece com qualquer dispositivo e é preciso insistência. Também é possível trocar o arco. Além disso, há estudos que mostram melhora na qualidade do sono com o uso da placa de acrílico como este aqui.
  3. Placa de silicone é miorrelaxante. MITO. Nenhum dispositivo interoclusal é miorrelaxante. Não há estudos com a placa de silicone a longo prazo que indique que ela seria uma exceção. Há um estudo bem antigo do Prof. Okeson, em 1987 que indicou que entre 10 pacientes que iniciaram terapia com placa de silicone, 5 apresentaram aumento em atividade muscular e apenas 1 reduziu, quando a placa de acrílico mostrou redução de atividade em 8 dos 10 pacientes. Mas eu sinceramente acredito que este estudo não mostra o que realmente acontece. Sabemos que qualquer dispositivo (seja com cobertura oclusal, parcial ou nenhuma cobertura) a curto prazo pode reduzir mais frequentemente a atividade muscular (observada por eletromiografia de músculos mastigatórios durante o sono). Mas este efeito acontece a curto prazo (cerca de 1 a 2 semanas) e depois os valores voltam às médias basais. Além disso, não acontece em todos os pacientes. Há aqueles pacientes em que a introdução de um dispositivo, ao contrário do que se pensa, aumenta o número de eventos (veja este estudo aqui).
  4. A placa de silicone protege os dentes. MITO.   Não há nenhum estudo que comprove ou negue isso. Mas darei um depoimento meu como profissional que acompanha estes casos há anos, ou seja, nível de evidência científica ZERO. A placa de silicone não é resiliente. Com o uso ela deforma e se mostra friável. Com a pressão, chega a entrar em atrito com os dentes. Imagine isso em um ambiente de menor salivação. O que acontece com os dentes? Como eu já alertei, sem nenhuma evidência concreta, mas por observações, já vi placa de silicone marcar dentes de pacientes, ser desconfortável ao tocar a gengiva (ok, você pode cortar com uma tesoura…) e até chegarem totalmente rasgadas e furadas.
  5. A placa de silicone é estabilizadora. MITO. Não é possível ajustar a placa de silicone. Muitas vezes os toques são realizados apenas em alguns dentes. Ao contrário, na placa de acrílico, podemos realizar ajustes necessários ao longo do tempo para que possa ser um dispositivo utilizável a longo prazo. Ainda, pode-se acompanhar a atividade dos músculos mastigatórios pelas marcas eventuais que os dentes deixam no acrílico.
Por tudo acima e mais o fato de que não há um estudo sequer que indique esta terapia como superior ou, pelo menos, igual a terapia com placa de acrílico, acho estranha a indicação de uma plaquinha (“inha” mesmo) de silicone para bruxismo do sono a longo prazo.
E você? O que acha? Por que mesmo indica a placa de silicone?
Falando nisso…
Quer ver todas as referências que cito acima  e mais algumas? Venha participar do Dia do Bruxismo!
As inscrições estão abertas para:
– Belo Horizonte – 07/10/2017
– Florianópolis – 11/11/2017
– Aracaju – 02/12/2017
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#ficaadica

Entrevista sobre bruxismo

Há cerca de um mês atrás fui entrevistada pela Carina Dragone do Programa Adapt TV da TV local aqui de Franca sobre bruxismo.

Agradeço a Carina e sua equipe pela possibilidade de divulgar meu trabalho!

Segue o vídeo no Youtube! Nele mostro também um pouquinho do Neuroup (dispositivo que estou testando também para bruxismo na vigília) e sua aplicação na clínica.

O que vc achou? 🙂

Falando nisso…

Atenção!! Garanta sua vaga para o Dia do Bruxismo em Belo Horizonte (07/10) e Florianópolis (11/11). Vamos falar sobre as novidades na área!

Acessem www.diadobruxismo.com para todas as informações!

