Rapidinhas – Bruxismo em Vigília por Daniele Manfredini

Professor Daniele Manfredini, um dos autores do Consenso Internacional em Bruxismo, publicou há uns meses atrás um vídeo no Youtube em que esclarece os comportamentos em Bruxismo na Vigília.

Segue o vídeo abaixo:

Falando nisso…

Últimos dias para inscrição ao curso Dia do Bruxismo em São Paulo e Fortaleza!!

Confira nossa agenda:

05/07/2019 – São Paulo, SPClique aqui para fazer sua inscrição! 

02/08/2019 – Fortaleza, CE – Local: Seara Praia Hotel

Informações e inscrições: dbfortaleza2019@gmail.com Whatsapp: 85 985433910

01/11/2019 – Manaus, AM – Organização Odonto Starclass

07/12/2019 – Campinas, SPOrganização Imajon Cursos.

O IV Congresso Brasileiro de Dor Orofacial

E já se passou um mês do fim do IV Congresso Brasileiro de Dor Orofacial e ainda estou sob seu impacto! Que evento bacana!

Esta foi a quarta vez que ajudei na organização, desta vez sob a batuta da nossa coordenadora geral Profa Liete Zwir!

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Eu e a profa. Liete Zwir!

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A turma da organização: eu, Adriana Lira Ortega, Liete Zwir, Daniela Godoi Gonçalves e Rodrigo Estevão Teixeira

Agradeço a diretoria da SBDOF pela oportunidade!

Além de ajudar na organização, também fui palestrante. E aproveitei para gravar o conteúdo para o podcast! Quem também fez isso foi a Profa. Daniela Godoi Gonçalves. Resultado: dois programas para vocês ouvirem onde estiverem! Me marquem no instagram (@dtmdororofacial) quando ouvirem! Estou adorando ver as fotos! Tem gente lavando louça, dirigindo, na esteira… Esta é a beleza do podcast!! 🙂

Só lembrando, pois muitas pessoas me perguntam, você pode ouvir o podcast em vários aplicativos e sites diferentes. Eu sempre coloco o link do Spotify mas basta procurar nos seus aplicativos preferidos, até na Apple e Google podcasts.

Seguem as descrições e links dos  dois programas! Ah! E vejam as fotos do congresso da SBDOF aqui: http://bit.ly/2HnJN3A

DTM e Bruxismo: um novo olhar – link: https://open.spotify.com/episode/38O5GPvPhAsiYbXniWimuv?si=CkhRQs3mSku_ZbW3QbaMTw

Confesso que estava uma pilha de nervos porque não queria que desse errado, atrasasse ou ainda que não correspondesse às expectativas de todos. E ainda por cima, ministrei uma aula! Sobre Disfunção temporomandibular e Dor Orofacial.
E foi um dia antes que tive uma ideia: gravar o audio da minha aula! Assim, poderia compartilhar aqui no podcast com quem não estava lá e também com quem foi e quisesse relembrar.
e olha que bacana: pedi então a querida amiga, professora Daniela Godoi Gonçalves que também gravasse a sua. e não é que ela não só fez isso como já enviou o audio para mim?
Então, neste episodio vou colocar minha aula, e no próximo a dela!
Links:

 O papel da sensibilização central na DTM: o desafio para o clínico – link: https://open.spotify.com/episode/1S9VRlU9oDU7pMTIqtuVqn?si=9vrOSUcUQ5-21i3f9hcVag

