O uso da toxina botulínica nas cefaleias

Olá! Estou de volta depois de um Maio super agitado! Há duas semanas estava no II Congresso Brasileiro de Dor Orofacial e quero aproveitar para agradecer ao carinho de várias pessoas que vieram dizer que lêem o blog!! Obrigada!!! Eu faço este trabalho aqui de divulgação para vocês mesmo! 🙂
Mas vamos ao que interessa: eu acabei assistindo a poucas palestras lá na íntegra. Mas sempre que podia corria para ver a mesa de perguntas aos palestrantes (para mim é sempre o ponto alto do congresso). No sábado pela manhã houve a palestra sobre o uso da Toxina Botulínica nas DTMs e Bruxismo. A palestrante foi minha parceira no Dia do Bruxismo, Profa. Adriana Lira Ortega (conheçam o site do projeto! Em Florianópolis as vagas estão esgotadas! Agora a próxima data é em Belo Horizonte, no dia 27/06!). Também estava no sábado pela manhã a Profa. Thaís Villa, neurologista e cafaliatra.
Assim, com o assunto fresco na memória, surgiu a pergunta a profa. Thaís e era sobre o que ela achava das propagandas de dentistas e cursos para dentistas que utilizariam a toxina botulínica para tratamento das cefaleias.
Não vou conseguir aqui reproduzir fielmente as palavras da Profa. Thaís naquele momento, mas lembro que ela citou que achava intrigante o cirurgião-dentista realizar tratamentos para migrânea e  até para algumas condições que não existem como “migrânea tensional”.
Na hora acessei o Google e dei uma olhada e também fiquei intrigada! Não é que tratamento para “migrânea tensional” é oferecido mesmo?!
E qual o problema disso??
Vem cá, vamos raciocinar.
(ATENÇÃO! Antes de mais nada quero deixar claro que não sou contra o uso odontológico da toxina botulínica quando bem empregado.)
O Conselho Federal de Odontologia prevê o uso terapêutico da toxina botulínica em procedimentos odontológicos. E então tenho perguntas a você, colega dentista:
  1. Você sabe a diferença entre migrânea (enxaqueca), cefaleia tipo tensional e cefaleia por disfunção temporomandibular? Se sabe, diga agora todos os critérios de diagnóstico!
  2.  Você sabe diferenciar uma cefaleia primária de uma cefaleia secundária (causada por algo) que tenham as mesmas características, que podem ser migranosas?
  3. Você sabe o motivo da toxina botulínica ser indicada para o tratamento da migrânea crônica?
  4. E para terminar, você sabe que enxaqueca é sinônimo de migrânea e que não é apenas uma dor de cabeça forte, e sim uma cefaleia primária com fases distintas e fenômenos neurológicos marcantes?
Pois é. Nós Cirurgiões-Dentistas, por mais bem intencionados que somos, não fomos treinados para isso. Não faz parte de nosso escopo. Por que este tipo de anúncio?
Então vou tentar relatar algumas coisas para você entender melhor meu questionamento. Primeiro é indispensável conhecer a condição, o diagnóstico da cefaleia. Para isso, estudamos a Classificação Internacional das Cefaleias, até para aprender a distinguir e poder encaminhar efetivamente ao neurologista, melhor ainda se cefaliatra (há uma lista deles filiados a Sociedade Brasileira de Cefaleia). Uma pesquisa que publicamos há anos atrás mostra por exemplo que o cirurgião dentista pode não estar preparado para reconhecer esta condição! Leia aqui.
Segundo, devemos buscar os estudos que apoiam a terapia.
E aí acontece uma coisa interessante, assim como nas DTMs, o uso da toxina botulínica na cefaleia tipo tensional crônica (CTTC), um tipo de cefaleia primária, (leia suas características na classificação) tem pouca ou modesta eficácia. Isso porque nestes casos, o uso da toxina visa a diminuição da força de contração muscular. Como os estudos mostram, nem sempre reduzir atividade muscular traz benefício para dor (vide aula Bruxismo X DTM). Tanto em 2012, no Journal of American Medicine Association (JAMA) quanto em 2013, na revista Headache, artigos de revisão foram publicados que citaram que o uso da toxina não mostrou resultados satisfatórios nem para migrânea episódica, nem para CTT.
E para  “migrânea tensional”? Isso não existe mas parece que a toxina não seria a melhor indicação para ela. 🙂
MAS…
Aí é que tá, a toxina botulínica tem boa aplicabilidade, segurança e tolerabilidade para o uso em outra condição: a Migrânea Crônica, refratária a outros tratamentos!
E você sabe dizer por que? Por que “relaxa” a musculatura? Hein?
Não, veja bem, para entender o porquê da toxina ser eficiente nesta condição é preciso entender a sua fisiopatologia!
Primeiro entender como é a fisiopatologia da Migrânea (vulgo, enxaqueca). Existem várias fontes de informação sobre isso. Para que este texto não se torne um capítulo de livro, sugiro que assista ao vídeo abaixo, ou veja este material da American Headache Society ou entre no site da Sociedade Brasileira de Cefaleia ou procure bons artigos no Pubmed.
Ainda é preciso entender sobre cronificação da dor, sensibilização periférica e central…
Segundo, a toxina botulínica aplicada neste casos não visa primariamente bloquear a liberação de acetilcolina e com isso a paresia muscular. E sim, visa atuar em neurônios sensitivos aferentes que estão disfuncionados, liberando na periferia neuropeptídeos inflamatórios como Substância P, CGRP, etc. Com isso, há uma redução na sensibilização periférica, o que contribui para reverter o quadro de sensibilização central, o que leva tempo e muitas vezes mais de uma aplicação.
 O trabalho vencedor do prêmio da International Headache Society este ano foi Selective inhibition of meningeal nociceptors by botulinum neurotoxin type A: Therapeutic implications for migraine and other pains!! Nele você poderá ler mais um pouco sobre o que escrevi acima e também nos links abaixo:
Só tratamos aquilo que conhecemos. Não devemos tratar sintomas e sim condições. Diagnóstico é fundamental.
Sobre isso, uma postagem de 5 anos atrás, talvez a minha favorita, ainda atual: Afinal, onde dói?

