Novidades sobre Bruxismo no IADR

Esta semana aconteceu em São Francisco na Califórnia a edição anual do Congresso Mundial de Pesquisa Odontológica promovido pela IADR (Associação Internacional de Pesquisa Odontológica). Infelizmente não pude comparecer.

Neste evento aconteceu uma reunião fechada entre os experts na pesquisa do Bruxismo. Prof. Daniele Manfredini foi um dos participantes e gentilmente fez um resumo do que aconteceu nesta reunião. Coloco abaixo seu texto:

Dear friends, 
as promised, here I am with a brief summary of the expert consensus meeting on bruxism at the IADR congress. Nice and lovely experience, without any real clashes between any of us…my special thanks to Frank Lobbezoo for the excellent coordination and to Karen Raphael and Peter Wetselaar, who co-chaired with me the working group on the definition of diagnostic cut-offs. The other groups provided summaries on the non-instrumental (ie, questionnaires, interviews, EMA [ecological momentary assessment], clinical assessment) and instrumental (ie, PSG and EMG) approaches to bruxism evaluation. 
At the end of the a very productive day, we all agreed that the new consensus paper should be based on some very clear concepts: 
1. a separate definition for sleep and awake bruxism – different etiology, clinical consequences, and management outcomes; 
2.bruxism is a behavior, which can be a risk factor for some clinical signs/symptoms (e.g., tooth wear, muscle fatigue, pain) or be associated with other conditions (e.g., OSA, other sleep disorders). Bruxism is not a “disorder” per se; 
3. being a risk factor, bruxism cannot be “diagnosed” in terms of yes/no, and the search for an ideal cut-point that discriminates between the presence or absence of clinical consequences might reveal unfruitful; 
4. as such, as far as sleep time is concerned, it is recommendable that masticatory muscle activity is measured in its continuum; 
5. as for awake bruxism, self-report via EMA is a promising strategy to approximate a correlation with patients’ experienced symptoms.  
All these summary points have to be refined after the manuscript will be drafted in full version and submitted for suggestions to the expert who were absent during the meeting.

Daniele Manfredini

Como eu já esperava, mais do que nunca é importante separar o Bruxismo do Sono do Bruxismo em Vigília, inclusive em definição, já que são condições distintas.

Bruxismo é um comportamento. Este fato traz um desafio ao clínico, pois há individualização do diagnóstico. Como comportamento sua ocorrência depende de vários fatores e ainda, pode ser que tragam ou não consequências ao organismo. O bruxismo nem sempre é vilão (leia sobre isso aqui).

Sobre o EMA citado no item 5, trata-se do uso de aplicativos para smartphone para potencializar o diagnóstico e controle do bruxismo em vigília. E isso já fazemos há anos, não é mesmo? O primeiro aplicativo foi o Desencoste seus Dentes e depois surgiu o Bruxapp. No Dia do Bruxismo demonstro sempre como uso este recurso na clínica!

Enfim, pensando em todos os aspectos, concordo com um comentário realizado pelo colega Ricardo Aranha e confirmado pela Profa. Karen Raphael em uma discussão no Facebook: existe muito sobre tratamento em relação ao Bruxismo.

Eu já estou ansiosa para ler as publicações que viram por aí no Journal Oral Rehabilitation. Vamos ficar de olho!!

 

Falando nisso…

A professora Adriana Lira Ortega também estava lá no IADR (#inveja) e mostrou tudo no Instagram do Dia do Bruxismo! Siga lá! @diadobruxismo Antes de ela embarcar ainda estivemos em Maringá na Dental Press, e foi muito bacana!

Agora o próximo DB acontecerá em Passo Fundo (vamos explicar direitinho as novidades sobre Bruxismo)! Clique aqui e saiba todos os detalhes!

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Miosite ossificante traumática