Quem tem amigo tem tudo! Eu sou uma pessoa muito privilegiada. Além de trabalhar em uma área que amo, tenho colegas que ultrapassam o significado desta palavra e são na verdade verdadeiros amigos! Uma destas pessoas é a Profa. Dra. Daniela Godoi Gonçalves, professora da UNESP de Araraquara na área de DTM e Dor Orofacial e companheira de vinhos, estudos e amor aos podcasts! Ainda, ela coordena o GAPEDOC, projeto de extensão com o objetivo de ampliar o conhecimento em Dor Orofacial com discussões, casos clínicos, revisões, cursos e reuniões.
No último Congresso Brasileiro de Dor Orofacial, a Profa. Daniela abriu o evento com uma palestra brilhante sobre Sensibilização Central e DTM. Antes da aula dela, comentei com ela que se fosse possível gravasse também sua fala para o podcast! E não é que ela gravou e compartilhou comigo?!
Dani, obrigada, obrigada, obrigada!
Eu já ouvi, agora é a vez de vocês!
Dicas do programa
Primeiro conheçam o GAPEDOC, eles tem uma página de Facebook que deixarei aqui nos links.
Segundo, existe uma coisa em comum, do qual eu e a Profa. Daniela muito nos orgulhamos, tivemos o mesmo orientador no mestrado, Prof. Dr. José Geraldo Speciali, neurologista, hoje professor senior da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, na USP. Este mês, no dia 19/05, comemora-se o Dia Nacional de Combate às Cefaleias. A melhor arma para combate é a educação, o conhecimento! Prof. Speciali concedeu uma entrevista ao Jornal da USP no programa Saúde sem Complicações sobre o tema! Nos links deste programa, há um para você entrar e ouvir esta entrevista! #ficaadica
Links:
Fale comigo:
⁃Lista de transmissão no Whatsapp: http://bit.ly/julianadentista

Alinhadores ortodônticos e Bruxismo: o que falar sobre isso?

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Recentemente recebi algumas mensagens perguntando sobre o uso dos alinhadores ortodônticos e se eles aumentariam a frequência de bruxismo.

Observei que ainda na literatura não há estudos sobre estes dispositivos e bruxismo, seja do sono ou da vigília.

Mas pensando sobre isso e conhecendo sobre bruxismo podemos realizar algumas inferências. 

  1. Bruxismo é controlado pelo sistema nervoso central (SNC). Fato. Para o músculo contrair, é de centros superiores que parte o potencial de ação neuronal. No bruxismo do sono existem mecanismos deflagradores já identificados (vide despertares breves e sistema nervoso autonômico) em fases NREM, onde qualquer dispositivo tem um efeito a curto prazo ou aumentando, reduzindo ou mesmo não mudando o numero de eventos durante a noite. Pensando em alinhadores, o professor Daniele Manfredini e colaboradores realizaram uma pesquisa com mantenedores de espaço como placas de acetato e compararam duas noites de sono sem e duas com o mantenedor. Não houve diferença na atividade eletromiográfica em músculos analisados entre as noites. Podemos deduzir que talvez apresente bruxismo do sono quem já apresenta bruxismo do sono. Se o alinhador irá proteger os dentes nestes casos, aí é outro assunto.
  2. Bruxismo da vigília também é controlado pelo SNC. Nós sabemos que é associado a ansiedade e concentração. Mas seria a presença do alinhador algo para aumentar ou reduzir a frequência deste tipo de bruxismo? Explicar isso em poucas palavras é mais complicado, mas vou tentar. Primeiro porque existem vários tipos de movimentos considerados BV como encostar, encostar com movimentos leves, apertar ou ainda contrair os músculos mesmo sem toque dentário. Qual seria estimulado? Ainda, venho conversando com colegas bastante sobre o perfil do paciente. Parece que não é a mecânica ou o dispositivo e sim como é este paciente. Há algum tempo estamos estudando a vigilância ou melhor, a hipervigilância e como este perfil de comportamento tem relação com o aumento da contração muscular e consequemente bruxismo. (ver postagem realizada aqui no blog!) A presença do alinhador seria um gatilho ao aumento ou mesmo desencadear bruxismo por mecanismos relacionados a vigilância? E se o comando fosse o contrário? Se durante a avaliação isso fosse detectado e trabalhado para o paciente não encostar os dentes ou manter uma melhor postura mandibular (repouso muscular) utilizando o alinhador como “lembrete”? Seria possível? Apenas divagando… É preciso pesquisar mais sobre isso e qual seria o impacto da educação nestes casos. Devemos nos lembrar sempre que o comportamento é algo individual. 
  3. E por fim, a professora Ambra Michelotti chama a nossa atenção a um aspecto pouco explorado, neuroplasticidade relacionada ao estímulo do ligamento periodontal, como no recente trabalho publicado pelo grupo dela. Neste trabalho ficou demostrado que possivelmente indivíduos com hábitos parafuncionais na vigília como o bruxismo, apresentam sensibilidade oclusal maior e eles atribuíram isso a atividade dos mecanorreceptores mais estimulados nestas pessoas com maior atividade parafuncional prévia.