Rapidinha: artigo para download

Copiando o amigo André Porporatti: Quem trabalha com neuropatias intra-orais já se perguntou qual seria o efeito de uma pomada anestésica local nestas dores?
Nosso grupo acaba de publicar um artigo que pode esclarecer algumas questões e levantar modificações na conduta clinica.
Para os interessados, ele se encontra com livre acesso até Junho.
Aproveitem.
Article title: EFFECT OF TOPICAL ANESTHESIA IN PATIENTS WITH PERSISTENT DENTOALVEOLAR PAIN DISORDERS: A QUANTITATIVE SENSORY TESTING EVALUATION.
Reference: AOB3370
Journal title: Archives of Oral Biology
Corresponding author: Mr. André Luís Porporatti
http://authors.elsevier.com/a/1QsOowAQikOg

Boa leitura!

Teorias sobre Bruxismo secundário a problemas respiratórios

Esta semana li um artigo sobre a teoria da relação causa-efeito entre Bruxismo do Sono e Distúrbios do Sono  relacionados a problemas respiratórios. Trata-se do artigo: “Theories on possible temporal relationships between sleep bruxism and obstructive sleep apnea events. An expert opinion” publicado na revista Sleep Breath e que traz como autores Daniele Manfredini, Luca Guarda-Nardini, Rosario Marchese-Ragona e Frank Lobbezoo. 

Pelo título já percebemos que se trata de uma revisão livre e com opinião de alguns dos maiores pesquisadores na área de Bruxismo (se estivesse na sala de aula já estava fazendo meu tradicional gesto de que é um artigo da base da pirâmide de evidência, rs…).

A discussão sobre este assunto é necessária e interessante do ponto de vista clínico. Os dados clínicos apontam para este tipo de Bruxismo, classificado como secundário, apesar de sabermos que Bruxismo primário pode apresentar aumento no número de eventos por um fator secundário. Entretanto, como os autores citaram, recentemente uma revisão sistemática sugeriu que ainda não é possível afirmar ou negar a relação entre as duas condições.

Para não ficar confuso, vamos usar a tática encontrada pelos autores e dividir a associação em alguns possíveis cenários, de acordo com o caráter temporal. Observem que será um texto mais de caráter reflexivo do que prático!