Já escrevi bastante sobre Disfunção Temporomandibular (DTM) nestes quase 7 anos de blog (sim, aniversário do blog chegando!).
Mas nunca citei as DTM de rara ocorrência.
Você pode passar sua vida sem ver um caso deste ou ele aparecer no seu consultório amanhã, não é mesmo?
Assim, resolvi escrever hoje sobre miosite ossificante.
A Academia Americana de Dor Orofacial (AAOP) no último guia de 2013 classificou a Miosite Ossificante dentro do grupo DTM Muscular – I- Dor muscular limitada a região orofacial e dentro do subgrupo C. Miosite.
Miosite por definição é uma dor de origem muscular com características de inflamação ou infecção, ou seja, com presença de edema, eritema e/ou aumento de temperatura. Este quadro é raro e surge normalmente após trauma direto a musculatura, infecção ou em casos crônicos, doença auto-imune. Geralmente há trismo (leia a postagem sobre Trismo!).
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Pois bem, quando corre calcificação da musculatura após histórico de trauma o quadro é denominado miosite ossificante traumática.
Mas está também pode ser progressiva (fibrodisplasia ossificante progressiva), que é uma doença autoimune autossômica.
Quero me concentrar na MO traumática neste texto. Esta não é frequentemente descrita na literatura em músculos mastigatórios. Seu sinal clínico mais comum é uma perda na mobilidade mandibular progressiva, ou seja, trismo que acontece aos poucos.
Num trabalho recente (referência logo abaixo), autores catalogaram 42 casos de MO nos músculos mastigatórios, onde a idade média foi de 38 anos e o problema ocorrer duas vezes mais frequentemente em homens (2.4:1).
Os casos foram distribuídos assim: masseter (25 casos), pterigoideo medial (14 casos), pterigoideo lateral (9 casos) e temporal (5 casos).
Masseter parece ser mais afetado pela suposição anatômica que favorece receber mais traumas diretos.
Vasculhando a literatura, li que alguns autores relatam que o termo traumática é inadequado, uma vez que na literatura vários casos não relataram trauma e havia pouca inflamação.
Por que isso acontece? Algumas teorias foram propostas. A mais aceita envolve a diferenciação de células extraósseas expostas a proteínas ósseas morfogênicas que podem ter sido liberadas durante o trauma. Também há quem sugira que fragmentos ósseos possam ter se deslocado nos tecidos ao redor durante o trauma e com o hematoma pode ocorrer proliferação óssea.
Como diagnosticar?
Olha, como tudo que é raro, ninguém pensa neste diagnóstico de primeira, o que pode tornar um desafio para o clínico. Como escrevi trismo é o sinal característico. Deve se observar histórico de trauma, cirurgia ou injeção no local. radiografia panorâmica não ajuda muito pela sobreposição de imagens. Assim, tomografia computadorizada é o exame de imagem necessário para diagnóstico e planejamento cirúrgico.
A imagem é bem circunscrita, bem atenuada perifericamente e menos no centro. Dependendo da maturidade da MO algumas lesões podem estar ou não atreladas a imagem principal.
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CT showing calcified masses within medial pterygoid and temporalis muscles suggesting extraskeletal bone formation Reddy SD, Prakash AP, Keerthi M, Rao BJ. Myositis ossificans traumatica of temporalis and medial pterygoid muscle. J Oral Maxillofac Pathol 2014;18:271-5

Ao contrário da progressiva, a MO traumática nos músculos mastigatórios regride geralmente após excisão cirúrgica, com raros casos de recidiva relatados.
Retirei boa parte do texto do artigo abaixo que está gratuito para download e traz a revisão de literatura: Myositis ossificans of the left medial pterygoid muscle: case report and review of the literature of myositis ossificans of masticatory muscles.
Fica a dica de leitura!
Falando nisso…
Se você tem um caso interessante a ser relatado, submeta ao III Congresso Brasileiro e Dor Orofacial! Você pode apresenta-lo no formato poster!
Este ano os três melhores relatos de caso serão premiados com menção honrosa, bem como os três melhores na categoria Pesquisa. O melhor trabalho em pesquisa leva também o Prêmio Prof. Eleutério Martins.
Os trabalhos podem ser submetidos até dia 03/04.
Não perca esta oportunidade!
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Laserterapia em DTM

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Dias desses fiz uma revisão dos novos artigos que saíram sobre laserterapia para tratamento da Disfunção Temporomandibular (sempre uso o site Pubmed.com para isso #ficaadica). Encontrei publicado agora em janeiro um artigo novo sobre o assunto. Nele os pesquisadores procuraram avaliar o laser de baixa intensidade no relato de dor do paciente, no limiar de dor à pressão e também em índices de qualidade de vida relacionado a saúde. O bacana deste estudo foi seu desenho: randomizado, placebo-controlado. Fiquei bem feliz em ver que o estudo havia sido realizado pela equipe da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto da USP, e tem como autora principal a colega Lais Magri. Aqui o link para o resumo!

Eu como não sou boba e sabendo que a Lais é leitora do blog, pedi a ela um texto sobre o assunto! E hoje chegou aqui na caixa de emails! \o/

Com vocês, o texto!

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Laís Valencise Magri Mestre em Gestão da Clínica – UFSCar Doutoranda em Psicobiologia – FFLCRP Cirurgiã-dentista da área de Oclusão, Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP/USP) CROSP: 101.093

Laserterapia de baixa intensidade na DTM dolorosa: separando o joio do trigo

 

“Não é possível…deve haver alguma coisa errada com estas tais pesquisas científicas…trato todos os meus pacientes de DTM com laser e a grande maioria melhora!”

Pois é…antes da Medicina/Odontologia baseada em Evidências todo o conhecimento científico advinha das experiências clínicas e opiniões de especialistas, todavia nem sempre é possível garantir que aquela terapia que você está empregando vai trazer benefícios para todos os pacientes. E esta é a base da ciência…investigar se esse tratamento pode ser extrapolado para populações maiores, com eficácia superior ao placebo e custo-benefício que valha o tempo e o dinheiro investidos.

Diversas pesquisas científicas já foram publicadas buscando compreender a efetividade da laserterapia de baixa intensidade (low-level laser therapy – LLLT) no tratamento da DTM dolorosa, sendo que os ensaios clínicos mais bem conduzidos nas metanálises demonstram resultados clínicos de remissão da dor similares ao grupo placebo (Petrucci et al., 2011; Moraes Maia et al., 2012; Herranz-Aparicio et al., 2013; Chen et al., 2015; Herpich et al., 2015). Porém, mais estudos ainda precisam ser desenvolvidos para a confirmação dos resultados e avaliação de outras doses e protocolos de LLLT.