Por fim, creio que é preciso aprimorar o diagnóstico de bruxismo do sono e sobretudo bruxismo na vigília em pacientes que se submeterão a terapias na odontologia. Artigos recentes apontam que cerca de 30% dos jovens apresentem bruxismo na vigília e é exatamente a população alvo do uso de alinhadores.

Para mim cada vez mais fica claro que a falha em identificar não só hábitos mas o perfil do paciente é que faz com que alguns apresentem aumento de frequência de bruxismo, dor na face e até não tolerem o uso dos dispositivos.

Será que educar o paciente antes de iniciar o tratamento, promover controle de parafunções (não só bruxismo) não traria um benefício maior?

Pensando…

Mas, vamos aguardar as pesquisas que sairão do forno em breve  para que possamos embasar melhor nossas ideias!

Fontes:

Self-reported awake bruxism and chronotype profile: a multicenter study on Brazilian, Portuguese and Italian dental students.

Serra-Negra JM, Dias RB, Rodrigues MJ, Aguiar SO, Auad SM, Pordeus IA, Lombardo L, Manfredini D.

Cranio. 2019 Mar 25:1-6. doi: 10.1080/08869634.2019.1587854.

Ecological Momentary Assessment and Intervention Principles for the Study of Awake Bruxism Behaviors, Part 1: General Principles and Preliminary Data on Healthy Young Italian Adults.

Zani A, Lobbezoo F, Bracci A, Ahlberg J, Manfredini D.

Front Neurol. 2019 Mar 1;10:169. doi: 10.3389/fneur.2019.00169. eCollection 2019.

Effects of invisible orthodontic retainers on masticatory muscles activity during sleep: a controlled trial.

Manfredini D, Lombardo L, Vigiani L, Arreghini A, Siciliani G.

Prog Orthod. 2018 Jul 23;19(1):24. doi: 10.1186/s40510-018-0228-y.

Jaw muscle activity patterns in women with chronic TMD myalgia during standardized clenching and chewing tasks.

Valentino R, Cioffi I, Vollaro S, Cimino R, Baiano R, Michelotti A.

Cranio. 2019 Mar 21:1-7. doi: 10.1080/08869634.2019.1589703.

An interview with Ambrosina Michelotti.

Michelotti A.

Dental Press J Orthod. 2018 Mar-Apr;23(2):22-29. doi: 10.1590/2177-6709.23.2.022-029.int.

Frequency of daytime tooth clenching episodes in individuals affected by masticatory muscle pain and pain-free controls during standardized ability tasks.

Cioffi I, Landino D, Donnarumma V, Castroflorio T, Lobbezoo F, Michelotti A.

Clin Oral Investig. 2017 May;21(4):1139-1148. doi: 10.1007/s00784-016-1870-8.

Effects of experimental occlusal interferences in individuals reporting different levels of wake-time parafunctions.

Michelotti A, Cioffi I, Landino D, Galeone C, Farella M.

J Orofac Pain. 2012 Summer;26(3):168-75.

Occlusal sensitivity in individuals with different frequencies of oral parafunction.

Bucci R, Koutris M, Lobbezoo F, Michelotti A.

J Prosthet Dent. 2019 Mar 15. pii: S0022-3913(18)31001-1. doi: 10.1016/j.prosdent.2018.10.006.

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Falando nisso….

Quer conhecer mais sobre Bruxismo? Venha participar do Dia do Bruxismo!! 🙂

Um dia inteiro com palestras curtas sobre Bruxismo com o objetivo de capacitar o profissional para a identificação e diagnóstico do bruxismo, além de indicar estratégias atuais no controle da condição em adultos e crianças.