A chave para entender o pensamentos dos autores parece estar ligada a fisiopatologia do Bruxismo do Sono (BS), sobretudo a cascata de eventos que ocorrem em sequência (microdespertar – taquicardia – contração muscular em músculos mastigatórios).

Para quem não está familiarizado com isso, sugiro a leitura do texto neste link: http://goo.gl/ClBdnR Observem a tabela 3!

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Cenário 1 – os dois eventos não são relacionados.

Neste cenário os autores apontaram que os dados obtidos através do exame de polissonografia (PSG) não mostra uma relação temporal entre os dois eventos, ou seja, os eventos se relacionem com microdespertares diferentes. Entretanto, é um cenário discutível já que não se sabe qual seria o período de tempo exato para se dizer que as duas ocorrências (evento de BS e evento de hipopneia ou apneia) não estão relacionadas. Complicado imaginar e verificar nos exames este cenário.

Cenário 2 – Um evento de hipopneia/apneia precede um evento de BS

Me parece ser o cenário mais comum (pelo menos o que mais observo nas PSG que recebo). Também é o cenário em que conseguimos explicar com mais facilidade. Neste cenário o evento de hipopneia/apneia precede o evento de BS. O que acontece é que a obstrução da passagem do ar parece ser interrompida pela contração da musculatura mastigatória, o que na PSG aparece como um evento de BS após o evento de hipopneia/apneia.

Os autores descrevem estes eventos e sua relação com a contração dos músculos suprahioides (mais uma vez, vejam a tabela 3 do atrigue está neste link:  http://goo.gl/ClBdnR). Esta contração acontece um segundo antes do chamado movimento ritmico da musculatura mastigatória (RMMA) e parece estar envolvida com a restauração da passagem do ar. O BS teria um papel protetor ao organismo neste caso.

Também pensando nisso, deve-se observar que a obstrução a passagem do ar apresenta tipos e locais diferentes. Possivelmente a obstrução deve ser solucionada com o avanço mandibular.

A contração dos músculos mastigatórios pode também ser uma reação não específica à Síndrome da Resistência das Vias Aéreas Superiores (SRVAS) caracterizada  por uma obstrução das vias aéreas superiores (VAS) insuficiente para criar apnéias francas, hipopnéias e dessaturações (queda na oxigenação do sangue), mas suficiente para perturbar a microestrutura do sono e aumentar o esforço respiratório. Neste caso há uma aumento de microdespertares, o que poderia ser a ligação com os eventos de BS.

Cenário 3 – Um evento de BS precede um evento de apneia/hipopneia

Este cenário é raramente descrito na literatura e pode ser explicado uma vez que há a sugestão de que durante o sono REM as mucosas das vias aéreas superiores poderiam secretar muco suficiente para causar uma congestão nasal que por sua vez seria o gatilho para o aparecimento do microdespertar. O natural seria imaginar um quadro como no cenário 2, mas os autores também descrevem algumas teorias que suportam este cenário 3. Primeiro que o BS poderia ocorrer como reflexo trigeminal frente a uma bradicardia. Neste caso, este reflexo cardíaco trigeminal poderia induzir à congestão nasal. Os autores ainda destacam no texto que possivelmente este cenário incomum acontecesse também na fase REM, onde eventos de BS são igualmente menos comuns de ocorrerem.

Cenário 4 – Um evento de apneia/hipopneia ocorre ao mesmo tempo que o evento de BS

Na teoria este cenário pode ser plausível, na prática ainda não foi descrito.

Você pode ter chegado até esta parte do texto questionando-se porque é que eu resolvi escrever sobre este texto tão teórico ainda. Bem, eu acho que devemos abrir nossa mente aos diferentes pacientes com diferentes tipos de bruxismo que recebemos diariamente em nossa clínica. O cenário 2 é mais frequente, mais fácil de ser explicado mas devemos saber que outros cenários podem existir.