            Os efeitos “biológicos” promovidos pelo laser nas células e tecidos já foram demonstrados em pesquisas com modelos animais e culturas celulares. Dentre estes efeitos, os mais citados são: ação anti-inflamatória (redução de substâncias pró-inflamatórias), analgésica (redução de alodinia e hiperalgesia orofacial), atuação no metabolismo oxidativo muscular e na expressão de metaloproteinases, além da modificação a permeabilidade da membrana celular (Rizzi et al, 2010; Dias et al., 2011; Pires et al, 2011; Desiderá et al., 2015).

            Certo…mas então as pesquisas em modelos animais demonstram resultados “biológicos” efetivos promovidos pela LLLT, então por que alguns ensaios clínicos com seres humanos apontam que o laser é semelhante ao placebo?

            Pois é, ser humano é bastante complicado…especialmente quando falamos sobre dor crônica, que envolve aspectos cognitivos, comportamentais e motivacionais. Ora, se o estímulo nociceptivo não está sendo enviado pela periferia, mas sim relacionado à outros fenômenos muito mais complexos: sensibilização central e “pain widesprading” (espalhamento da dor), a utilização de um terapia isolada que promova efeitos “biológicos” locais pode não resolver completamente o problema. Parece um raciocínio simples, não é mesmo? Mas e o efeito placebo?

            A melhor evidência sobre o tema na atualidade foi publicada na Journal of Oral Rehabilitation em 2015 por Chen et al., se trata de uma metanálise de 14 ensaios clínicos controlados e randomizados (os autores foram bem criteriosos na seleção dos ensaios e excluíram diversos estudos que não tinham grupo placebo ou que não passaram por randomização). Eles concluem que o uso da LLLT no controle da DTM dolorosa tem uma eficácia limitada, sendo que muitos estudos apontam resultados semelhantes ao placebo, embora ela contribua de forma significativa para a melhora dos padrões funcionais (mobilidade mandibular) (Chen et al., 2015). Outros estudos de revisão sistemática e metanálise chegam à mesma conclusão (Petrucci et al., 2011; Herranz-Aparicio et al., 2013; Herpich et al., 2015).

            O grande problema é que não existem doses e protocolos estabelecidos, o que acaba dificultando a comparação entre os estudos. Outro ponto importante a ser considerado é que o placebo do laser tende sempre a ser maior do que o placebo de outras modalidade terapêuticas, pois o laser é um equipamento de alto custo e que envolve tecnologia, além da associação que os pacientes fazem com outros tipos de lasers que são amplamente publicizados no mercado, como depilação à laser e clareamento à laser. Portanto, a expectativa em relação aos resultados clínicos costuma ser grande, aumentando o efeito placebo.

            Embora seja relevante considerar que os aspectos que permeiam o efeito placebo (sentimento de estar sendo cuidado, relação profissional-paciente, memória, experiências prévias, dentre tantos outros) estão intimamente associados às dimensões cognitiva-comportamental-motivacional da dor crônica. Faz-se necessário então, reavaliar o efeito placebo de ensaios clínicos que investiguem terapias para dor crônica sob esta nova perspectiva: quando lemos os artigos científicos que analisam a LLLT na DTM dolorosa e vemos que o placebo foi semelhante ao laser, talvez não signifique que o laser não “funcione” ou não tenha efeito algum, mas sim que os aspectos que permeiam o placebo sejam tão efetivos na percepção subjetiva de melhora da dor, quanto os efeitos “biológicos” promovidos localmente pelo laser. Há que se considerar também que nos pacientes que recebem laserterapia ativa, o efeito placebo também está presente.

            E para complicar mais um pouco…os sinais e sintomas de DTM são flutuantes e auto-limitantes em muitos casos. Ou seja, quando um paciente se dispõe a participar de um ensaio clínico ou busca atendimento no seu consultório, ele está com escores máximos de dor (estar com dor é inclusive um critério de inclusão para as pesquisas e a seleção da amostra é sempre feita com base na variável de interesse sendo anormal). A tendência é que haja regressão à média….Que é um fenômeno estatístico bastante simples de ser compreendido: quando temos medidas repetidas de uma mesma variável, a tendência de uma medida inicial extrema é sempre regredir à média – agora vamos pensar em um paciente com DTM dolorosa: esse paciente geralmente tem uma dor leve entre 2 e 3 na Escala Visual Analógica ou não apresenta epidódios de dor, porém ele está passando por problemas financeiros e agora sua dor está por volta de 8 ou 9, então ele vai te procurar no consultório porque nesse momento a dor dele está incomodando. Todavia, os problemas financeiros são resolvidos e ele retorna ao seu padrão médio progressivamente: sem dor ou com uma dor leve. Nas pesquisas tal fato é comum de ocorrer, pois no início do estudo os escores de dor são sempre mais elevados do que quando comparados estatisticamente ao longo do tempo, e isto pode ser um simples resultado da regressão à média.