Próximas datas e locais:

03/05/2019 -São José dos Campos, SP – CONFIRMADO

Organização Instituto Prof. MSc. Silvio Watanabe. Local: Helbor Office Jardim das Colinas – Av São João, 2375 Jd Aquarius

Mais informações e inscrições: (12) 3922 1536 e (12) 98110 5606

31/05/2019 – Vila Velha, ES – CONFIRMADO!

Para mais detalhes, clique AQUI. Organização Essence Cursos. Whatsapp: 27 99619 2396

05/07/2019 – São Paulo, SP – AGUARDEM MAIS INFORMAÇÕES

02/08/2019 – Fortaleza, CE – Local: Seara Praia Hotel

Informações e inscrições: dbfortaleza2019@gmail.com Whatsapp: 85 985433910

06/12/2019 – Campinas, SPOrganização Imajon Cursos. 

Rapidinhas – novas diretrizes sobre Neuralgia do Trigêmeo

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No dia 12 de março foi publicado no European Journal of Neurology as novas diretrizes para Neuralgia do Trigêmeo, visando atualizar os profissionais em diagnóstico e tratamento.

Destaco que 2 itens:

  • Sobre o diagnóstico, as classificações das organizações IASP (International Association of Study of Pain) e IHS (International Headache Society) estão se aproximando e com isso há destaque para os fenótipos de Neuralgia do Trigêmeo – clássica, idiopática e secundária e ainda, episódica ou com dolorimento entre as crises
  • Sobre medicação pouca coisa mudou. A recomendação é que a neuralgia do trigêmeo não responde a opióides na fase aguda e ainda a carbamazepina é considerada o padrão ouro para tratamento a longo prazo mas novas terapias foram colocadas ali.

Sugiro a leitura!

O artigo está aberto e pode ser consultado no link: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/epdf/10.1111/ene.13950

#ficaadica

Falando nisso…

Nós especialistas temos obrigação de entender bem sobre dor neuropática orofacial. Este é um tema que abordo no curso de Especialização em DTM e Dor Orofacial no IEO-Bauru. Para mais informações, ligue 14 32341919 ou mande WhatsApp para 14 99654 4386

#ficaadica2 🙂

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Dia Internacional das Mulheres