Lembro que o artigo refere-se a opinião de autores. Ainda, não reproduzi na íntegra todo o texto e cabe a observação que estudos comprovando cada um dos cenários são citados. Sugiro a leitura integral do texto que está neste link: http://goo.gl/8X0iE9

Conheçam Bruxismo, mas também conheçam outros distúrbios do sono que possam estar relacionados a ele! 🙂

Falando nisso…

Já estão abertas as inscrições para o Dia do Bruxismo em Belo Horizonte e São Paulo! Em breve: Florianópolis, João Pessoa, Curitiba e Uberaba! Conheça o projeto, o programa, as palestrantes e faça sua inscrição pelo site www.diadobruxismo.com Falaremos mais sobre as associações ao Bruxismo por lá! 🙂

Odontologia “metafísica”

Hoje no blog o texto não é meu! Pedi ao meu querido amigo Yuri Martins Costa para que escrevesse um pouquinho sobre um dos artigos gerados de sua pesquisa de mestrado, que tem como co-autores André Porporatti, eu, Prof. Leonardo Bonjardim e Prof. Paulo Conti.

O Yuri, para quem ainda não conhece, é meu colega no doutorado em Ciências Odontológicas da Faculdade de Odontologia de Bauru – USP, orientado também pelo Prof. Paulo Conti. Fazemos parte do Bauru Orofacial Pain Group!

Atualmente o Yuri está passando uma temporada na Dinamarca , na Universidade de Aarhus,  em um dos maiores laboratórios de Dor Orofacial e Função Mastigatória, coordenado pelo Prof. Peter Svensson e com participação da professora Lene Baad-Hansen.

Yuri, muito obrigada pelo texto, ensinamentos e  parceria de sempre! 🙂

Segue o texto! Boa leitura!

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Prof. Yuri Martins Costa

Uma das principais razões do meu entusiasmo pela área da Dor Orofacial é que a conduta clínica nessa especialidade se difere substancialmente das áreas mais tradicionais da Odontologia. E uma das diferenças que me chama bastante atenção é o fato de que quando lidamos com pacientes com dor crônica, raramente tratamos “apenas” sinas e sintomas físicos. A própria natureza do problema nos força a ir além do que podemos objetivamente medir ou perceber de imediato. Nesse contexto, nosso artigo recém publicado na Archives of Oral Biology procurou pesquisar um pouco mais sobre essa questão e apresenta dados que evidenciam um efeito positivo importante de terapias comumente utilizadas para tratar a dor miofascial mastigatória em variáveis que a priori não fazem parte do alvo primário dessas terapias: ansiedade, depressão e catastrofização. Apesar de parecer óbvio que terapias focadas no controle da dor também tenham “efeitos colaterais” em outros aspectos que estão intimamente relacionados, como os citados acima, ainda faltavam evidências dentro da nossa área para legitimar essa hipótese, principalmente em relação ao uso das placas oclusais. E esse foi o grande objetivo de nosso estudo: medir e comparar o efeito adicional do uso da placa oclusal na melhora de variáveis psicológicas em pacientes com queixa principal de dor miofascial mastigatória.

O desenho do estudo foi o mais rigoroso possível para pesquisas que envolvem terapias: ensaio clínico randomizado. Um grupo recebeu tratamento que envolveu apenas orientações sobre a doença e para mudança de hábitos enquanto que o segundo grupo foi tratado com essas mesmas orientações mais o uso de placa oclusal estabilizadora. Os resultados mais interessantes foram que ambas as terapias amenizaram o grau de catastrofização dos pacientes depois de 5 meses, embora um efeito positivo foi obtido já no 2o mês de tratamento para o grupo tratado com placa oclusal. Além disso, apenas esse grupo (orientações + placa oclusal) teve uma redução significativa nos sintomas de ansiedade e depressão após 5 meses.

Segundo nossa opinião, os destaques de nosso trabalho são que as terapias minimamente invasivas usadas para tratar a dor miofascial mastigatória parecem ser efetivas para a melhora de variáveis psicológicas e que a placa oclusal pode oferecer um efeito adicional que consiste principalmente em acelerar o aparecimento desses efeitos benéficos. Com isso, a mensagem que gostaríamos de deixar é que cresce constantemente a quantidade de evidências que apontam para efeitos terapêuticos das placas oclusais que vão além da correção ou melhora dos aspectos mecânicos de arranjo oclusal/equilíbrio muscular e envolvem, pelo menos indiretamente, características psicológicas e comportamentais e, por isso, sendo um pouco amplo na definição e com certa dose de exagero proposital, podem ser considerados “efeitos metafísicos”. Obviamente esse assunto precisa ser discutido de uma forma muito mais profunda e, justamente por esse motivo, convido a todos que se interessam pelo tema para fazer o download gratuito do artigo (apenas até o dia 29 de Abril de 2015), lerem, criticarem, debaterem e construírem suas próprias conclusões.