            Efeito do laser, efeito placebo ou regressão à média? Agora fiquei confuso…

            “Regression to the mean is a potent source of deception” – Regressão à média é uma potencial fonte de decepção/engano. Li isso em algum lugar e nunca mais saiu da minha cabeça, pois podemos extrapolar este conceito para qualquer outro tipo de terapia. Portanto, para que um tratamento seja considerado de efetividade, ele precisa ser superior ao placebo e à regressão à média, justificando desta maneira a sua utilização.

            A única maneira de desvendar este mistério é por meio de ensaios clínicos randomizados controlados duplo-cegos que contenham os três grupos: laser ativo, placebo e um grupo que não receba qualquer tratamento e que seja acompanhado pelo mesmo período de tempo que os demais grupos.

E cadê esses estudos?

            Poucos são as pesquisas com LLLT que obedecem à todos os critérios de seleção, pareamento e randomização da amostra, além do cegamento e grupo sem tratamento, que são os requisitos de um ensaio clínico de qualidade. Além do fato de que quando um grupo de pesquisadores começa a desenvolver uma pesquisa com LLLT, geralmente a dose e o protocolo de aplicação são escolhidos com base em outros estudos ou em experiências prévias do grupo, pois não há até o presente momento um consenso sobre isso…Ou seja, ainda não está completamente estabelecido qual o melhor comprimento de onda, qual a dose, quantas sessões, qual o intervalo entre as sessões, qual o protocolo para DTM muscular e articular. Cada fabricante de laser traz um protocolo diferente, dificultando a padronização das pesquisas e a comparação dos resultados.

            É preciso que nós, profissionais atuantes na área da dor orofacial, saibamos diferenciar os níveis de evidência científica, em especial no momento em que vamos pesquisar acerca de alguma terapia que pretendemos utilizar em nossos consultórios. Uma boa dica é sempre procurar pelas metanálises e revisões sistemáticas, que são estudos criteriosos que já avaliaram os ensaios clínicos mais confiáveis e nos trazem um panorama geral sobre aquela modalidade terapêutica até o presente momento.

            Em minha pesquisa de doutorado, que está sendo desenvolvida sob orientação da Prof. Christie Ramos Andrade Leite-Panissi no Programa de Pós-Graduação em Psicobiologia em parceria com a Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP) da USP, estamos desenvolvendo um ensaio clínico randomizado duplo-cego que avalia a efetividade da laserterapia de baixa intensidade nas variáveis de dor (intensidade, sensibilidade e qualidade) e emocionais (ansiedade e estresse-cortisol salivar) de mulheres com DTM dolorosa (dor miofascial), que inclui grupo laser ativo, placebo e sem tratamento. Esperamos com esta pesquisa, compreender as flutuações na percepção da dor e de aspectos emocionais ao longo da LLLT, que possam contribuir com a variabilidade de resultados clínicos obtidos com esta terapia (Magri et al., 2017).

            Enfim, até o momento há muitas dúvidas sobre este tema e as respostas ainda não estão prontas, pois o desenvolvimento do conhecimento científico é um trabalho árduo e longo. Em minha opinião, precisamos ser imparciais e investir em pesquisas de qualidade que possam de fato esclarecer todos estes questionamentos, a fim de que possamos utilizar este recurso terapêutico em nossos consultórios com segurança e clareza acerca de seu efeito na DTM dolorosa, ou então chegar realmente à conclusão de que os resultados clínicos obtidos com a LLLT não apresentam comprovação científica.

            Portanto, não chegamos ao final desta história…a laserterapia de baixa intensidade na DTM dolorosa ainda é um conhecimento em construção, cujo alicerce só pode ser sólido se erguido com base em pesquisas científicas com elevado nível de evidência. E desejo a você leitor…que este texto te motive a questionar suas práticas e leituras…é preciso saber separar o joio do trigo…

Obrigada Laís por ajudar este blog e compartilhar aqui seu texto!

Colocarei as referências utilizadas aqui abaixo. Quem tiver interesse em ler o trabalho da Lais, envie um email para juliana.dentista@gmail.com ou entre para nosso grupo no Facebook (peça solicitação via mensagem Facebook).

 

Seguem as referências citadas:

