Entrevista com Carlsson e Magnusson no site DTM e Dor Orofacial

Esta semana o Prof. Reynaldo Martins Jr. nos presenteou com duas postagens excelentes em seu site.

A primeira é uma entrevista com os professores Gunnar Carlsson e Tomas Magnusson, professores e pesquisadores suecos que acredito que dispensam apresentações. Suas publicações são divulgadas em todo o mundo (segundo o Reynaldo há até um livro em coreano), as pesquisas longitudinais com acompanhamento de 20, 30 anos são inéditas e já se tornaram um clássico em nossa área.

Para acessar a entrevista na íntegra é necessário um cadastro rápido e gratuito no site DTM e Dor Orofacial. Eu não perderia tempo! Segue o link: www.dtmedor.com.br

Para ler a enrevista é só clicar em Fórum.

Segue uma amostra grátis da entrevista:

Pergunta: A grande maioria de pacientes com DTM respondem bem a terapias conservadoras, reversíveis e de baixa complexidade, as quais são descritas na literatura há vários anos. Apesar disso, frequentemente nós vemos a propagação de novos, quase “mágicos”, métodos de tratamento, os quais, embora não sejam respaldados por literatura de qualidade ou mesmo eventualmente se oponhams aos resultados de pesquisas bem realizadas, encontram grande aceitação por Dentistas no mundo todo. Tal fenômeno ocorre em todas as especialidades odontológicas, mostrando que há uma “fenda” entre a pesquisa clínica de qualidade e o ambiente clínico. Na sua opinião, qual é a razão para esta “fenda”, e como os professores de graduação em odontologia podem contribuir para a construção de uma odontologia baseada em evidências?

Gunnar: O campo das DTMs é controverso, e alguns clínicos/palestrantes defendem métodos não convencionais sem suporte científico. Se tais palestrantes forem ao mesmo tempo divertidos e demagógicos, uma platéia não preparada para questionar sobre fortes evidências pode ser facilmente seduzida para acreditar em mensagens sem embasamento (tanto em odontologia quanto em Política). Ainda no treinamento de graduação deve haver uma ênfase no fato que a verdade científica de hoje é somente temporária. Os alunos devem aprender que eles tem que seguir o desenvolvimento de pesquisas avançadas e adaptar o conhecimento da faculdade de odontologia quando confrontados com novas evidências. Para estarem aptos a isso, aos estudantes deve ser permitido uma postura crítica e inquisitiva, que questione a opinião dos professores quando eles se portarem de maneira muito autoritária. O ensino deve ser baseado em evidências, não em eminências!
Entretanto, no campo das DTM, assim como em outros campos da Odontologia ainda há uma falta de boas pesquisas produzindo evidências sólidas. Há, portanto, uma necessidade de melhores pesquisas que gradualmente proporcionem uma base mais estável para o tratamento seletivo de pacientes com DTM.

Tomas: Na minha opinião, toda a controvérsia no campo das DTMs que houveram no passado e ainda existem no presente, são uma fonte de confusão para o clínico. Questões como o que, quando e como tratar, qual resultado de tratamento esperar, prognóstico a longo tempo, etc, ocorrem em uma situação clínica. Nestas situações é fácil entender que existe um mercado para produtos milagrosos, simples, “seguros” e, também para ambos, dentistas e fabricantes, frequentemente lucrativos. Se você utiliza as abordagens de tratamento tradicionais, conservadoras e simples previamente discutidas e se você baseia seu tratamento de DTM na coexistência de sintomas subjetivos e clínicos de DTM, como ela demanda, a necessidade de tratamentos novos e milagrosos é inexistente.

A segunda postagem se trata exatamente sobre a resposta por parte de pacientes com DTM a terapias conservadoras, reversíveis e de baixo custo.

Neste mês o Reynaldo e colaboradores publicaram no Journal of Contemporary Dental Practise exatamente um artigo em que relatam o atendimento e acompanhamento de 124 pacientes com DTM através de medidas conservadoras. Os resultados mostraram que, mediante um diagnóstico adequado, a maioria absoluta dos pacientes se beneficiaram das técnicas. Lembrando que os pacientes são atendidos em uma clínica universitária.

Vale a pena a leitura! O artigo está na íntegra no site! Faça o cadastro e acompanhe as postagens por lá!

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