Curso Aperfeiçoamento em DTM e Dor Orofacial – IEO Bauru

Semana intensa e quente por aqui! Não deu tempo nem de fazer um vídeo mais longo no Periscope (já me segue por lá? @dororofacial)!

Recebi a informação que a procura já começou pelo curso de Aperfeiçoamento em DTM e Dor Orofacial do IEO-Bauru!

Quem acompanha o blog há mais tempo já conhece este curso, não é? Com mais de 10 anos de tradição, professor Paulo Conti está na coordenação deste curso, teórico e clínico.

O curso tem como objetivo oferecer a todos os alunos atualidades com relação a meios de diagnóstico, critérios de classificação, comorbidades e as terapias mais conceituadas de tratamento dentro das disfunções temporomandibulares e dores orofaciais.

Na equipe, além de mim, estão presentes o professor Leonardo Bonjardim, da Fisiologia Oral da FOB-USP (junto com o prof. Paulo Conti, os dois maiores nomes na pesquisa em DTM/DOF do Brasil), Carolina Ortigosa CunhaAndré Porporatti, Yuri Costa, Naila Machado, Fernanda Araújo Sampaio, Dyna Mara FerreiraHenrique Quevedo e o fisioterapeuta César Waisberg, todos membros do Bauru Orofacial Pain Group, para suporte ao curso com aulas teóricas e acompanhamento na clínica.

Além disso sempre temos convidados especiais! Este módulo a professora querida Daniela Godói Gonçalves estará por lá! \o/

O curso tem 11 módulos, de fevereiro a dezembro e todas as datas já estão agendadas! Acontece uma vez por mês, às quintas (8:00 a mais ou menos 20:30 hs) e sextas feiras (8:00 às 18:00).

A quem se destina: cirurgiões-dentistas, fisioterapeutas e fonoaudiólogos. O bacana é que este curso também é voltado para a atualização do especialista em DTM e Dor Orofacial!

Quer saber mais?

Entre em contato com a Vivian no IEO-Bauru pelo telefone 14 32341919 ou site www.ieobauru.com.br

Espero encontrar vários leitores por lá!

Ah! E para quem quer saber sobre a Especialização: nova turma em Abril de 2016!

Conheça também nosso trabalho no Bauru Orofacial Pain Group através da página do Facebook: www.facebook.com/orofacialpain

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Sobre a especialidade DTM e Dor Orofacial

Faz muito tempo que quero postar uma palestra curtinha que ministrei no Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo (CIOSP) em 2011 a convite da APCD de Franca, onde resido.

O tema era sobre a especialidade Disfunção Têmporo-Mandibular e Dor Orofacial. Na ocasião me lembrei imediatamente de uma palestra que havia assistido no Congresso de Dor Orofacial da Sociedade Brasileira de Cefaleia em Vitória e Gramado, em 2009 e 2010, respectivamente (foi tão boa que repetimos a dose!) ministrada pelo professor e amigo querido Márcio Bittencourt. Ele nos mostrou na ocasião o quanto ainda precisamos avançar na divulgação da especialidade, o quanto precisamos ainda precisamos conhecer da condição populacional, não só do Brasil como do mundo, e o quanto ainda, provavelmente, os pacientes devem estar sofrendo pela falta de diagnóstico e tratamento adequado.

Peguei parte da aula, com autorização, claro, e fiz a palestra.

Há luz no caminho: a Sociedade Brasileira de DTM e Dor Orofacial (SBDOF), recém fundada e ainda engatinhando, criou comissões como Ensino e Saúde Pública que podem, e devem, tentar mudar este panorama. Mas isso só vai acontecer com a participação de todos os interessados. Divulguem entre seus colegas a especialidade! O primeiro passo é divulgar a especialidade dentro da própria Odontologia, que infelizmente, na minha opinião, ainda a ignora.

Um passo de cada vez.

Para vocês também pensarem sobre o assunto, peguei alguns slides e fiz um vídeo para que todos possam assistir e reprisar, pensar e refletir. Logo abaixo!