  1. Chen J, Huang Z, Ge M, Gao M. Efficacy of low-level laser therapy in the treatment of TMDs: a meta-analysis of 14 randomised controlled trials. J Oral Rehabil. 2015 Apr;42(4):291-9.
  2. Desiderá AC, Nascimento GC, Gerlach RF, Leite-Panissi CR. Laser therapy reduces gelatinolytic activity in the rat trigeminal ganglion during temporomandibular joint inflamation. Oral Dis. 2015; 21(5): 652-658.
  3. Dias FJ, Issa JPM, Vicentini FTM d eC, Fonseca MJV, Leão JC, Siéssere S, et al. Effects of Low-Level Laser Therapy on the Oxidative Metabolism and Matrix Proteins in the Rat Masseter Muscle. Photomedicine and Laser Surgery. 2011; 29 (10): 677:684.
  4. Herpich CM, Amaral AP, Leal-Junior EC, Tosato Jde P, Gomes CA, Arruda ÉE, Glória IP, Garcia MB, Barbosa BR, Rodrigues MS, Silva KL, El Hage Y, Politti F, Gonzalez Tde O, Bussadori SK, Biasotto-Gonzalez DA. Analysis of laser therapy and assessment methods in the rehabilitation of temporomandibular disorder: a systematic review of the literature. J Phys Ther Sci. 2015 Jan;27(1):295-301.
  5. Herranz-Aparicio J, Vázquez-Delgado E, Arnabat-Domínguez J, España-Tost A, Gay-Escoda C. The use of low level laser therapy in the treatment of temporomandibular joint disorders. Review of the literature. Med Oral Patol Oral Cir Bucal. 2013 Jul 1;18(4):603-12.
  6. Magri LV, Carvalho VA, Rodrigues FC, Bataglion C, Leite-Panissi CR. Effectiveness of low-level laser therapy on pain intensity, pressure pain threshold, and SF-MPQ indexes of women with myofascial pain. Lasers Med Sci. 2017 – Jan 4.
  7. Maia ML, Bonjardim LR, Quintans Jde S, Ribeiro MA, Maia LG, Conti PC. Effect of low-level laser therapy on pain levels in patients with temporomandibular disorders: a systematic review. J Appl Oral Sci. 2012 Nov-Dec;20(6):594-602.
  8. Petrucci A, Sgolastra F, Gatto R, Mattei A, Monaco A. Effectiveness of low-level laser therapy in temporomandibular disorders: a systematic review and meta-analysis. J Orofac Pain. 2011 Fall;25(4):298-307.
  9. Pires D, Xavier M, Araújo T, Silva JA Jr, Aimbire F, Albertini R. Low-level laser therapy (LLLT; 780nm) acts differently on mRNA expression of anti- and pro-inflammatory mediators in a experimental model of collagenase-induced tendinites in rat. Lasers Med Sci. 2011; 26:85-89.
  10. Rizzi EC, Issa JPM, Dias FJ, Leão JC, Regalo SCH, Siéssere S, et al., Low-Level Laser Intensity Application in Masseter Muscle for Treatment Purposes. Photomedicine and Laser Surgery. 2010; 28 (2): S31-S35.

 

Dia do dentista

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Parabéns a todos os colegas dentistas que aprimoram sorrisos, melhoram a estética, controlam a dor, restabelecem a função mas sobretudo cuidam de nossa saúde com impacto imenso na qualidade de vida!
Aproveito para agradecer aqueles que confiam no meu trabalho, encaminhando os seus pacientes, assistindo a uma palestra, permanecendo na sala de aula como meus alunos e, se não bastasse tudo, me acompanhando no blog e nas redes sociais!
OBRIGADA!
#diadodentista #julianadentista #pordentrodadororofacial #DTM #dororofacial

DTM e esportes de alto impacto

Eu já falei que sou uma pessoa de sorte aqui, não? Pois é, nestes anos todos trabalhando dentro da especialidade de DTM e Dor Orofacial pude conhecer pessoas bacanas que se tornaram amigos!

Uma destas pessoas é o Prof. Daniel Bonotto da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Além de excelente profissional e meu amigo, Daniel é pai do fofíssimo João e esposo da querida Danielle Veiga Bonotto, também especialista em DTM e Dor Orofacial (não podia deixar de escrever isso, rs…).

Bem, o fato é que chegou até mim um artigo escrito pelo Daniel e colaboradores. Neste trabalho ele buscou conhecer o perfil de atletas de alto impacto em relação à presença de Disfunção Temporomandibular (DTM). Achei o tema tão interessante, este link entre a Odontologia no Esporte e a DTM, que pedi para ele que escrevesse um texto para o blog!

Logo abaixo do texto está o link para o artigo completo! Espero que a pesquisa avance nesta área Daniel! Muito obrigada pela gentileza de sempre!

Segue o texto!

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Prof. Dr. Daniel Bonotto

Fiquei muito feliz e agradecido com o convite da Juliana para escrever um post para este blog que há tanto tempo acompanho e divulgo como exemplo de informação de qualidade em Dor Orofacial na web.

Há alguns anos, comecei a receber muitos pacientes atletas com queixas de DTM encaminhados pelo prof. Eli Namba, coordenador da Especialização em Odontologia do Esporte da Universidade Positivo, em Curitiba-PR. As histórias eram sempre muito parecidas e envolviam traumas faciais, hábitos parafuncionais diurnos e muito desconhecimento das DTM por parte dos pacientes. A frequência desses encaminhamentos começou a ser tão grande que me chamou atenção e percebi que havia pouca informação na literatura sobre DTM nessa população.

Decidimos ir a campo, literalmente, e avaliar atletas de diferentes modalidades e com diferentes níveis de treinamento.  Utilizamos o RDC/TMD em sua versão em português por ser uma ferramenta reproduzível e usada no mundo inteiro para diagnosticar DTM em pesquisas clínicas.

Os achados da pesquisa confirmaram nossas hipóteses de que entre atletas de alta performance de esportes com alto risco de trauma facial observaríamos maior prevalência de DTM.

Por exemplo, 61% dos  lutadores profissionais de MMA avaliados apresentaram algum tipo de DTM sintomática (ou seja, com dor e/ou limitação funcional). Entre os atletas da seleção brasileira de Karatê, essa taxa foi de 54%. Para efeito de comparação, praticantes recreativos de karatê e um grupo de não-atletas apresentaram 17% e 14%, respectivamente.