Hoje é dia 08 de março de 2019.
Como é Dia da Mulher, a newsletter de jornalismo que assino gratuitamente, canal Meio News, enviou logo cedo alguns dados. Em 2018, foram registrados 4.254 homicídios dolosos de mulheres. O número representa uma queda ligeira de 6,7% em relação ao ano anterior. Mas, destes, 1.135 foram considerados feminicídios — crimes nos quais a vítima morre por ódio motivado pelo gênero. É um aumento relativo aos 1.047 de 2017.
Dados ainda ruins, não.
Na América Latina pelo menos há o que se comemorar um pouco, parece que foi a região que mais avançou em termos de igualdade de gênero no mundo. Mas esta melhora não foi, infelizmente, puxada pelo Brasil. Mesmo assim, a igualdade só seria alcançada na região em 74 anos, mantendo este ritmo de avanços. E dentro de muitos países, a diferença entre os sexos diminui a passos muito lentos. Segundo o site da BBC, na América do Sul, BolíviaArgentina e Colômbia são os mais bem colocados. O Brasil aparece entre os quatro últimos países da região (e em 95º lugar no mundo), acima de Paraguai, Guatemala e Belize. Uma vergonha.
E além da violência, dos abusos morais e sexuais, os problemas são   igualdade de salários, a participação política e econômica das mulheres.
E por falar sobre educação/ciência/universidade que é uma área em que vivi durante os últimos anos, houve um avanço em 10 anos, com maior número de mulheres matriculadas no ensino superior, mas… igualdade não é medida apenas em números. Dados da UNESCO indicam que ainda mulheres chegam menos ao topo da carreira!
Vejam só, para vocês terem uma ideia, dados no CNPQ mostram que nas bolsas com maior financiamento, há apenas 24,6% de mulheres.
A reportagem da BBC aponta mais dados sobre o assunto: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-47490977
Pensando na minha especialidade, lembrei que mês passado a Prof. Karina Helga Turcio apresentou seu TCC no curso de Especialização em DTM e Dor Orofacial lá no Bauru Orofacial Pain Group exatamente sobre gênero e dor. Foi uma apresentação brilhante em que ela abordou diferentes aspectos sobre o porquê da dor por DTM e outras condições ser mais prevalente em mulheres, abordando desde aspectos genéticos, hormonais até a respeito de percepção de dor pelo sistema nervoso central. Em breve vou colocar aqui o texto do TCC.
Mas quero destacar um aspecto que falamos pouco, o estresse pós traumático e a relação com DTM. Outro TCC, este já publicado, da turma anterior (da Camila Vaz e publicado pela Profa. Dyna Mara Ferreira e nós como co autores) traz uma revisão importante sobre este assunto e mostrou a complexidade do assunto (para ler a versão em português, segue o link http://www.scielo.br/pdf/brjp/v1n1/pt_1806-0013-brjp-01-01-0055.pdf) mas ainda a maioria dos estudos não trazia informações sobre violência sofrida por mulheres.
Neste mês de março de 2019 foi publicado um artigo que começa a estudar algo que observo na rotina clínica. A maioria dos meus pacientes com dor musculoesquelética, especialmente os casos crônicos de DTM muscular, é mulher. E não é comum o relato de assédio (relacionamentos abusivos, assédio moral no trabalho – inclusive por outras mulheres – violência doméstica, assédio sexual), tristeza por desigualdade, ansiedade por falta de oportunidades. O artigo que li, publicado no Journal of Dentistry por Chandan et al.,  trouxe um pequeno insight sobre o assunto, ainda não se tratando de mercado de trabalho/estudo mas sobre violência doméstica: Intimate partner violence and temporomandibular joint disorder”. 
Este tipo de violência inclui abusos emocionais, físicos e/ou sexuais e negligências e globalmente parece afetar 1 em cada 3 mulheres, o que é uma prevalência muito alta. Assim, os pesquisadores na Grã Bretanha procuraram estudar a relação entre estes abusos e a DTM. O estudo foi simples, com limitações, retrospectivo mas foi o primeiro a indicar que uma associação significativa entre a incidência de DTM e violência contra mulher. O triste é que a principal limitação do trabalho relatada é exatamente a acurácia dos registros de violência, já que em todo mundo parece que relatar ainda é um tabu a ser vencido pelas mulheres. É preciso que o especialista em Dor Orofacial esteja atento a estes fatores mas também é preciso que procuremos por treinamento adequado para abordar estes assuntos, ainda mais no país em que moramos. O link para o artigo está aqui: https://doi.org/10.1016/j.jdent.2019.01.008
Reflita, como podemos mudar toda esta estatística para números ainda mais positivos? Vamos fazer pelo menos a nossa parte, dentro da nossa comunidade!
Devemos encarar o 8 de março como momento de mobilização para a conquista de direitos e para discutir as discriminações e violências morais, físicas e sexuais que ainda em 2019 são sofridas pelas mulheres. Devemos impedir que retrocessos ameacem o que já foi alcançado em diversos países.
“Você precisa fazer aquilo que pensa que não é capaz de fazer.” – Eleanor Rooselvelt
E para inspirar a todos, que tal contar às suas crianças (meninos e meninas) histórias de verdadeiras heroínas? Eu adorei o livro Histórias de Ninar para Garotas Rebeldes que o pessoal do B9 conseguiu transformar em podcasts estes contos de fada de mulheres extraordinárias! Vale muito a pena ler ou ouvir! 
Você pode ouvir em qualquer aplicativo/site para podcast e no link há vários.
Ou clique abaixo para ter acesso via Spotify:
E vamos lá! Há muito trabalho pela frente!
#8M #mulheres #dororofacial #disfuncaotemporomandibular #diadasmulheres

Este blog fez 9 anos!

Foi na quinta feira passada mas só consegui postar agora! 9 anos!! Puxa vida!

Eu comecei o blog em 28/02/2010 por uma necessidade de colocar para fora tudo o que estava aprendendo (e aprendo até hoje) com meus estudos em dor orofacial. O blog é dedicado a todos os profissionais que estudam a área! Eu só tenho a agradecer: ao blog pelas oportunidades que me abriu, aos leitores, muitos deles fiéis, que acompanham o que escrevo mesmo em tempos que a audiência desta mídia vem caindo e a todos que me inspiraram e me inspiram a fazer o melhor pela especialidade!