Boa semana a todos!

Dor orofacial e professor Paulo Conti são notícias em revista de universidade americana

Recentemente foi publicada uma matéria na revista da University of Medicine & Dentistry of New Jersey sobre a especialidade de Dor Orofacial, com destaque para a história do Prof. Paulo Conti da Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo (FOB-USP), meu orientador de doutorado!

E, posso falar, para mim é uma honra poder ter a chance de conviver com pessoas tão engajadas no diagnóstico, tratamento e na pesquisa envolvendo a dor orofacial como o Prof. Paulo Conti e sua equipe!

A reportagem conta um pouco do tempo que o professor passou em New Jersey e como isso influenciou nos seus estudos e no que faz hoje. Abaixo vai a tradução (ao pé da letra) do texto.

Foi em 1994 que o brasileiro Paulo Conti, DDS, PhD, veio aos Estados Unidos procurando repostas. Professor de Prótese Dentária na FOB-USP no momento, ele estava procurando por novos e melhores métodos de diagnóstico e tratamento para pacientes com dor orofacial, definidas como desordens faciais dolorosas crônicas, não relacionadas a problemas dentários.

No Brasil um diagnóstico no início dos anos 90 era baseado somente na oclusão dos pacientes ou como os dentes ocluíam. Os únicos tratamentos eram a correção da mordida, uso de placas para aliviar a pressão na mandíbulas gerada pelo bruxismo e a prescrição de analgésicos. Usualmente nenhuma destas terapias funcionavam. “Pacientes descreviam sua dor como agonizante, persistente, penetrante, torturante… e eu não podia oferecer alívio” Conti disse “Era frustante. Eu sabia que haveriam outros meio em que eu pudesse ajudar”.

Uma vez que não haviam programas para especialistas em Dor Orofacial no Brasil e a Internet ainda não havia sido inventada, Conti leu cada revista científica que ele poderia ter em mãos. E foi no Journal Orofacial Pain que ele ficou sabendo de um programa de 1 ano de diração em Disfunção Temporomandibular (DTM) na University of Medicine & Dentistry of New Jersey (UMDNJ) na New Jersey Dental School (NJDS). Ele imediatamente contatou o professor Gary Heir e se inscreveu.

Após 1 ano de permanência na NJDS, Conti retornou ao Brasil com o que ele chamou de “um novo mundo de conhecimento”. Pela primeira vez ele e seus colegas adotaram uma abordagem abrangente para o diagnóstico dos pacientes. Eles começaram a investigar os sistemas musculoesqueléticos, neurovascular e neuropático, distúrbios de movimentos e condições sistêmicas intra e extraorais. “Simplesmente compreender a comorbidade das dores orofaciais e cefaleias já fez uma enorme diferença” ele diz “Nós também mudamos e melhoramos nosso programa de pesquisas. A NJDS abriu uma nova era no controle da dor para nós.”

Em seu retorno, Conti desenvolveu e implementou o currículo de Dor Orofacial em Bauru para graduandos, pós graduandos e alunos de cursos de extensão. Ele é hoje um professor livre docente, um pesquisador produtivo na área de dor, autor e palestrante, muito do qual ele credita a NJDS. “A Dor Orofacial é uma especialidade emergente no Brasil, e isso significa que estaremos aptos a ajudar muitas pessoas que necessitam.”

Ele explica que a população pobre de áreas rurais do país às vezes esperam até cinco meses por uma consulta com neurologista. “Quando você apresenta uma dor de cabeça severa ou uma dor debilitante, cinco meses parece uma eternidade” ele diz “Agora estas pessoas podem contar com também com nossa opinião. Elas vêm até nós e nós podemos ajudá-las imediatamente.”

