Arquivo da categoria: Disfunção Temporomandibular

Reunião sobre DTM e Dor Orofacial

Reunião sobre DTM e Dor Orofacial

Reproduzo abaixo o comunicado da comissão organizadora da terceira reunião sobre DTM e Dor Orofacial que acontecerá em São Paulo.

Prezado colega,

Em Janeiro de 2012, durante o Congresso Internacional de São Paulo (CIOSP), acontecerá a terceira reunião de especialistas em Disfunção Têmporo-Mandibular  e Dor Orofacial. Esta reunião terá o intuito de discutir a fundação da Sociedade Brasileira de Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial (SBDof).

As duas primeiras reuniões foram realizadas em janeiro de 2010 e 2011 por um grupo de especialistas que perceberam a necessidade da divulgação da especialidade. Em 2011, para a segunda reunião, todos os especialistas registrados no Conselho Federal de Odontologia (CFO) foram convidados por carta. Nesta ocasião, o desejo de se estudar a criação de uma entidade de especialistas nessa área foi manifestado pelos que compareceram.

Reconhecemos que a Dor Orofacial e DTM tem representatividade dentro das Sociedades Brasileira de Estudo da Dor (SBED), Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe), da Academia Brasileira de Fisiopatologia Crânio-Oro-Cervical (ABFCOC), além de outras associações e entidades ligadas a Odontologia, mas percebemos a necessidade da criação de uma sociedade específica que represente os especialistas e interessados, e que venha para contribuir com o avanço e reconhecimento da especialidade no Brasil, atuando principalmente na área de ensino e de divulgação ética.

Gostaríamos de convidar V. Sa.  a conhecer a proposta, emitir opiniões e sugestões e  a participar desta nova e emergente Sociedade.

A Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas (APCD) gentilmente nos cedeu uma sala em seu prédio central onde a reunião realizar-se-á durante a 30ª edição do Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo (CIOSP),no dia 28 de janeiro de 2012, às 15 horas, no quinto andar do prédio central da APCD, auditório E2. Para o acesso ao local há necessidade do crachá de identificação concedido quando da adesão ao CIOSP, gratuita aos cirurgiões dentistas, e que pode ser realizada pela homepagewww.ciosp.com.br.

Certos de contar com sua presença, agradecemos desde já!

Cordialmente,

Comissão Organizadora da Reunião de Especialistas em DTM e Dor Orofacial

João K. Padula

José Luiz Peixoto Filho

Juliana Stuginski Barbosa

Leonardo Trench

Paulo César Rodrigues Conti

Reynaldo Leite Martins Jr.

Simone Carrara

A comissão organizadora pede para avisar que é indispensável a confirmação da presença pelo site www.sbdof.com

Neste mesmo site é possível a leitura da proposta de estatuto para SBDOF.

Para seguir: www.twitter.com/sbdof

Para curtir: www.facebook.com/sbdof

Estarei lá, sempre na expectativa da maior divulgação da nossa especialidade! :-)

Prof. Jorge von Zuben fala sobre Bruxismo do Sono

Prof. Jorge von Zuben fala sobre Bruxismo do Sono

Quando a especialidade DTM e Dor Orofacial foi autorizada pelo Conselho Federal de Odontologia  (CFO), eu estive tentada a me submeter ao exame e me tornar especialista, afinal já faziam alguns anos que trabalhava e estudava na área. Mas percebi que não na verdade sabia pouco de DTM e nada sobre outras dores orofaciais, admito.

Assim, fui fazer um curso de especialização e escolhi o curso da Associação dos Cirurgiões Dentistas de Campinas (ACDC) e conheci o professor Jorge von Zuben que foi o responsável por me apresentar a especialidade como um todo. Agradeço imensamente ao Jorge por ter proporcionado conhecimento a mim com tanta generosidade e atiçado a minha curiosidade mas sobretudo, por ter dado a primeira oportunidade a mim de ministrar uma aula sobre este assunto, coisa que hoje se tornou rotina na minha vida!

Hoje assisti dois vídeos de uma entrevista que o Prof. Jorge concedeu recentemente em Campinas sobre Bruxismo do Sono.

Compartilho com vocês abaixo!

 

 

 

Sinais e sintomas de artrite em ATM

Sinais e sintomas de artrite em ATM

Estava folheando o excelente livro TMDs – An evidence approach to diagnosis and treatment, editado pelos professores Daniel Laskin, Charles Greene e William Hylander, e me deparei com uma tabela interessante sobre o diagnóstico diferencial para artrites adaptada para a articulação temporomandibular (ATM).

Esta tabela foi adaptada de um livro de reumatologia de autoria de McCarthy (Arthritis and allied conditions: a textbook of rheumatology).

Os autores relacionaram os sinais e sintomas úteis no diagnóstico diferencial das artrites em três condições: degenerativa, inflamatória e psicogênica.

Segue abaixo para vocês a tabela (clique para aumentar) com tradução livre feita por mim!

 Sinais e sintomas úteis no diagnóstico diferencial das artrites

Aula do Prof. Reynaldo Leite Martins Jr. em SP

Aula do Prof. Reynaldo Leite Martins Jr. em SP

Para quem mora em São Paulo, se interessa por Dor Orofacial está aqui um ótimo programa para o próximo final de semana: aula na UNIFESP do Prof. Reynaldo Leite Martins Jr. A aula ser baseada no recente livro lançado por ele. Estou ainda lendo o livro e em breve vou colocar uma resenha aqui no blog.