Link para o artigo: http://goo.gl/OKNMwT

Edição especial na revista Headache sobre neurologistas do Brasil

Ontem passeando pela minha timeline do Facebook vi uma postagem bacana do Prof. Marcelo Bigal. Nela ele relatava a felicidade de ler uma edição especial publicada na revista Headache somente com neurologistas e pesquisadores brasileiros.

Bigal, a felicidade não foi só sua mas minha também! Agora que tive um tempinho, corri para ler o que conseguia destes artigos!

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Eu sou uma pessoa de muita sorte e devo agradecer todos os dias por poder conviver com estes pesquisadores, em especial a querida equipe da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP, capitaneada pelo professor José Geraldo Speciali, onde consegui conviver com excelentes profissionais como Fabíola Dach, Marcelo Bigal, Carlos Bordini e Karen dos Santos. Além destes, dentro da Sociedade Brasileira de Cefaleia, conheci e assisti palestras de pessoas brilhantes como Ariovaldo dos Santos Jr., Abouch Valenty Krymchantowski, Carla da Cunha Jevoux, Pedro Moreira, Pedro Kowacs, Marco Antônio Arruda, e tantos outros…

Nesta edição especial da Headache, todos e mais alguns dos maiores pesquisadores na área de cefaleia no Brasil se reuniram e publicaram artigos que contam a história da cefaleia, epidemiologia, fatores psicológicos envolvidos, como é o tratamento da cefaleia, a utilização dos bloqueios anestésicos e também, a relação da cefaleia e a disfunção temporomandibular no Brasil!

Obrigada a cada um dos autores por nos brindar com esta seleção de boa leitura!

Infelizmente, os artigos não estão gratuitos para acesso. Por questões de direitos autorais também não posso disponibilizá-los aqui.

Captura de Tela 2015-03-05 às 20.08.01Mas não precisamos ficar tristes, enquanto lia esta edição especial, encontrei um banner da revista indicando que uma seleção de artigos relacionados a dor orofacial estavam disponíveis gratuitamente para leitura!

Esta seleção foi realizada por Steven Bender e compreende 25 artigos sobre cefaleia e a relação com DTM, neuralgia do trigêmeo, odontalgia atípica, síndrome da ardência bucal, etc!

Que tal ler todos eles? 🙂 Clique aqui!

E para encontrar todos os profissionais que citei acima, lembro que no segundo semestre acontecerá o Congresso Brasileiro de Cefaleia em Curitiba! Para informações, acompanhe o site da Sociedade Brasileira de Cefaleia: www.sbcefaleia.com

Falando nisso…

Agora em Maio de 2015 acontecerá em São Paulo o II Congresso Brasileiro de Dor Orofacial e as inscrições estão a todo vapor. Até 06/03/2015 os valores são promocionais e há desconto para pós graduandos e graduandos. Além disso, para quem submeter um trabalho de pesquisa, tem a chance de concorrer a um prêmio no valor de mil reais!! Para mais informações, consulte o site da SBDOF: www.sbdof.com

E já que estamos falando de cefaleia, estarão presentes neste congresso professores José Geraldo Speciali, Thaís Villa e Daniela Godói Gonçalves, pesquisadores da área! Confira o vídeo abaixo!

P.S.: Não esqueça de se cadastrar no post anterior! Você pode ganhar um livro! 😉 

De volta a ativa!

Olá!! Estou de volta!

Tudo bem que 2015 já começou faz tempo mas tirei alguns dias para descansar, longe da Dor Orofacial, e portanto só agora começaremos o ano por aqui! 🙂

Pensando no que escreveria aqui neste primeiro texto, resolvi fazer um apanhado das novidades e cursos que vi nas redes sociais, no PubMed e nos sites em geral nos últimos dias. O título da postagem deveria ser: o que chamou a minha atenção nestes dias. E olha, não foi pouca coisa!

