A fundação da SBDOF aconteceu no sábado, dia 28 de janeiro, em São Paulo durante o CIOSP. A reunião foi um sucesso! Mais de 110 cirurgiões dentistas, a maioria especialistas na área, estiveram presentes e compartilharam o desejo de participarem. A fundação também foi prestigiada pelo presidente do Conselho Federal de Odontologia, Ailton Diogo Morilhas Rodrigues.
Este é um passo muito importante na divulgação e valorização da especialidade Disfunção Têmporo-Mandibular e Dor Orofacial!
Li hoje estes dizeres do Prof. Gary Heir e minha primeira vontade foi de fazer uma camiseta (mas preferi, claro, traduzir e postar aqui, rs…)!
Dá vontade de gritar: “Vejam todos, é o que sempre digo, diagnóstico é o caminho!” E a arte de diagnosticar é um constante caminho de aprendizagem. Por isso, sempre, eu bato na mesma tecla, seja aqui, em postagens em que escrevi sobre anamnese ou diagnóstico diferencial, seja nas comunidades, listas de emails, redes sociais, aulas, palestras, bate papos. De que adianta dominar uma técnica terapêutica se você não conhece as condições onde aplicá-las.
E vamos seguir a vida, estudando e aprendendo, cada dia mais.
Em Janeiro de 2012, durante o Congresso Internacional de São Paulo (CIOSP), acontecerá a terceira reunião de especialistas em Disfunção Têmporo-Mandibular e Dor Orofacial. Esta reunião terá o intuito de discutir a fundação da Sociedade Brasileira de Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial (SBDof).
As duas primeiras reuniões foram realizadas em janeiro de 2010 e 2011 por um grupo de especialistas que perceberam a necessidade da divulgação da especialidade. Em 2011, para a segunda reunião, todos os especialistas registrados no Conselho Federal de Odontologia (CFO) foram convidados por carta. Nesta ocasião, o desejo de se estudar a criação de uma entidade de especialistas nessa área foi manifestado pelos que compareceram.
Reconhecemos que a Dor Orofacial e DTM tem representatividade dentro das Sociedades Brasileira de Estudo da Dor (SBED), Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe), da Academia Brasileira de Fisiopatologia Crânio-Oro-Cervical (ABFCOC), além de outras associações e entidades ligadas a Odontologia, mas percebemos a necessidade da criação de uma sociedade específica que represente os especialistas e interessados, e que venha para contribuir com o avanço e reconhecimento da especialidade no Brasil, atuando principalmente na área de ensino e de divulgação ética.
Gostaríamos de convidar V. Sa. a conhecer a proposta, emitir opiniões e sugestões e a participar desta nova e emergente Sociedade.
A Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas (APCD) gentilmente nos cedeu uma sala em seu prédio central onde a reunião realizar-se-á durante a 30ª edição do Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo (CIOSP),no dia 28 de janeiro de 2012, às 15 horas, no quinto andar do prédio central da APCD, auditório E2. Para o acesso ao local há necessidade do crachá de identificação concedido quando da adesão ao CIOSP, gratuita aos cirurgiões dentistas, e que pode ser realizada pela homepagewww.ciosp.com.br.
Certos de contar com sua presença, agradecemos desde já!
Cordialmente,
Comissão Organizadora da Reunião de Especialistas em DTM e Dor Orofacial
Como falamos pouco sobre este assunto, achei importante dividir com vocês o folheto que produzi em formato PDF. Não deixem de fazer o exame em seus pacientes, pode ser fundamental!
Quando a especialidade DTM e Dor Orofacial foi autorizada pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO), eu estive tentada a me submeter ao exame e me tornar especialista, afinal já faziam alguns anos que trabalhava e estudava na área. Mas percebi que não na verdade sabia pouco de DTM e nada sobre outras dores orofaciais, admito.
Assim, fui fazer um curso de especialização e escolhi o curso da Associação dos Cirurgiões Dentistas de Campinas (ACDC) e conheci o professor Jorge von Zuben que foi o responsável por me apresentar a especialidade como um todo. Agradeço imensamente ao Jorge por ter proporcionado conhecimento a mim com tanta generosidade e atiçado a minha curiosidade mas sobretudo, por ter dado a primeira oportunidade a mim de ministrar uma aula sobre este assunto, coisa que hoje se tornou rotina na minha vida!
Hoje assisti dois vídeos de uma entrevista que o Prof. Jorge concedeu recentemente em Campinas sobre Bruxismo do Sono.
O Bigal é brilhante! A primeira vez que o vi foi justamente em uma reunião em que discutíamos Síndrome da Ardência Bucal e ele lançou uma ideia que acabou resultando em um relato de caso clínico devidamente publicado. Depois disso, sempre que estava no Brasil, o Dr. Speciali o chamava para discutir as pesquisas em andamento no grupo. Sabe quando uma nuvem de fumaça cobre seus olhos e você passa a não enxergar o que está na sua frente? Ao discutir a metodologia da pesquisa o Bigal simplesmente afasta esta nuvem de forma tão fácil que você até fica intrigado! Ainda, as ideias pipocam que fica difícil conter o entusiasmo. Parece fácil, mas ao ler sua entrevista e conhecê-lo você percebe que o caminho percorrido nem sempre foi simples.