UFC 186

03 Oct 2014, Montreal, Quebec, Canada — Oct. 3, 2014 – Montreal, Quebec, Canada – CHAD “The Disciple†LAPRISE (black trunks) lands a right head kick to BRYAN BARBERENA (yellow trunks) during their Lightweight bout at UFC 186 at the Bell Centre in Montreal. (Credit Image: © Allan Zilkowsky/ZUMA Wire) — Image by © Allan Zilkowsky/ZUMA Press/Corbis

Procuramos também sair do universo das artes marciais e buscamos um esporte coletivo de alto impacto: o Rugby. Embora não seja profissional do Brasil, existe uma liga organizada de Rugby, com times estruturados, rotina diária de treinamentos e tudo mais que caracteriza as atividades de alto rendimento. Pois bem, entre jogadores de Rugby observamos frequências semelhantes àquelas encontradas em lutadores profissionais (esses últimos dados em breve serão publicados para apreciação de todos).

Sem dúvida a diferença de prevalência tão significativa entre atletas de alto rendimento dessas modalidades e “indivíduos comuns” nos chamou atenção. Mas talvez a maior surpresa foi o baixo grau de dor crônica associada à DTM entre os atletas quando comparados aos pacientes que geralmente buscam atendimento em ambulatórios de DTM e Dor Orofacial. Foi nítido e frequente durante a avaliação dos atletas que mesmo indivíduos com restrições funcionais pareciam não se importar muito com as limitações características de pacientes com DTM.

Por que essa população que está tão exposta a fatores causais e perpetuantes de DTM parece sofrer tão pouco com o problema? No que ela difere dos pacientes que nos procuram no dia-a-dia? É nisso que estamos trabalhando agora. Em um seguimento da pesquisa já publicada, estamos avaliando perfil emocional e características de catastrofização e hipervigilância de atletas com DTM. Esperamos em breve poder contribuir para o melhor entendimento dessas dúvidas.

Aproveito ainda para convidar todos os colegas a participar do II Encontro Paranaense da SBDOF em Curitiba-PR nos dias 20 e 21 de maio. O evento está sendo organizando com todo carinho e conta com uma programação imperdível!!!

Para ler o artigo completo: Bonotto_et_al-2015-Dental_Traumatology

Falando nisso…

Como escreveu Daniel, dias 20 e 21 de maio acontece em Curitiba o II Encontro Paranaense da SBDOF que contará com a presença internacional do Prof. Antoon de Laat, além de vários palestrantes nacionais, como eu e o Daniel!

Para saber mais, entre no site www.gapedor.com.br

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Gestão e Marketing

Acho que eu nunca falei aqui no blog sobre a minha turma da faculdade, não é? Me formei na Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto – USP, na melhor turma de todos os tempos (sem discussão! rs…), a MEIA OITO! Incrível como passamos apenas alguns anos juntos e levamos amigos-irmãos para o resto da vida! Graças a tecnologia, hoje a saudade diminuiu um pouco (só um pouco gente, vamos marcar logo nosso encontro!) e podemos conversar sempre pelo Facebook e Whatsapp (isso quando não é quarta ou domingo, porque aí só falam de futebol…).

Conversando com um dos meus amigos da faculdade, o Rogério Machado, descobri que ele estava estudando e trabalhando em uma das áreas mais faladas neste momento na Odontologia, Gestão e Marketing.  Temos que empreender, nos comunicar, administrar, ufa! Mas quem disse que a maioria de nós sabe fazer?

Neste momento em que todo mundo só fala em crise (falam tanto que ela se materializa!), acho que é hora de refletir sobre isso. Pedi um texto para o Rogério, ele me enviou e reproduzo abaixo! Este texto não é sobre Dor Orofacial mas pode ter tudo a ver com você!

#ficaadica

APENAS MAIS UM ARTIGO SOBRE GESTÃO EM ODONTOLOGIA…..

Esse pensamento talvez seja o primeiro a passar na cabeça da maioria dos colegas dentistas quando se deparam com um artigo abordando Gestão e Marketing no exercício de nossa tão amada profissão. Totalmente compreensível. Até pelo fato de sairmos totalmente leigos sobre tais assuntos de nossos cursos de graduação.

Então nos graduamos. E enfim saímos da faculdade. E agora???? Abrir um consultório?

Como ? Pegar dinheiro emprestado com a família ? Tentar um empréstimo no banco?

Iniciar uma sociedade com o(s) melhor(es) amigo(s) da faculdade, ou seja, alguém que sabe tão pouco ou menos do que você sobreo terreno em que irão pisar?

O primeiro passo acontece : Consultório montado, equipamentos instalados, estoque de material em ordem e portas abertas. Então esperamos nossos primeiros pacientes, que via de regra, são os familiares e amigos mais proximos, aqueles que acabam pedindo um descontinho bem especial; e geralmente são agraciados com o mesmo. Enfim, depois de alguns anos e também de muito trabalho, o seu negócio começa a prosperar. A agenda começa a ficar lotada, você entra mais cedo; diminui seu horário de almoço; termina sua jornada mais tarde; os gastos com dental e protético começam a ficar maiores e então percebe que as contas não fecham. Entra no cheque especial. Acaba misturando gastos pessoais com gastos da clínica e tudo aquilo que foi “planejado” no início do tal sonhado projeto está cada vez mais distante.