  • Abriram as inscrições para o II Congresso Brasileiro de Dor Orofacial da SBDOF e agora também é possível visualizar toda a programação! E… eu vou falar no congresso! Bem, quem me conhece sabe que vou estar mega nervosa, mas prometo dar o meu melhor. O tema? Bruxismo do sono e DTM: casamento ou divórcio? Rs… A presença internacional será do Prof. Eli Eliav. Eu assisti a uma aula dele no Congresso da AAOP ano passado e acho que foi uma das melhores que assisti. Tanto que rendeu uma postagem aqui no blog. Leia aqui! Também devo lembrar a vocês que haverá o Prêmio Prof. Eleuterio Martins ao melhor trabalho apresentado durante o congresso! Olha aí a chance de você expor o seu! Vejam o site oficial do evento clicando aqui.
  • E por falar em Bruxismo do Sono, sempre que ministro uma aula falo aos colegas que prestem atenção nos artigos publicados pelo Prof. Gilles Lavigne. E agora em janeiro vi que uma revisão livre que traz ele como co-autor foi publicada e com acesso gratuito! Aproveite para rever seus conhecimentos! O link está aqui.
  • Ainda sobre bruxismo (este tema nunca acaba por aqui, não é mesmo?) quero contar a todos que eu e a Adriana Lira Ortega vamos viajar muito pelo Brasil este ano com o Dia do Bruxismo! João Pessoa, Belo Horizonte, Florianópolis e São Paulo já estão no mapa. Aguardem as novas datas e novos locais! Em breve colocarei por aqui.
  • Para quem ao CIOSP este ano, a dica é assistir a palestra da Adriana sobre DTM em Odontopediatria. Ela me disse que será uma palestra completinha mostrando a presença da DTM na clínica do Odontopediatra, quais os fatores de risco e ainda o que há em tratamento para estas crianças. Vamos lá conhecer um pouco mais sobre dor orofacial na população infantil! Dia 25/01 às 16 hs.
  • O professor Paulo Conti concedeu uma entrevista bacana sobre a especialidade de DTM e Dor Orofacial no jornal do Conselho Regional de Odontologia de Minas Gerais. Aqui o link para a entrevista.
  • Olhem só! A página do Bauru Orofacial Pain Group no Facebook ultrapassou 1000 curtidas! Conheçam a página. Sempre colocam os últimos trabalhos apresentados ou publicados pelo grupo e você poderá ter acesso. Além disso, o curso de Atualização em DTM e Dor Orofacial do IEO-Bauru começará no finalzinho de Fevereiro. Como já falei aqui, este curso é direcionado tanto aos profissionais que desejam ter um primeiro contato com a área, como a especialistas que queiram reciclar. Para inscrições e mais informações o site é www.ieobauru.com.br
  • O  neurologista e professor Marcelo Bigal avisa aos colegas interessados no estudo da Dor e cefaleias que no próximo dia 12/02/2015 ministrará uma conferência via web, como parte do Fórum de Dor de Havard. Após esta conferência haverá debate com grandes cientistas como Rami Burstein (Havard), Andrew Russo (University of Iowa), Stephen Silberstein (Thomas Jefferson University) e moderação de Greg Dussor (University of Texas). Olhem só, é gratuito mas a inscrição é necessário. O horário será 12 às 13:30 (horário local), 15 – 16:30 (horário de Brasília). Para saber mais clique aqui! Eu não vou perder por nada! Já fiz minha inscrição. Em 2011 publiquei uma entrevista que li com o professor Marcelo Bigal e guardei para sempre sua frase: “Tenha paciência! Diagnóstico requer tempo”. 
  • E super bacana também é acompanhar o site Pain Research Forum, mantido pela Universidade de Havard com conteúdo do Havard NeuroDiscovery Center, que promovem o webinar no qual falei acima. Sugiro a todos que se cadastrem (é gratuito). Mesmo sem cadastro, é possível visualizar os artigos do mês escolhidos pelos editores, ver as últimas pesquisas no campo da dor, participar do fórum, acompanhar todos os eventos vindouros e as resenhas do mês. O site me lembra muito o Dor On-Line (outro site que adoro e acompanho sempre!). Uma das seções do site que mais gostei é Classic Papers, dedicada a listar artigos clássicos sobre dor, aqueles do tipo tem que ler! Destaque para o artigo que pela primeira vez mostrou o papel do efeito placebo na analgesia (foi em dor dentária, artigo de 1978, um verdadeiro clássico! 😉 ). Vejam também a história interessante descrita no fórum sobre a ligação entre sensibilização e catastrofização.
  • Há algum tempo (mais precisamente há 5 anos atrás, rs…) coloquei aqui que em Janeiro as revistas científicas costumam lançar edições ou artigos gratuitos, como uma amostra grátis aos que não são assinantes ainda (vejam a Headache por exemplo). Mas fiquem de olho! Várias revistas já possuem uma seção de artigos abertos. Vi na Pain e no Journal of Dentistry, mas acredito que outras revistas vão aderir a isso, já que quando o autor submete um trabalho, há a opção de escolher para que ele fique disponível gratuitamente para leitura (pena que ainda é muito oneroso ao autor).
  • Da série não é sobre Dor Orofacial mas é muito legal: Scannable, um aplicativo desenhado para scanear documentos. Já há algum tempo que uso o Evernote para guardar tudo da minha vida profissional (de artigos científicos a fichas clínicas) e agora este aplicativo caiu como uma luva! É possível salvar toda a documentação de seus pacientes que estão no papel e transferir para o Evernote ou guardar onde achar melhor rapidamente. Achei tão bom e útil que estou compartilhando a ideia! Aliás, conheçam o Evernote (ganho nada para isso não, mas bem que poderia né?), para mim o melhor programa/aplicativo que uso no dia-dia.
  • E em fevereiro o blog fará 5 anos! O tempo passa realmente muito rápido!