Ao Bigal eu agradeço demais a generosidade em participar dos meus trabalhos, especialmente do meu mestrado, que espero que seja publicado em breve!
Para quem mora em São Paulo, se interessa por Dor Orofacial está aqui um ótimo programa para o próximo final de semana: aula na UNIFESP do Prof. Reynaldo Leite Martins Jr. A aula ser baseada no recente livro lançado por ele. Estou ainda lendo o livro e em breve vou colocar uma resenha aqui no blog.
Aos colegas , no dia 19/11, sábado, estarei na Unifesp no período da tarde, para um curso sob o título “Disfunções temporomandibulares; esclarecendo a confusão”, a convite do Prof. Antônio Sérgio Guimarães, (o qual dispensa maiores apresentações), que falará pela manhã do mesmo dia sobre “Dor orofacial”.
No dia Anterior , sexta-feira, dia 18/11, a colega Vera Mestre falará o dia todo sobre imagens em DTM e Dor Orofacial.
Como normalmente as pessoas reclamam muito que nessa área, mais que em outras, “cada um fala uma coisa”, o meu conteúdo procurará esclarecer as razões de tantas diferenças em abordagens para um mesmo paciente, defendendo a idéia que, mais que diferenças de técnicas ou “filosofias” de tratamento, a maior parte da confusão se deve a desconhecimento de conceitos básicos em relação ao próprio termo “DTM”, e ainda o que sejam “ciência”, “conhecimento científico”, “odontologia baseada em evidências”, etc, termos que andam na moda, mas não são dominados por todos. Procurarei trabalhar alguns temas que já foram falados por aqui, como regressão à média, efeito placebo, talvez um pouco de toxina botulínica (rs)
Aos que puderem e tiverem interesse em comparecer, fica o convite.
Maiores informações podem ser obtidas com Silvia Abuchaim pelo email silvia.morf@epm.br ou pelos telefones (11) 5576-4261 / 5573-6547.
Obrigado
Abaixo segue charge do livro ”Disfunções temporomandibulares; esclarecendo a confusão”:
Para quem quiser comprar o livro, link aqui: http://www.livrariavitoria.com.br/livro.aspx?idLivro=A000000884
Pela internet os autores enviaram um questionário com 17 perguntas a 1230 médicos associados a American Headache Society sobre o uso destes procedimentos.
O uso de procedimentos de infiltração em pontos gatilho ou mesmo agulhamento seco é também comum no tratamento da dor miofascial mastigatória, assim, achei interessante relatar aqui os resultados desta pesquisa.
A princípio foi destacado o porquê da infiltração dos pontos gatilhos. Como foram questionados médicos cefaliatras, claro que a indicação do procedimento esteve relacionado à presença de uma cefaleia. De fato, 81,7% das indicações foram para pacientes com cefaleia tipo tensional crônica e 67,7% em pacientes com migrânea crônica.
Para localizar os pontos gatilhos, os médicos utilizaram a palpação na musculatura em espasmo e dolorida.
E quanto às susbtâncias injetadas?
Anestésicos locais sem vasoconstritor foram os mais utilizados, e entre eles, a lidocaína e bupivacaína. Quando utilizados corticóides, foram selecionados dexametasona, metilprednisolona e triamcinolona em volumes que variaram de 0.5 a 4 mL. A taxa entre anestésico/corticóide é 2/1 ou 3/1.
O artigo: Blumenfeld A, Ashkenazi A, Grosberg B, Napchan U, Narouze S, Nett B, DePalma T, Rosenthal B, Tepper S, Lipton RB. Patterns of Use of Peripheral Nerve Blocks and Trigger Point Injections Among Headache Practitioners in the USA: Results of the American Headache Society Interventional Procedure Survey (AHS-IPS) Headache. 2010 Jun;50(6):937-42.
Fiquei curiosa em saber como o cirurgião dentista faz a indicação e o que ele usa para abordar este ponto gatilho em musculatura mastigatória.
Que tal vocês responderem a uma enquete rapidinha?
Vou manter por uns 15 dias esta votação e depois publico os resultados!
A amostra consistiu de 22 mulheres com dor miosfascial em masseter. Os resultados indicaram melhora significativa com relação ao LDP e abertura bucal em quem foi submetido ao agulhamento ativo.
E é o que observamos na clínica e no bate papo com amigos, parece que o uso do agulhamento seco é bem promisssor.
Resta surgirem mais estudos que comparem as técnicas de agulhamento em pontos gatilho, com ou sem infiltração de substâncias (anestésicos, corticóides, toxina botulínica) com acompanhamento a longo prazo!
Abaixo um vídeo que encontrei no You Tube sobre agulhamento seco. Reparem como o profissional identifica o ponto gatilho.