Para comemorar, gravei um podcast com a participação luxuosa do professor Paulo Conti, titular da Faculdade de Odontologia de Bauru-USP e coordenador do Bauru Orofacial Pain Group (devidamente convidado para um programa mais longo no futuro!).

Selecionei e comentei uma história que contei em 2010 para falar sobre diagnóstico em dor orofacial!
Faz o seguinte: conte para mim qual o texto que você mais gostou! Vá ali na busca, dê uma olhada no histórico, navegue…
Escute também o podcast! 🙂
Dica do programa: se é para comemorar, nada melhor do que indicar meu podcast favorito do momento: Boa Noite Internet, capitaneado pelo Cris Dias. Entrem no site www.boanoiteinternet.com.br ou procure no agregador de podcasts mais próximo de você! 🙂 Você não vai se arrepender! É sensacional!!
Falando nisso….
 As inscrições para o curso de especialização em DTM e Dor Orofacial coordenado pelo Prof. Paulo Conti já estão abertas! Começa em Abril!
Serão 24 módulos de muitoooo conteúdo tanto teórico como clínico! Para mais informações: 14 99654-4386 ou http://www.ieobauru.com.br

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Toxina botulínica e bruxismo

A Professora Adriana Lira Ortega do blog Odontopediatria em Evidência fez uma lúcida postagem no Instagram esta semana.

Em tempos de falta de diagnóstico e logo uma terapia, acho que este texto cai bem.

Bruxismo não é DTM. Bruxismo apresenta manifestações diferentes, em momentos diferentes e pode até ser um sinal de outra condição mais deletéria e importante. Você só irá saber se estudar e realizar diagnóstico diferencial.

Segue a postagem!

 

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Já recebi no meu consultório casos de bruxismo, até em crianças (😱), cujo “tratamento" proposto havia sido aplicação de toxina botulínica. Sempre surto mais qdo é com criança…😤 Vamos refletir sobre o assunto?🤔 ✔1. Será que o profissional que propôs a conduta, pensou nos efeitos da toxina nos músculos em desenvolvimento? ✔2. Mesmo com aplicação da toxina, o paciente precisa continuar usando a placa. Senão vai continuar desgastar os dentes. Assim, vamos ponderar… Pra que mesmo a toxina? ✔3. Bruxismo é de origem central. Toxina botulínica tem ação periférica: então não trata. ✔4. Não conseguimos dar prognóstico para bruxismo e ele pode permanecer por muito muito tempo… E aí? O paciente vai ficar recebendo toxina indefinidamente? ✔5. Toxina causa atrofia muscular e osteopenia. A relevância clínica disso deve ser considerada. Vou deixar uma referência aqui sobre isso p vcs lerem… Para terminar o post… ⚠️#mantra1 – BRUXISMO NÃO É DTM! Então, "dor e desconforto" não foram abordados aqui. Os assuntos são diferentes. —— 📚Vou deixar aqui duas referências para quem quiser ler mais um pouco sobre o assunto… ✏Balanta-Melo J, Toro-Ibacache V, Kupczik K, Buvinic S. Mandibular Bone Loss after Masticatory Muscles Intervention with Botulinum Toxin: An Approach from Basic Research to Clinical Findings. Toxins (Basel). 2019 Feb 1;11(2). ✏Shim YJ, Lee MK, Kato T, Park HU, Heo K, Kim ST. Effects of botulinum toxin on jaw motor events during sleep in sleep bruxism patients: a polysomnographic evaluation. J Clin Sleep Med. 2014 Mar 15;10(3):291-8. ——- #bruxismonaoedtm #bruxismo #trabalhodeformiguinha #odontologiabaseadaemevidencias #odonto #odontologia #bruxismoinfantil #odontopediatria #odontopediatriaemevidencia