Siga-me no Instagram (veja os stories!): @dtmdororofacial

Também tenho canal no Youtube! 😉

 

Uso excessivo de medicação analgésica e cefaleia

O assunto é importante: cada dia mais verificamos na clínica de dor que os pacientes abusam de medicamentos analgésicos, muitas vezes sem indicação profissional, na tentativa desesperada de controlar sua dor, ingerindo em doses desproporcionais e em alta frequência.
Além dos problemas relacionados aos efeitos colaterais das drogas como os efeitos deletérios ao sistema gastrointestinal, sangramentos, etc, o uso excessivo destas medicações podem auxiliar na perpetuação da dor crônica, provocando um efeito que não é esperado por muitos dos pacientes.
Uma das condições conhecidamente agravada pelo uso abusivo dos medicamentos é a cefaleia primária.
Ainda se discute se a cefaleia por uso excessivo de medicamentos seria uma cefaleia secundária ou um fator relacionado a cronificação da cefaleia primária.
O fato é que um problema de saúde mundial, que afeta cerca de 0,5 a 7,6% da população. Em estudos realizados na Escandinávia, a prevalência deste tipo de cefaleia chega a 1 a 2%, contabilizando em torno de 50% dos pacientes com cefaleia crônica diária (mais de 15 dias por mês de dor de cabeça), com prevalência maior entre as mulheres.

 

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Alguns fatos:

  • Mais comum em mulheres (3-4:1)
  • Diagnóstico de migrânea entre 60 a 80% dos pacientes
  • Histórico de cefaleia frequente é um dos fatores de risco
  • Nos EUA, os analgésicos mais consumidos nestes casos são os que contém cafeína, triptanos e opióides.
  • Pacientes que usam a medicação de forma preemptiva (antes da dor realmente acontecer) merecem atenção uma vez que aumenta o risco do abuso.
Esta cefaleia pode ser prevenida e tratada. Sugiro a leitura do texto: “Preventing and treating medication overuse headache” publicado recentemente na revista Pain Reports sobre este assunto. Clique aqui para ir direto ao link.
Falando nisso…
A revista Pain Reports é uma publicação da IASP – Associação internacional de Estudo da Dor – e está gratuita online para todos.
Coloque aí na sua lista de leitura! Vale a pena acompanhar.
#ficaadica

Cefaleia hípnica – rara mas pode ocorrer

Nos últimos tempos venho acompanhando o movimento de esclarecimento da população que dor de cabeça pode ser um sintoma ligado a Disfunção Temporomandibular. Acho positiva a divulgação mas creio que para lidar com este sintoma o dentista deve estar preparado.

Por que?

Bem, primeiro porque a cefaleia atribuída única e exclusivamente a uma DTM não é tão comum assim. Os pacientes com DTM que procuram a clínica de Dor Orofacial apresentam comumente cefaleia primária como comorbidade, sobretudo a Migrânea (vulgarmente denominada enxaqueca). Leia o texto Cefaleia e DTM que publiquei aqui!

Nestes casos é importante o diagnóstico diferencial e encaminhar o paciente aos cuidados do neurologista, especialmente, cefaliatras (conheça a Sociedade Brasileira de Cefaleia).

Mas o que também acontece quando divulgamos que somos especialistas em DTM e Dor Orofacial é que aumentam o número de pacientes com outras cefaleias que buscam entender se esta é atribuída a DTM e de profissionais que querem entender mais sobre isso. É de suma importância que o profissional conheça a Classificação Internacional das Cefaleias e os tipos de cefaleia primária e secundária.

Foi assim que auxiliamos no diagnóstico de alguns casos incomuns em nossa clínica, entre eles, o caso de Cefaleia Hípnica atendido no curso de Especialização em DTM e Dor Orofacial do Bauru Orofacial Pain Group e  recentemente apresentado no III Congresso Brasileiro de Dor Orofacial, onde recebeu Menção Honrosa como trabalho de Relato de  Caso.

(Aproveito para parabenizar todos os alunos e membros do Bauru Orofacial Pain Group que apresentaram seus trabalhos brilhantemente. Para quem quiser ler os trabalhos, clique aqui e acesse os Anais.)

O que trouxe a paciente a clínica?

Ora, ela também achou que poderia ser uma cefaleia atribuída a DTM. A queixa era uma cefaleia cefaleia frontal, bilateral,com eventual presença de náusea. As crises de cefaleia eram recorrentes há 2 meses. A dor ocorria somente durante o sono, o que fazia a paciente levantar,  em pressão, forte e com duração de 1 hora, se repetindo quase todas as noites. A ingestão de antinflamatórios,que resultaram em melhora mas não remissão total da dor. Não havia relato de outros sintomas.

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E apresentava DTM?

Não! Nada em Articulação Temporomandibular (ATM) ou em musculatura que justificasse ou reproduzisse a cefaleia.

E como desconfiamos desta cefaleia?