Passa cada vez menos tempo com sua família… sua qualidade de vida praticamente inexiste. Onde está o erro? Você se atualizou. Você se epecializou. Cadê o retorno?

Talvez você se identifique um pouco com o quadro que  foi descrito acima.Talvez se identifique muito. Talvez não se identifique; o que me deixa muito feliz.

O que eu pretendo passar a você é que a implementação de uma Gestão eficiente em seu consultório pode reverter esse quadro.

Não existe fórmulas mirabolantes. E muito menos mágica. Na prática,o que funciona são processos e ferramentas administrativas que irão padronizar o atendimento dos pacientes, desde o primeiro contato com você; durante todo o periodo de tratamento e também ao término do mesmo. O que funciona é uma metodologia de trabalho que facilite suas rotinas. Que descomplique o funcionamento de sua EMPRESA. Que te possibilite então o exercício de uma Odontologia ética; de uma Odontologia rentável. E o mais importante: uma Odontologia que lhe proporcione uma maior Qualidade de Vida.

Saiba mais sobre este assunto. Pode ajudar a melhorar sua vida.

Rogério Machado é Cirurgião Dentista, formado pela USP-Ribeirão Preto. Diretor de Marketing e Mídias Sociais da Health Advice Consultoria de Gestão e Marketing em Saúde.

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Sorteio imperdível!

No final do mês de junho tive a felicidade de participar como palestrante em um curso sobre odontologia e sono (obrigada Marcelo Quintela e Cinthia pela recepção) e lá encontrei a querida professora e amiga Cibele Dal Fabbro que me contou que o livro A Odontologia na Medicina do Sono, citado por diversas vezes por mim aqui no blog e também em palestras, que estava esgotado foi reimpresso pela editora Dental Press.

Este livro vem ao encontro de uma fase importantíssima da medicina odontológica do sono, na qual inúmeros profissionais se juntaram para estudar o tratamento de pacientes portadores de um distúrbio tão debilitante como a SAOS. • Cabe salientar que, com o aumento de publicações sobre esse assunto, médicos esperam que cirurgiões-dentistas tenham um conhecimento aprofundado em várias áreas da medicina do sono. • O objetivo deste livro é apresentar, de forma sucinta e prática, o conhecimento necessário para cirurgiões-dentistas que irão reconhecer s intomas de apneia em seus pacientes, podendo indicar o diagnóstico correto e acompanhar o tratamento, seja por CPAP, cirurgia ou aparelhos intra-orais.

• Histórico da Medicina do Sono no mundo• Bases neurais e fisiologia do sono• Classificação dos distúrbios do sono• Polissonografia• Fisiopatologia dos distúrbios respiratórios do sono• Diagnóstico e abordagem clínica do paciente com distúrbios respiratórios do sono

• Consequencias clínicas e morbidades associadas

• Tratamento clínico e CPAP

• Tratamento Cirúrgico

• Tratamento com aparelhos intra-orais (AIO)

• Adesão, preditores de sucesso e efeitos colaterais do tratamento com AIO

• Protocolo clínico, médico e odontológico

• Padrão de crescimento e distúrbios respiratórios do sono

• Abordagem precoce dos distúrbios respiratórios do sono

• Morfologia craniofacial nos distúrbios respiratórios do sono

• Bruxismo no sono

E olhem a surpresa, a professora Cibele gentilmente cedeu um exemplar para ser sorteado aqui no blog! Notícia mais do que boa não? Acho que todos deveriam ter um deste. Se você não quer esperar o resultado do sorteio e já quiser adquirir seu exemplar, clique aqui.

E como faz para participar????

As regras são simples! Basta deixar preencher com nome, email e endereço completo o formulário ao final desta postagem.

Cada comentário recebe um número e é através deste número que você irá concorrer.

Não se preocupe, o endereço de email aparece apenas para mim e é através dele que entrarei em contato com o sorteado e enviarei o livro pelos correios.

Cada pessoa pode participar apenas uma vez.

Mas ATENÇÃO, desta vez o prazo é curto e o sorteios erá realizado no dia 15 de julho!

Boa sorte!!!!!

Comunicado do CRO

A postagem de hoje vai fugir um pouco do tema DTM e Dor Orofacial.

Recebi via email um comunicado do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) sobre a consulta pública número 42 da Agência Nacional de Saúde (ANS).

Eu não atendo pacientes por convênios odontológicos. Já atendi e sei o quanto somos desvalorizados por eles. O que ainda me motivou a escrever isso foi outro email, de uma operadora de convênios odontológicos com uma proposta. Costumo logo enviar para lixeira mas motivada pelo email do CRO resolvi dar uma olhada na proposta. RIDÍCULO. Valores: consulta – 8 reais, restauração de uma face – 10 reais. Ainda o convênio alega que atende pacientes de empresas grandes com atendimento de alto nível! Como assim??? Como conseguem?