O programa de DTM que o Conti completou evoluiu desde a sua criação no começo dos anos 80. NJDS agora oferece um ano de Fellowship, 4 a 5 anos de programa PhD em Dor Orofacial e o programa de dois anos de mestrado em Dental Science requer a conclusão de um projeto de pesquisa em dor orofacial. Estes programas tem atraído estudantes de todos os continentes exceto Antartida, e aproximadamente 300 pessoas completaram os programas de Fellowshio e PhD. A American Dental Association (ADA) tem reconhecido a dor orofacial como uma área de avanço na educação odontológica e esta agora requerendo credenciamento. NJDS está neste processo.

Cirurgiões Dentistas como Heir e Conti acham a área desafiadora e recompensante. Há causas incontáveis de Dor Orofacial, algumas de simples diagnóstico, outras não. E, o diagnóstico inadequado de um paciente que possa ter um aneurisma ou um tumor cerebral pode ser fatal. “Esta região do corpo é composta de um vasta e complexa rede de nervos e vasos sanguíneos que estão interligados a músculos, ossos e articulações na cabeça, mandíbula e pescoço” explica Heir “má função pode acontecer em qualquer combinação destes sistemas, então determinar a causa da dor pode ser realmente difícil”. De fato, muitas vezes estes pacientes gastam anos indo e vindo de médicos e dentistas procurando alívio. Muitos são diagnosticados incorretamente, o que resulta em procedimentos desnecessários, como endodontias e extrações. Alguns pacientes então tornam-se tão frustados que aceitam terem todos os seus dentes extraídos e serem submetidos a procedimentos cirúrgicos para alívio da dor.

Conti relembra de uma paciente “Uma mulher jovem com uma dor na ATM excruciante tentou todos os tipos de tratamento sem melhora” ele diz “Finalmente um dentista recomendou um procedimento cirúrgico radical. Desesperada ela concordou com o procedimento, que resultou em deformidade severa em sua mandíbula e aumento na intensidade dolorosa. No momento em que ela nos procurou, ela mal conseguia abrir a boca. Ela praticamente não tinha vida”. Com uma combinação de terapia e medicação, a equipe do professor Conti começou lentamente a reverter o quadro. A mulher pode novamente mstigar e falar claramente. “Nós devolvemos a ela sua vida” diz Conti “o que torna esta profissão tão recompensadora”.

 

A revista pode ser acessada pelo link: http://www.umdnj.edu/umcweb/marketing_and_communications/publications/umdnj_magazine/winter-2011/winter-2011.pdf e a reportagem está na página 37!

Curso de especialização em DTM e Dor Orofacial

Mais um curso está integrando a página de Cursos em DTM e Dor Orofacial: curso de especialização em Florianópolis!

O curso é coordenado pelos professores Paulo Conti Roberto Ramos Garanhani e conta com a participação do professor Rafael Santos Silva e da equipe da Faculdade de Odontologia de Bauru – USP, inclusive eu (rs…). Olhe que vou acrescentar uma super aula sobre bruxismo do sono em crianças agora além das que já ministro!

Mais informações pelo site http://www.dor.odo.br

O professor Jorge von Zuben de Campinas informa também que estão abertas inscrições para a nova turma do curso de especialização na Associação dos Cirurgiões Dentistas de Campinas (ACDC). Em breve colocarei o folder aqui também. Mais informações: http://www.acdc.com.br

Eu me formei por este curso! Está mais do que indicado! 😉

 

 

Entrevista com o Prof. Marcelo Bigal

Certamente existem milhares de pessoas geniais no mundo, entretanto, nem sempre acessíveis a lhe ensinar o que sabem de melhor.

Ao ler a excelente entrevista com o Prof. Dr. Marcelo Bigal no jornal “Pulo do Gato” da Sociedade Brasileira de Cefaleia relembrei os poucos mas bons momentos em que estive com ele no Ambulatório de Cefaleia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP (ACEF-FMRP-USP), onde fiz meu mestrado.