Pois conhecemos a classificação e logo contatamos o Prof. Dr. José Geraldo Speciali, neurologista e professor senior da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP, que nos auxiliou no diagnóstico diferencial. A paciente foi orientada e encaminhada.

E o controle da dor?

A cefaleia neste caso foi controlada através do uso de cafeína antes de dormir.

 

Este não foi o primeiro e creio que não será o último caso em que a cefaleia primária e incomum é confundida com DTM. No último módulo atendemos uma paciente com provável cefaleia por esforço físico, por exemplo e já até publicamos um relato de caso de hemicrania paroxística coexistindo  com DTM.

Peço cuidado a você colega, que pensa em intervir em alguma cefaleia: é preciso conhecer mais.

A Classificação Internacional de Cefaleias é acessível a qualquer profissional e sua leitura e consulta obrigatória aos especialistas em Dor Orofacial.

A cefaleia hípnica está descrita no capítulo 4 no item 4.9 das cefaleias primárias:

4.9 Cefaleia hípnica

Termos previamente utilizados:

Síndrome da cefaleia hípnica, cefaleia do despertador.

Descrição:

Episódios de cefaleia que recorrem frequentemente eapenas durante o sono, levando ao despertar, que duramaté 4 horas, sem sintomas acompanhantes característicose que não se atribuem a outra patologia.

Critérios de diagnóstico:

  1. Episódios de cefaleia recorrente preenchendo os crité-rios de B a E
  2. Só aparece durante o sono e acorda o doente
  3. Ocorre ≥ 10 dias por mês durante> 3 meses
  4. Dura ≥ 15 minutos e até um máximo de 4 horas após o

acordar

  1. Não há sintomas autonómicos cranianos nem agitaçãoD. Não melhor explicada por outro diagnóstico da ICHD-3

beta.

Comentários:

A 4.9 Cefaleia hípnica em geral começa depois dos 50 anos, mas pode ocorrer em pessoas mais jovens. A dor égeralmente ligeira a moderada, mas pode ser intensa emcerca de um quinto dos doentes. A dor é bilateral, em cerca de dois terços dos casos. As crises duram habitualmente entre 15 e 180 minutos, mas têm sido descritos casos com maior duração. A maioria dos casos é persistente, com cefaleias diárias ou quase diárias, mas pode ocorrer uma subforma episódica (inferior a 15 dias por mês). Embora se pensasse que a 4.9 Cefaleia hípnica tinha as características da cefaleia tipo tensão, estudos mais recentes mostraram que estes doentes podem ter caraterísticas tipo migranosas e alguns podem ter náuseas durante as crises.

O início da 4.9 Cefaleia hípnica provavelmente não se relaciona com a fase do sono. Um estudo de ressonância magnética mostrou uma redução da substância cinzenta no hipotâlamo em doentes com 4.9 Cefaleia hípnica.

Em vários casos descritos, o lítio, a cafeína, a melatonina e a indometacina foram terapêuticas eficazes. Para uma intervenção eficaz é necessário fazer a distinção entre esta cefaleia e um dos subtipos da 3. Cefaleias Trigêmino-Autonômicas, especialmente 3.1 Cefaleia em salvas. Outras causas de cefaleia, que ocorrem e levam ao despertar, durante a noite, devem ser excluídas, particularmente, a apneia do sono, a hipertensão noturna, a hipoglicemia e a por abuso medicamentoso; a patologia intracraniana deve ser também excluída. Contudo, a presença de apneia do sono não exclui necessariamente o diagnóstico de 4.9 Cefaleia hípnica.

Fonte: Classificação Internacional das Cefaleias, 2013, versão Portuguesa.

A prevalência desta cefaleia é desconhecida. Estima-se que no ambulatório especializado em cefaleias, os casos de cefaleia hípnica seja em torno de 0,07 a 0,35%. A cefaleia acontece durante estritamente durante o sono, entre 2 e 4 horas da manhã. Quando acordam com a cefaleia, o comportamento é levantar e fazer alguma atividade como beber água, ler ou ver TV (diferente da migrânea, onde pacientes buscam repouso, e cefaleia em salvas, onde ficam muito agitados).

A hipótese neurofisiológica mostra que pode haver envolvimento do hipotálamo, uma vez que segue o ritmo circadiano, o que foi demostrado em estudo de imagem onde o hipotálamo posterior apresenta redução em substância cinzenta. Há estudos que mostram estar ligados a fase REM do sono, onde atividade no núcleo dorsal da rafe e locus coerulei foi ligada ao inicio da cefaleia, o que pode ser associado a um distúrbio ligado a modulação de dor. Mas também há estudos relatando que a cefaleia poderia ser associada a fase 2 de sono NREM. Ainda há muita especulação sobre a forma de ocorrência.