Bem, isso não é da minha conta, quem quer se filiar e ralar muito para ganhar algum (isso significa atender muitos sabe-se lá como), boa sorte. Mas do jeito que a coisa anda, já sabemos quem fica com a maior parte da renda. E ainda, querem que o convênio odontológico seja anunciado como brinde!

Eu fiz a parte que acho que deveria, participei desta consulta pública.

Segue abaixo.

Abraços a todos!

ALERTA: PARTICIPE DA CONSULTA PÚBLICA 42 DA ANS

                    Cara colega:

O Conselho Regional de Odontologia de São Paulo alerta as cirurgiãs-dentistas do Estado de São Paulo sobre a Consulta Pública nº 42/2011, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que dispõe sobre a concessão de bonificação aos beneficiários de planos privados de assistência à saúde pela participação em programas de promoção do envelhecimento ativo ao longo do curs o da vida.

No processo de divulgação da Consulta Pública nº 42 na imprensa, foi informado que dentre as premiações previstas, incluía-se a “oferta de planos odontológicos gratuitos”.

O Conselho Regional de Odontologia de São Paulo é favorável a criação de programas de promoção do envelhecimento ativo, entretanto, discorda frontalmente que, como forma de premiação, seja oferecida a possibilidade de oferta de planos odontológicos gratuitos.

Se há graves dificuldades na área de Odontologia Suplementar na atualidade, podem-se prever os riscos embutidos na proposta de oferta de planos odontológicos gratuitos. Portanto, solicitamos aos colegas que se manifestem no site da ANS, impreterivelmente, até o dia 14 de junho.

O processo é rápido e pode ser feito em até três minutos:                      

1-A colega acessa o link http://www.ans.gov.br/index.php/participacao-da-sociedade/consultas-publicas/582-consulta-publica-42# .

2-Ao entrar na página, a colega deve acessar o formulário na parte inferior do site, colocar “Art. 18” no campo “Seção” e “inclusão” no campo “tipo”. A seguir, a colega pode digitar no campo “texto proposto” a frase: “vedando-se a oferta de planos odontológicos gratuitos”.

3-No campo “justificativa”, pode-se colocar “Somos contrários à oferta de planos odontológicos gratuitos como forma de premiação, conforme noticiado pela imprensa”.

4-A seguir, a colega preenche os seus dados pessoais e clica para o envio da mensagem.

Colega, não se omita e não fique inerte. Participe da Consulta Pública nº 42 da ANS. Os três minutos que você despenderá para se manifestar serão de grande valia para a Odontologia e para a saúde bucal da população.

É importante que a mobilização seja coletiva e organizada. Para isso, o CROSP pede que ao participar individualmente, o cirurgião-dentista envie uma cópia da sua manifestação sobre a Consulta Pública nº 42 ao e-mail presidente@crosp.org.br.

Site do mês

E aos 45 minutos do fim de maio, estamos novamente com a nossa já famosa coluna: o Site do Mês!

E o site deste mês é um portal voltado a educação em Odontologia, o Dental Health Imaging Hub.

É um site bem interessante que alia vídeos, relatos de caso, ebooks, downloads, artigos de opinião, cursos, imagens, tudo em torno da Odontologia. Realmente um site bem completo. Sugiro o registro (é gratuito) para aproveitarem todo o site.

Pesquei de lá algumas coisas na área de dor orofacial:

Aproveitem e depois me contem o que acharam!

Abraços a todos!!

O Cirurgião Dentista pode solicitar exames complementares

Quem nunca enfrentou a seguinte situação no consultório: você solicita como complemento ao seu diagnóstico um exame de imagem ou laboratorial. Prontamente o paciente o questiona se pode utilizar seu convênio médico para custear este exame.

Qual a sua resposta?

O colega José Luiz Peixoto, ao ler uma reportagem no jornal da APCD de Julho de 2010, me enviou uma sugestão, de que eu escrevesse sobre isso aqui. Eu pensei: “mais do que depressa!”

Eu já tive vários pedidos negados pela operadora do plano de saúde de pacientes exatamente pelo fato de ser dentista, mesmo se o procedimento estiver coberto pelo plano do paciente.

O arquivo do Jornal da APCD destaca o fato de que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) garante o direito dos profissionais da Odontologia poderem solicitar exames complementares e até mesmo internação do paciente.

A solicitação de exames laboratoriais ou complementares e dos procedimentos abrangidos pelas internações hospitalares, de natureza bucomaxilofacial ou por imperativo clínico, devem ser cobertos pelas operadoras de planos privados de assistência à saúde, mesmo quando promovidos pelo Cirurgião-Dentista.

Isso de acordo com a Súmula Normativa no. 11 de 20 de agosto de 2007, da ANS.

Ao solicitar o exame ao paciente não se deve esquecer de colocar o CID – Classificação Internacional das Doenças – da Organização Mundial de Saúde.

E se a operadora negar o seu pedido, mesmo estando dentro da cobertura do paciente? Denuncie! Aqui vai o canal para comunicação com a ANS: http://www.ans.gov.br/portal/site/faleconosco/faleconosco.asp

O Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) esclarece que o hospital que se recusar em atender estas solicitações estará descumprindo uma determinação normativa da ANS.

Comuniquem o CRO de sua região e comunique a ANS para que medidas legais sejam tomadas.

O que não dá é ficar quieto!!!