O Bigal é brilhante! A primeira vez que o vi foi justamente em uma reunião em que discutíamos Síndrome da Ardência Bucal e ele lançou uma ideia que acabou resultando em um relato de caso clínico devidamente publicado. Depois disso, sempre que estava no Brasil, o Dr. Speciali  o chamava para discutir as pesquisas em andamento no grupo. Sabe quando uma nuvem de fumaça cobre seus olhos e você passa a não enxergar o que está na sua frente? Ao discutir a metodologia da pesquisa o Bigal simplesmente afasta esta nuvem de forma tão fácil que você até fica intrigado! Ainda, as ideias pipocam que fica difícil conter o entusiasmo. Parece fácil, mas ao ler sua entrevista e conhecê-lo você percebe que o caminho percorrido nem sempre foi simples.

Ao Bigal eu agradeço demais a generosidade em participar dos meus trabalhos, especialmente do meu mestrado, que espero que seja publicado em breve! 🙂

Sugiro que todos leiam a entrevista que está neste link: http://www.sbcefaleia.com/index.php?option=com_content&view=article&id=241:o-pulo-do-gato-entrevista-marcelo-bigal&catid=190&Itemid=170

Da entrevista, uma frase aos profissionais que lidam com dor:

Tenha paciência! Diagnosticar requer tempo.

Prof. Dr. Marcelo Eduardo Bigal

Ano global contra a cefaleia

Todo o ano a IASP (International Association for Study of Pain) promove uma campanha para chamar a atenção de um aspecto relacionado a dor. Até setembro de 2011, foi o ano global contra a dor aguda. Agora, de outubro de 2011 a outubro de 2012 será o ano global contra  a cefaleia.

Em breve a SBED (Sociedade Brasileira de Estudo da Dor) irá promover em seu site esta campanha, que no Brasil foi inaugurada com uma caminhada no dia 17 de outubro promovida pela SBED.

Devo lembrá-los que em Agosto de 2012 haverá o congresso mundial da IASP que será em Milão e cujo tema será cefaleia! Quem vai?

Toda a vez que sai uma campanha, textos de revisão sobre o assunto são diponibilizados. Você pode baixá-los clicando aqui.

Site do mês

E já é primavera!

Pois chegou a hora da coluna fixa do blog: o Site do Mês!

Neste mês o site escolhido é um que visito frequentemente: o site da International Association for the Study of Pain (IASP).

 

O site da IASP é muito interessante e deve ser bem explorado. Eu acesso muito a seção publicações (publications). Nesta página vocês podem encontrar desde livros gratuitos para download até os fascículos do Clinical Uptades, que é um jornal mensal com atualização clínica sobre um tema envolvendo dor. Separei dois dos fascículos para comentar em breve aqui no blog, aguardem!

A IASP também tem formas de financiamento para pesquisadores, professores, ligas de dor e até para membros que desejam frequentar os seus congressos. O próximo congresso será em Milão na Itália em 2012! Se você, assim como eu, ficou interessado, fique de olho porque em novembro começam a sair os editais.

Todo o ano a IASP elege um tema para ser divulgado mundialmente. De Outubro de 2010 a Outubro de 2011 o tema foi Dor Aguda. Mês que vem entrará o novo tema. Comentaram comigo que seria cefaleia, mas vamos aguardar e assim que sair divulgarei aqui no blog.

Além de tudo isso (e mais um pouco que não deu para divulgar) a IASP é responsável pela revista PAIN, jornal científico com grande fator de impacto, além de publicar diversos livros sobre dor.

A IASP reúne associações do mundo todo que estudam a dor. No Brasil é a Sociedade Brasileira de Estudo da Dor (SBED) da qual sou sócia e que já citei tanto no site do mês como em outras postagens.

Visitem! Vale a pena!

Em tempo: adoro o slogan da IASP: trabalhando juntos para o alívio da dor! 🙂

Enquanto isso no portal Odonto 1…

Olá pessoal!
Eu sei que estou um pouco ausente estes dias. Tem horas que a criatividade não aparece! rs…
Enquanto o blog fica abandonado, no portal Odonto 1 postei uma entrevista que foi realizada pelo jornal da ABO do Rio de Janeiro com o Prof. Paulo Pimentel Junior sobre DTM e Dor Orofacial.
Devo lembrar que o Paulo está a frente da organização do evento que acontecerá em julho, durante o XX Congresso Internacional de Odontologia do Rio de Janeiro (CIORJ): o III Encontro de Medicina Oral e Odontologia Hospitalar do Rio de Janeiro. No sábado o dia é dedicado à DTM, como eu já escrevi aqui.