Que 2015 seja excelente para todos nós! 🙂

Novidade: DC/TMD – Vídeo para treinamento

Olha a novidade! Já falamos aqui sobre as novidades da classificação internacional para as Disfunções Temporomandibulares (DTM), o DC/TMD (Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders) algumas vezes (clique aqui, aqui e aqui)

Esta não é ainda a classificação de minha preferência para a clínica (uso a da Academia Americana de Dor Orofacial), mas é a obrigatória para pesquisa, e sendo assim, temos que dominá-la! 🙂

Ainda a tradução para o português não saiu (mas será em breve) mas quem já quiser ter contato com os formulários finais, basta acessar o site do consórcio clicando aqui.

Faço parte hoje junto com dentistas do mundo todo do Consórcio Internacional RDC/TMD e recebi via email a novidade de que o vídeo de treinamento do novo protocolo está no ar! Este vídeo foi desenvolvido para que todos tenham a oportunidade de conhecer como se realiza o exame físico do paciente com DTM e possa reproduzir em seus consultórios (o intuito é fazer que o diagnóstico seja mais popular na clínica) e centros de pesquisa.

Acho que para controlar os acessos ao vídeo (quem e onde ) e poder ser citado em artigos científicos (tem DOI), os organizadores o disponibilizaram para download no site da AAMC – Association of American Medical Colleges. Vamos combinar que seria bem mais fácil no You Tube né?

Assim siga este passo a passo:

1. Acesse o link: https://www.mededportal.org/publication/9946

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2. Faça seu cadastro (clique em Register) (pedem confirmação por email e depois pedem a instituição que vc trabalha).

3. Confirme o cadastro em seu email

4. Volte ao link: https://www.mededportal.org/publication/9946

5. Faça download de todo o pacote (está em .zip)

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O conteúdo do arquivo inclui o manual do instrutor, o filme e a licença para o uso.

Pronto (parece difícil mas até que foi rápido!).

Links!

Hoje é dia de links!

Tenho lido pouca coisa na internet, então me perdoem se houver algo repetido aqui…

Quer só lembrar que semana que vem estaremos no Congresso Mundial de Dor em Buenos Aires! \o/

Espero trazer novidades aqui para o blog! A programação está recheada! Confiram em www.iasp-pain.org

E vamos lá!