Leia mais sobre isso aqui.

Sobre o uso da cafeína  na dor, sugiro a leitura desta revisão gratuita: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/pmid/27642573/

É isso! Querendo estudar com a gente, venha fazer especialização em DTM e Dor Orofacial em Bauru. Clique aqui e leia as informações!

Falando nisso…

É importante evitar sobre tratamento. Sempre buscar o diagnóstico correto para as dores apresentadas pelo paciente. Iatrogenias são comuns em clínicas odontológicas quando o diagnóstico não é preciso.

Falando nisso, estarei em Campinas, dia 11/08 para o curso Odontalgias não Odontogênicas. Entre elas falaremos das dores neuropáticas pós procedimentos odontológicos.

Afinal, você já viu um caso de dor no dente cujo diagnóstico foi complicado? Já atendeu pacientes que mesmo após endodontia persistem percebendo dor em dente, mesmo após cicatrização? Já atendeu pacientes que desenvolveram dores após implantodontia, mesmo osseointegrados e com imagem satisfatória?

Este curso de imersão traz casos clínicos que podem surgir na clínica e que além de trazerem dúvidas para os clínicos, infelizmente, caem em iatrogenia!

Venha estudar conosco! Todos os trabalhos citados estarão disponíveis para download.

😷 Odontalgias não Odontogênicas

💡Curso de Imersão

⏰8 horas de duração

📅 11/08/2017

📍Campinas, SP

💻 www.imajon.com.br

📧curso.flavia@imajon.com.br

☎️ (19) 99118 2962 – WhatsApp

Rapidinhas: de volta!

Nossa, o Congresso Brasileiro de Dor Orofacial á terminou h10 dias mas ainda não consegui colocar todas as tarefas em dia!

Assim, vou voltar aos poucos por aqui! Peço a paciência de todos (não deixem de ler o blog!).

Também estou voltando aos estudos aos poucos. Quantos artigos super bacanas para ler! O dia precisava ter 36 horas.

Na semana passada vi que a revista Cephalalgia lançou uma edição especial somente sobre dor orofacial. Vale a pena dar uma conferida! Infelizmente nem todo conteúdo está aberto, mas dois artigos estão! Confira abaixo:

One nerve, three divisions, two professions and nearly no crosstalk? – Editorial de Arne May (médico neurologista que ministrou aula sensacional no congresso da IASP)  e Peter Svensson (dispensa apresentações, né?).

History of facial pain diagnosis – Joanna M Zakrzewska (sou fã número 1) e Troels S Jensen. – este artigo mostra que a Neuralgia do Trigêmeo é reconhecida há tempos… e como ainda há profissionais que não a consideram no diagnóstico (ou fazem um diagnóstico errôneo).

Mas se você está triste pois não conseguiu abrir todo o conteúdo, saiba que há uma revista de impacto bom que é totalmente aberta na área: Journal Headache and Pain.

Dentro da revista há vários artigos interessantes, mas se você não sabe por onde começar, faça uma busca dentro do site ou verifique a lista de artigos mais citados na literatura ou nas redes sociais. Clique aqui e tenha acesso.

Falando nisso…

E por falar em redes sociais, vira e mexe eu apareço com alguma dica, novidade ou até mesmo desabafos no Instagram Stories. Siga por lá! www.instagram.com/dtmdororofacial

e continuamos…

Facebook: www.facebook.com/dororofacial

Canal Youtube: Por Dentro da Dor Orofacial

Você já viu o vídeo sobre DTM?

 

 

 

 

 

Canal do blog no YouTube

Olá!

Estou bem sumida estes dias mas por um motivo especial! Estamos nos preparativos finais para o III Congresso Brasileiro de Dor Orofacial! Já são mais de 600 inscritos e restam poucas vagas, então, se você deseja participar corra e faça sua inscrição pelo site http://bit.ly/sbdof2017

Mas a novidade é que fiz um canal no YouTube para o blog! A intenção inicial, neste momento sem tempo, não é fazer vídeos meus mas achei que seria prático deixar as playlists de vídeos que gosto lá para quem quiser assistir!

Postei dois vídeos.

O primeiro abaixo é da programação do Congresso (sim, ando sem outro assunto…)!