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DTM em crianças

Criança também pode apresentar Disfunção Temporomandibular? Já ouviu alguma criança se queixar de dor no rosto, ao mastigar ou mesmo há presença de estalos na ATM?
Hoje vamos conversar com a querida amiga Profa. Dra. Adriana Lira Ortega sobre DTM em crianças e adolescentes. A professora Adriana é especialista em Odontopediatria e tem mestrado na área de DTM e Dor Orofacial e doutorado em Pacientes Especiais. É docente na graduação e pós graduação da UNICSUL e em cursos na FUNDECTO e na São Leopoldo Mandic. Não é incomum encontrá-la no aeroporto, já que é muito requisitada a ministrar aulas em cursos e congressos no Brasil e no exterior.
Em breve também estará no IV Congresso Brasileiro de Dor Orofacial da SBDOF, que acontecerá nos dias 10 a 12 de abril em São Paulo.
Além de tudo isso (ufa!), ainda ministra junto comigo o curso Dia do Bruxismo!
Não tinha pessoa melhor para nos contar algumas particularidades sobre DTM na população infantil, não é mesmo?
Então, dá um play neste episódio!!
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Dia do Programa: o colega Marcelo Ugadin chamou minha atenção que a Academia Americana de Dor Orofacial (AAOP) lançou o seu podcast e a primeira entrevista é com o Prof. Okeson! Então, segue o link para o podcast da AAOP, com a entrevista sobre o papel do cirurgião-dentista na DTM (em inglês): https://soundcloud.com/user-1576371/dr-jeffrey-okeson-the-role-of-dentists-in-temporomandibular-disorders
Fale comigo:
⁃Lista de transmissão no Whatsapp: http://bit.ly/julianadentista

 

Episódio 3 do Podcast: o que é DTM?

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Hoje o assunto é DTM! 

DTM é a sigla para disfunção temporomandibular e é a condição carro chefe nos atendimentos na clinica de dor orofacial, sendo a segunda causa de dor mais frequente (a primeira é a dor odontogênica). 

Bem, sobre este assunto eu pensei em fazer uma introdução básica e quando já estava começando a gravar, me lembrei de um vídeo que fiz há uns 2 anos para o professor Roberto Pedras que na época ministrava uma aula a turma de graduação. 

Foi uma experiência interessante que está disponível para quem quiser assistir no youtube (vou deixar o link abaixo na descrição do podcast). 

Se eu já tinha o vídeo, então, resolvi extrair o audio para colocar aqui no podcast! é só uma introdução, vamos falar bastante de DTM por aqui! 

Então, vamos ao áudio? 

Links para ouvir o podcast:

Links deste programa:

Fale comigo:

⁃ Email: juliana.dentista@gmail.com 

⁃ Instagram: www.instagram.com/dtmdororofacial 

⁃ Twitter: www.twitter.com/dororofacial 

⁃ Lista de transmissão no Whatsapp: http://bit.ly/julianadentista 

Congresso Brasileiro de Dor Orofacial

A coordenadora geral do IV Congresso Brasileiro de Dor Orofacial, Profa. Liete Zwir pediu para avisar a todos os colegas que em 2019 o evento será realizado nos dias 10 a 12 de abril no auditório CDI-USP em São Paulo. O Congresso é realizado de 2 em 2 anos e é organizado pela Sociedade Brasileira de Disfunção Temporomomandibular (DTM) e Dor Orofacial (SBDOF). Desde a sua primeira realização em 2013, o Congresso é referência de qualificação profissional, mobilizando um número significativo de participantes!
EU VOU! E VC?
OLHA A DICA – ATENÇÃO: eu fiz as contas e compensa muito realizar a inscrição até dia 15/01/2019 (AMANHÃ!!)! Além do desconto vantajoso (impossível de conseguir em qualquer aplicação conservadora), você ainda pode parcelar em 4 vezes no cartão, basta escolher a opção Itaubankline (qualquer cartão, não precisa ser do Itaú!).
Então, não perca tempo!! Acesse o site www.sbdof2019.com.br
Os valores permanecem somente até dia 15/01!!
Aproveite e dê uma olhada nos palestrantes que já confirmaram a sua presença! #ficaadica
Abraços

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