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Estou citando mais uma vez o site Dor on Line, um dos meus favoritos! O site comemorou mais um aniversário em agosto e no editorial trouxe um pouco da história do grupo. Além disso há uma entrevista com o mestre  Dr. José Geraldo Speciali, super especial! Vale a pena conferir também todas as notícias relacionadas a dor (veja como a dor crônica diminui a motivação)!

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E por falar no Congresso Mundial da Dor, lembrei que uma das sessões que tentarei assistir será com o editor da revista Pain! Recebo muitos emails reclamando da falta de acesso às publicações internacionais, e até dei a dica do Research Gate, mas vocês sabiam que toda a revista tem artigos gratuitos para serem visitados? Confira aqui os da Pain.

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Esta dica coloquei na página do Facebook do blog:a Sociedade Internacional de Cefaleia disponibilizou o aplicativo da revista Cephalalgia para Android e iOS. Mas prestem atenção, o conteúdo online estará disponível até 01/12/2014 gratuitamente, depois só para quem for sócio! Então, vamos baixar hoje!

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O Grupo de Dor Orofacial de Bauru agora também está no Facebook! Sob coordenação do professor Paulo Conti, a página se dedica a divulgar as ações do grupo, no ensino e pesquisa da Dor Orofacial. Fico feliz em poder fazer parte disso junto com os amigos André Porporatti, Caio Valle, Carolina Ortigosa Cunha, Fernanda de Araújo Sampaio, Henrique Quevedo, Lívia Pinto Flamengui, Naila Machado e Yuri Costa, além do sempre super professor Leonardo Bonjardim. Curtam a página (fiz uma aposta de que chegaria a 1000 curtidas até outubro, me ajudem!) e aguardem as novidades que vem por aí!!

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E para terminar uma palestra que adoro do Ted Talks. Não sei como nunca postei sobre ela aqui. Trata-se do anestesiologista Eliot Krane falando sobre dor crônica. Não vou dar spoilers, assistam! Só lembrando que o Ted Talks tem tradução para algumas das palestras. Basta clicar em Subtitles e escolher seu idioma favorito.

Falando nisso….

Falei sobre o Congresso Mundial da Dor mas devo lembrá-los que também na mesma semana (o que foi uma pena) acontecerá o Congresso Brasileiro de Cefaleia que conta com as sessões programadas pelo Comitê de Dor Orofacial da SBCe! O congresso será em Aracaju! Mais informações, clique aqui!

Textos ótimos e gratuitos sobre Dor Orofacial

Neste dia frio que tal ler algo sobre dor orofacial?

Separei dois artigos gratuitos que vocês podem fazer download!

O primeiro é um artigo de revisão sobre Dor Orofacial, bem básico, excelente para quem quer entender um pouco mais sobre a área e para o especialista enviar ao colega para explicar o que faz.

O título é Orofacial pain management: current perspectives, e como trata o nome, fala também sobre tratamento para dor orofacial atualmente. Foi publicado na revista Journal of Pain Research (que tem outros artigos gratuitos também, vale conferir!). Para acesso ao artigo, clique na figura abaixo.

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O segundo artigo vem do jornal da IASP (Associação Internacional de Estudo para Dor) e trata sobre a jornada que o paciente enfrenta para o diagnóstico de neuralgia do trigêmeo. Não canso de repetir: precisamos estar atentos no diagnóstico desta condição. Quando o cirurgião dentista não reconhece a neuralgia do trigêmeo, normalmente o paciente sofre com procedimentos invasivos e inadequados (tratamento endodôntico, apicectomia, exodontias) realizados no intuito de tratar a dor. Por favor, nunca inicie um tratamento sem ter certeza do diagnóstico. Vejam que este não é só um problema do Brasil, como o artigo mostra.

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Boa leitura! 🙂

Exame de pares cranianos

Em uma das aulas que ministrei no curso de DTM e Dor Orofacial do IEO em Bauru (sob coordenação do Prof. Paulo Conti e com matrículas abertas para 2012!) eu fiz a exposição de como realizar o exame de pares cranianos de forma simples mas eficaz para verificar possíveis alterações e encaminhar rapidamente o paciente ao neurologista.

Como falamos pouco sobre este assunto, achei importante dividir com vocês o folheto que produzi em formato PDF. Não deixem de fazer o exame em seus pacientes, pode ser fundamental! 🙂

Para ler e fazer download, clique aqui!