O segundo foi uma aula que gravei para a turma de graduação coordenada pelo Prof. Roberto Pedras lá em Belo Horizonte. O assunto foi DTM e me perdoem pois está bem amador! 🙂

Por fim, fiz a primeira playlist com 5 vídeos bacanas sobre Mecanismos de Dor Orofacial!

Se você quer acompanhar todos as playlists e vídeos vindouros, basta assinar o canal (o ápice de ser blogueira é ter um canal do YouTube não é, então plagiando toda a nação de digital influencers do mundo, curta, compartilhe, comente e assine o canal!)

🙂

Volto assim que der!

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Site Bacana

Antigamente havia uma sessão aqui no blog chamada Site do Mês.

Mas como deixei de atualizar sempre, perdeu um pouco o sentido. Assim, quando eu ver algo interessante, vou chamar de Site Bacana.

O Site Bacana de hoje é o Pesquisa em Dor. Este foi fundado por um grupo de pesquisadores que incluem fisioterapeutas, psicólogos, físicos, entre outros e é um local muito bacana para buscar informações que podem contribuir para o atendimento clínico ao paciente com dor. O lema é “entender para modificar a dor” e é algo que acho fundamental.

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No dia dia do consultório percebo o quanto explicar ao paciente detalhadamente os motivos pelo qual ele está percebendo dor, baseado na neurofisiologia, numa linguagem simples porém nem por isso incompleta, faz a diferença.

As sessões do site incluem o blog, onde você pode ler recentes resultados de pesquisa sobre dor, área para os pacientes e área para profissionais.

Na área de pacientes as explicações aparecem de forma lúdica e didática, o que atiça a curiosidade e facilita o entendimento. Veja por exemplo Caminho da Recuperação.

A área para profissionais reunem ferramentas que podemos utilizar na nossa rotina clínica (inclusive a escala de cinesiofobia que já falamos aqui), manual para utilizar o caminho da recuperação com seu paciente e algo que acho essencial: estratégias para educar seu paciente com relação a dor.

Não deixem de visitar o site!

Aproveite e leia também sobre o site Pain in Motion.

 

 

Cinesiofobia

Estudos recentes apoiam a ideia de que a DTM crônica é uma condição multifatorial, em que os fatores psicológicos tem um papel importante tanto no início como perpetuação da condição.

Já escrevi aqui no blog e costumo comentar bastante em aulas que muitos dos pacientes com Disfunção Temporomandibular, após a experiência da dor ou mesmo por orientações (muitas vezes erradas) de que se abrir a boca pode travar, apresentam um comportamento em que restringe o movimento da mandíbula não por dor e sim por medo, a tal chamada cinesiofobia.

Este é um problema enorme. Hoje sabemos que para reabilitar um paciente com dor articular ou muscular, é preciso que ocorram movimentos dentro do limite indolor, com cautela, mas que proporcionem lubrificação articular e mobilidade muscular. Mas muitas vezes o paciente não executa estes movimentos e assim passa a não obter resultados significativos com a terapia ou até mesmo piorar.

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Em 2010 foi publicado na revista Pain um artigo da Holanda encabeçado pela professora Corinne Visscher com uma adaptação da escala Tampa de cinesiofobia para pacientes com DTM.  Visscher et al. mostrou que pacientes com DTM crônica que apresentavam mais problemas funcionais relacionados a Articulação Temporomandibular (ATM) relatavam também alto índice de medo do movimento.   Ainda, a cinesiofobia foi relacionada a problemas mecânicos da ATM, como ruídos e travamentos.

Após esta publicação, dois outros trabalhos foram publicados, no Journal Headache and Pain com validação da escala em pacientes com DTM dolorosa e seu uso em condições crônicas. Estes artigos são gratuitos e estão disponíveis aqui e aqui.

Semana passada foi publicado no Journal Oral Rehabilitation um artigo sobre a tradução, validação e adaptação da Escala Tampa de Cinesiofobia para DTM em Português Brasileiro! \o/ Isso é muito bacana pois permitirá o uso desta escala em nossos consultórios! O artigo é derivado da dissertação de Mestrado de Aroldo do Santos Aguiar, sob supervisão da Profa. Dra. Thaís Chaves da USP-Ribeirão Preto. A Thaís é uma amiga querida (já falei sobre o trabalho dela aqui) e eu que não sou boba nem nada, já mandei um email a ela que prontamente me respondeu dizendo que ainda está montando a página de seu laboratório, onde os questionários estarão disponíveis.

