Música e dor

É engraçada a forma com que às vezes encontro um assunto para o blog. Hoje estava aqui, sem assunto, e resolvi fazer uma faxina nos meus sites favoritos. Eu tenho o péssimo hábito de “favoritar” tudo que acho interessante para ler depois. Péssimo porque sempre esqueço de ler e o link fica ali perdido. Mas quando me deparei com um blog cujo título da postagem era música, arte e a percepção da dor me interessei na hora. Comecei a ler e achei o texto muito interessante.

O autor começa relatando suas lembranças das idas ao consultório dentário na infância e o quanto isso era desagradável para ele. Logo em seguida relata o tremendo alívio que sentiu ao ir até o consultório de seu tio, abrir a porta e se deparar com uma linda vista e o rádio ligado em um rock dos anos 70.

Este relato deixa claro que para o paciente a experiência do consultório vai além do abrir a boca na cadeira. Eu sei que muitos que estão lendo dirão “isso eu já sabia” mas acredito que nem todos param para pensar sobre o impacto do ambiente do consultório sobre o paciente, ainda mais o paciente que apresenta uma queixa dolorosa. Já relatei aqui a experiência da aromaterapia, agora é a vez da música!

Mas que tipo de música? O autor buscou nas pesquisas esta resposta e se deparou com a dificuldade que os pesquisadores encontram para descobrir qual tipo de música seria relaxante ou ansiolítica. Isso porque as pessoas tem gostos distintos com relação a música. Eu particularmente não suporto muito a Enya tocando o dia todo…

Com celulares e IPods da vida logo a mão, qualquer um pode fazer a sua seleção de músicas prediletas. O autor então questiona se não faria sentido que os pacientes levassem aos consultórios odontológicos a sua própria seleção musical.

E olhe só que interessante:

Uma pesquisa solicitou que 80 pessoas levassem ao laboratório suas músicas favoritas para que durante um experimento de dor ao frio (emerge-se a mão em água fria e verifica-se por quanto tempo o indíviduo suporta permanecer). Os resultados mostraram que naqueles que se distraíram com música a intensidade da dor foi menor e ainda permanceram mais tempo com a mão submersa.

Para ler o texto na íntegra: http://scienceblogs.com/cognitivedaily/2009/01/music_art_and_the_perception_o.php

Ih, IPod me fez lembrar fone de ouvido, que me fez lembrar de zumbido! Quantos pacientes aparecem hoje com queixa de zumbido, não? Bem eu estou assistindo as palestras do Zumbido na Web e em breve vou escrever sobre o polêmico assunto DTM X Zumbido (mas antes tenho que assistir tudo… ó Deus, que tal um dia de 36 horas?).

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Atualizando

Depois que postei este texto recebi uma mensagem no Facebook (www.facebook.com/dororofacial) que vou compartilhar com vocês!

Oi, Ju. Interessante o seu texto. Eu venho enfrentando dois consultórios há 3 anos, aproximadamente. Um deles é todo branco, não tem música ambiente e ainda sou obrigada a ouvir (de boca aberta, mas sem articular uma palavra) a minha dentista tagarelando sem parar. Que fique bem claro: adoro o papo dela e odeio ter só que ouvir. rsrsrsrsrs.
No outro, a sala de atendimento é pintada em tom lilás (minha cor preferida), decorada com orquídeas (minha flor preferida) e som ambiente com música erudita (não é a minha preferida, mas aprecio muito).
Apesar da segunda dentista falar sem parar também (será mal da sua classe profissional ?), sinto grande conforto no atendimento e suporto sem qualquer queixa o tempo que passo lá.
Já estava esquecendo de mencionar que há um aparelho de DVD disponível para os pacientes levarem seus filmes ou shows preferidos. É só ficar de boca aberta e curtir a telinha.
Certamente, um consultório agradável proporciona muito mais conforto para nós: os S.B.A. (Sofredores de Boca Aberta).
Bjs. Tânia Stoffa

🙂

Um pensamento sobre “Música e dor

  1. Ahahaha, sofredores de boca aberta, adorei…sinto-me assim também no meu dentista..rs

    Esta questão de aromas, música e até mesmo das cores escolhidas para a recepção/clínicas é uma polêmica não só para vocês dentistas. No meu caso, trabalho em uma clínica de reabilitação e tratamento de dor, é imprescindível a nossa preocupação em tornar o ambiente mais agradável, confortável e acima de tudo, que o conjunto consiga mudar o foco do paciente de dor crônica. Afinal eles quando chegam a nós, já estão com uma carga grande de sofrimento. O meu também é lilás e é muito aceito pela maioria dos pacientes, faço da cromoterapia minha aliada eterna.
    No que diz respeito à música, também optei pela clássica porém a seleção precisa ser cuidadosa, já imaginou o tcham tcham tcham tcham da 5 Sinfonia de Beethoven no meio dos procedimentos do CD? Não dá não é? rsrsrs
    Juliana, outra questão interessante é que algumas obras eruditas conseguem vibrar na mesma freqüência intrauterina, o que remete a pessoa a uma grande sensação de conforto…Já ouviu/leu algo sobre Mozart for babies? Particularmente gosto bastante de Mozart… 🙂
    Abraços a todos!

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