Assim, convido vocês a lerem esta entrevista! É só clicar na figura ou aqui.
Abraços a todos!

Comunicado do CRO

A postagem de hoje vai fugir um pouco do tema DTM e Dor Orofacial.

Recebi via email um comunicado do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) sobre a consulta pública número 42 da Agência Nacional de Saúde (ANS).

Eu não atendo pacientes por convênios odontológicos. Já atendi e sei o quanto somos desvalorizados por eles. O que ainda me motivou a escrever isso foi outro email, de uma operadora de convênios odontológicos com uma proposta. Costumo logo enviar para lixeira mas motivada pelo email do CRO resolvi dar uma olhada na proposta. RIDÍCULO. Valores: consulta – 8 reais, restauração de uma face – 10 reais. Ainda o convênio alega que atende pacientes de empresas grandes com atendimento de alto nível! Como assim??? Como conseguem?

Bem, isso não é da minha conta, quem quer se filiar e ralar muito para ganhar algum (isso significa atender muitos sabe-se lá como), boa sorte. Mas do jeito que a coisa anda, já sabemos quem fica com a maior parte da renda. E ainda, querem que o convênio odontológico seja anunciado como brinde!

Eu fiz a parte que acho que deveria, participei desta consulta pública.

Segue abaixo.

Abraços a todos!

ALERTA: PARTICIPE DA CONSULTA PÚBLICA 42 DA ANS

                    Cara colega:

O Conselho Regional de Odontologia de São Paulo alerta as cirurgiãs-dentistas do Estado de São Paulo sobre a Consulta Pública nº 42/2011, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que dispõe sobre a concessão de bonificação aos beneficiários de planos privados de assistência à saúde pela participação em programas de promoção do envelhecimento ativo ao longo do curs o da vida.

No processo de divulgação da Consulta Pública nº 42 na imprensa, foi informado que dentre as premiações previstas, incluía-se a “oferta de planos odontológicos gratuitos”.

O Conselho Regional de Odontologia de São Paulo é favorável a criação de programas de promoção do envelhecimento ativo, entretanto, discorda frontalmente que, como forma de premiação, seja oferecida a possibilidade de oferta de planos odontológicos gratuitos.

Se há graves dificuldades na área de Odontologia Suplementar na atualidade, podem-se prever os riscos embutidos na proposta de oferta de planos odontológicos gratuitos. Portanto, solicitamos aos colegas que se manifestem no site da ANS, impreterivelmente, até o dia 14 de junho.

O processo é rápido e pode ser feito em até três minutos:                      

1-A colega acessa o link http://www.ans.gov.br/index.php/participacao-da-sociedade/consultas-publicas/582-consulta-publica-42# .

2-Ao entrar na página, a colega deve acessar o formulário na parte inferior do site, colocar “Art. 18” no campo “Seção” e “inclusão” no campo “tipo”. A seguir, a colega pode digitar no campo “texto proposto” a frase: “vedando-se a oferta de planos odontológicos gratuitos”.

3-No campo “justificativa”, pode-se colocar “Somos contrários à oferta de planos odontológicos gratuitos como forma de premiação, conforme noticiado pela imprensa”.

4-A seguir, a colega preenche os seus dados pessoais e clica para o envio da mensagem.

Colega, não se omita e não fique inerte. Participe da Consulta Pública nº 42 da ANS. Os três minutos que você despenderá para se manifestar serão de grande valia para a Odontologia e para a saúde bucal da população.

É importante que a mobilização seja coletiva e organizada. Para isso, o CROSP pede que ao participar individualmente, o cirurgião-dentista envie uma cópia da sua manifestação sobre a Consulta Pública nº 42 ao e-mail presidente@crosp.org.br.