Mas…

Gentilmente cedeu a este blog o questionário traduzido que você pode acessar clicando neste link: Tampa TMD para divulgação 14.04.17.

Obrigada pela gentileza Thais!

E povo, vamos ler, estudar e aplicar esta escala!

Falando nisso…

E por falar em DTM, trabalhos e tal, devo lembrá-los que amanhã vence o prazo para submissão de trabalhos científicos ao III Congresso Brasileiro de Dor Orofacial, bem como o desconto para participação.

Acesse o site http://bit.ly/sbdof2017 e faça sua inscrição.

Toda a programação, valores, datas e horários estão no link.

Novidades sobre Bruxismo no IADR

Esta semana aconteceu em São Francisco na Califórnia a edição anual do Congresso Mundial de Pesquisa Odontológica promovido pela IADR (Associação Internacional de Pesquisa Odontológica). Infelizmente não pude comparecer.

Neste evento aconteceu uma reunião fechada entre os experts na pesquisa do Bruxismo. Prof. Daniele Manfredini foi um dos participantes e gentilmente fez um resumo do que aconteceu nesta reunião. Coloco abaixo seu texto:

Dear friends, 
as promised, here I am with a brief summary of the expert consensus meeting on bruxism at the IADR congress. Nice and lovely experience, without any real clashes between any of us…my special thanks to Frank Lobbezoo for the excellent coordination and to Karen Raphael and Peter Wetselaar, who co-chaired with me the working group on the definition of diagnostic cut-offs. The other groups provided summaries on the non-instrumental (ie, questionnaires, interviews, EMA [ecological momentary assessment], clinical assessment) and instrumental (ie, PSG and EMG) approaches to bruxism evaluation. 
At the end of the a very productive day, we all agreed that the new consensus paper should be based on some very clear concepts: 
1. a separate definition for sleep and awake bruxism – different etiology, clinical consequences, and management outcomes; 
2.bruxism is a behavior, which can be a risk factor for some clinical signs/symptoms (e.g., tooth wear, muscle fatigue, pain) or be associated with other conditions (e.g., OSA, other sleep disorders). Bruxism is not a “disorder” per se; 
3. being a risk factor, bruxism cannot be “diagnosed” in terms of yes/no, and the search for an ideal cut-point that discriminates between the presence or absence of clinical consequences might reveal unfruitful; 
4. as such, as far as sleep time is concerned, it is recommendable that masticatory muscle activity is measured in its continuum; 
5. as for awake bruxism, self-report via EMA is a promising strategy to approximate a correlation with patients’ experienced symptoms.  
All these summary points have to be refined after the manuscript will be drafted in full version and submitted for suggestions to the expert who were absent during the meeting.

Daniele Manfredini

Como eu já esperava, mais do que nunca é importante separar o Bruxismo do Sono do Bruxismo em Vigília, inclusive em definição, já que são condições distintas.

Bruxismo é um comportamento. Este fato traz um desafio ao clínico, pois há individualização do diagnóstico. Como comportamento sua ocorrência depende de vários fatores e ainda, pode ser que tragam ou não consequências ao organismo. O bruxismo nem sempre é vilão (leia sobre isso aqui).

Sobre o EMA citado no item 5, trata-se do uso de aplicativos para smartphone para potencializar o diagnóstico e controle do bruxismo em vigília. E isso já fazemos há anos, não é mesmo? O primeiro aplicativo foi o Desencoste seus Dentes e depois surgiu o Bruxapp. No Dia do Bruxismo demonstro sempre como uso este recurso na clínica!

Enfim, pensando em todos os aspectos, concordo com um comentário realizado pelo colega Ricardo Aranha e confirmado pela Profa. Karen Raphael em uma discussão no Facebook: existe muito sobre tratamento em relação ao Bruxismo.

Eu já estou ansiosa para ler as publicações que viram por aí no Journal Oral Rehabilitation. Vamos ficar de olho!!

 

Falando nisso…

A professora Adriana Lira Ortega também estava lá no IADR (#inveja) e mostrou tudo no Instagram do Dia do Bruxismo! Siga lá! @diadobruxismo Antes de ela embarcar ainda estivemos em Maringá na Dental Press, e foi muito bacana!

Agora o próximo DB acontecerá em Passo Fundo (vamos explicar direitinho as novidades sobre Bruxismo)! Clique aqui e saiba todos os detalhes!

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