Reunião dos especialistas em DTM e Dor Orofacial

Em janeiro de 2011, durante o Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo, o CIOSP, aconteceu um encontro entre especialistas de Disfunção Temporomandibular (DTM) e Dor Orofacial para discutir rumos desta especialidade no Brasil.

Foram convidados por carta a comparecer todos os especialistas registrados no Conselho Federal de Odontologia (CFO) que gentilmente forneceu o endereço destes cirurgiões dentistas.

Foram enviadas 864 cartas, 86 dentistas confirmaram a presença e cerca de 65 compareceram. Eu fiquei muito feliz com a repercussão e espero que na próxima reunião mais colegas compareçam! A mobilização em torno da divulgação desta especialidade no Brasil é muito importante!

Segue abaixo trechos do texto escrito pelo colega José Luiz Peixoto Filho sobre a reunião:

“Na primeira parte da reunião foram proferidas três palestras curtas, onde o Dr. Reynaldo discorreu sobre a importância do conhecimento científico baseado em evidências nessa área e também a dificuldade de se fazer chegar ao Clínico Geral informações atuais bem fundamentadas sobre procedimentos de diagnóstico e tratamento, além de comentar sobre questões éticas relativas à aplicação clínica de procedimentos de diagnóstico e tratamento cuja eficiência ainda não estão adequadamente comprovadas. A ele seguiu-se o Dr. Paulo Conti que enfatizou a importância de se estabelecer um conteúdo curricular mínimo para ser ministrado em cursos de pós-graduação na área de DTM e Dor Orofacial, citando como modelo a ser seguido e adaptado a nossa realidade recente artigo publicado no Journal of Orofacial Pain (vol 24, n 4, 2010) que representa a visão da Academia Americana de Dor Orofacial (AAOP – American Academy of Orofacial Pain) sobre o assunto. Segundo ele, isso se faz necessário a fim de se diminuir a disparidade de procedimentos clínicos frequentemente observados no atendimento de pacientes sofredores de DTM.

O Dr. José Luiz fez a leitura e explicação da “Declaração Oficial de Informação sobre as DTM – AADR 2010” (disponível on-line em http://www.aadronline.org/i4a/pages/index.cfm?pageid=3465) que foi elaborada por membros do grupo de Neurociências da Academia de Pesquisa Odontológica Americana (American Academy of Dental Research) e que é considerada o texto de posicionamento oficial tanto dela quanto da Associação Internacional de Pesquisa Odontológica (International Association of Dental Research) sobre os temas diagnóstico e tratamento das DTM lançada em março de 2010 e presente tanto blogs brasileiros (www.rlmjdtm.ning.com e http://www.julianadentista.com) quanto em revistas internacionais de peso como a JADA, AJODO e OOOOE. Sobre ela, o Professor Charles Greene (que coordenou sua elaboração) emitiu a seguinte declaração: ”… é definitivamente verdade que a Declaração sobre as DTM que está no site da AADR pode ser reproduzida tanto on-line quanto em periódicos em todo o mundo. Ela é uma “Declaração de Informação Científica” direcionada tanto para o público em geral quanto para os clínicos que atuam nessa área.” A tradução do texto pode ser vista aqui.

Antes do intervalo, as apresentações foram debatidas com os colegas presentes finalizando com a manifestação da maior parte dos presentes da necessidade de se estudar a criação de uma entidade de especialistas nessa área com o objetivo de avançar tanto o conhecimento e ensino quanto a divulgação da especialidade no Brasil. Na segunda etapa do encontro, os colegas presentes foram divididos em dois grupos: um destinado a traçar metas para a criação dessa nova entidade e o outro destinado a estudar propostas relativas ao ensino da especialidade em cursos de graduação, pós-graduação e atualização profissional no Brasil.

…só com a mobilização dos especialistas brasileiros em DTM e Dor Orofacial a especialidade alcançará enfim o status profissional que merece tanto frente à área de Saúde em geral quanto ao público que necessita de atendimento especializado de qualidade.”