Pesquei as palavras do professor no Facebook (já curtiu a página do blog no facebook? Não? Clique aqui!):

Aos colegas , no dia 19/11, sábado, estarei na Unifesp no período da tarde, para um curso sob o título “Disfunções temporomandibulares; esclarecendo a confusão”, a convite do Prof. Antônio Sérgio Guimarães, (o qual dispensa maiores apresentações), que falará pela manhã do mesmo dia sobre “Dor orofacial”.

No dia Anterior , sexta-feira, dia 18/11, a colega Vera Mestre falará o dia todo sobre imagens em DTM e Dor Orofacial.

Como normalmente as pessoas reclamam muito que nessa área, mais que em outras, “cada um fala uma coisa”, o meu conteúdo procurará esclarecer as razões de tantas diferenças em abordagens para um mesmo paciente, defendendo a idéia que, mais que diferenças de técnicas ou “filosofias” de tratamento, a maior parte da confusão se deve a desconhecimento de conceitos básicos em relação ao próprio termo “DTM”, e ainda o que sejam “ciência”, “conhecimento científico”, “odontologia baseada em evidências”, etc, termos que andam na moda, mas não são dominados por todos. Procurarei trabalhar alguns temas que já foram falados por aqui, como regressão à média, efeito placebo, talvez um pouco de toxina botulínica (rs)

Aos que puderem e tiverem interesse em comparecer, fica o convite.

Maiores informações podem ser obtidas com Silvia Abuchaim pelo email silvia.morf@epm.br ou pelos telefones (11) 5576-4261 / 5573-6547.

Obrigado

Abaixo segue charge do livro  ”Disfunções temporomandibulares; esclarecendo a confusão”:

Para quem quiser comprar o livro, link aqui: http://www.livrariavitoria.com.br/livro.aspx?idLivro=A000000884

 

Para seguir: www.twitter.com/dororofacial

Para curtir: www.facebook.com/dororofacial

Estudo OPPERA sobre Disfunção Temporomandibular

Estudo OPPERA sobre Disfunção Temporomandibular

Em maio deste ano escrevi aqui sobre os resultados preliminares do estudo OPPERA sobre disfunção temporomandibular.

Hoje no facebook (curta a página do blog aqui!) vi que o colega José Luiz Peixoto Filho avisou que estes resultados foram publicados em uma série de artigos na revista Journal of Pain com acesso gratuito.

Vale a pena conferir!

Para quem quiser fazer download, este é o link: http://www.jpain.org/issues?issue_key=S1526-5900%2811%29X0013-5

 

 

 

Resultados da enquete sobre infiltração ou agulhamento

Resultados da enquete sobre infiltração ou agulhamento

Quando escrevi sobre infiltrações e agulhamentos em pontos gatilho coloquei uma enquete onde gostaria de saber o que os dentistas utilizam em procedimentos na musculatura mastigatória, quando o fazem claro.

Poucos responderam a enquete! :-(

Os resultados estão abaixo e praticamente se dividiram entre infiltração só com anestésico e agulhamento seco.

Aproveito a postagem para comunicar a vocês que novamente o blog bateu recorde de acesso em um só dia!

Obrigada a todos que passam por aqui e aos que ajudam a divulgar! :-)

 

Infiltrações em pontos gatilho

Infiltrações em pontos gatilho

Já disse aqui que nem sempre há tempo de ler tudo o que gostaríamos. Hoje consegui dar uma olhada em um artigo publicado na revista Headache ano passado que relata o padrão de uso de infiltrações em ramos nervosos periféricos e pontos gatilho pelos médicos cefaliatras dos Estados Unidos.

Pela internet os autores enviaram um questionário com 17 perguntas a 1230 médicos associados a American Headache Society sobre o uso destes procedimentos.

O uso de procedimentos de infiltração em pontos gatilho ou mesmo agulhamento seco é também comum no tratamento da dor miofascial mastigatória, assim, achei interessante relatar aqui os resultados desta pesquisa.

A princípio foi destacado o porquê da infiltração dos pontos gatilhos. Como foram questionados médicos cefaliatras, claro que a indicação do procedimento esteve relacionado à presença de uma cefaleia. De fato, 81,7% das indicações foram para pacientes com cefaleia tipo tensional crônica e 67,7% em pacientes com migrânea crônica.

Para localizar os pontos gatilhos, os médicos utilizaram a palpação na musculatura em espasmo e dolorida.

E quanto às susbtâncias injetadas?

Anestésicos locais sem vasoconstritor foram os mais utilizados, e entre eles, a lidocaína e bupivacaína. Quando utilizados corticóides, foram selecionados dexametasona, metilprednisolona e triamcinolona em volumes que variaram de 0.5 a 4 mL. A taxa entre anestésico/corticóide é 2/1 ou 3/1.

O artigo: Blumenfeld A, Ashkenazi A, Grosberg B, Napchan U, Narouze S, Nett B, DePalma T, Rosenthal B, Tepper S, Lipton RB. Patterns of Use of Peripheral Nerve Blocks and Trigger Point Injections Among Headache Practitioners in the USA: Results of the American Headache Society Interventional Procedure Survey (AHS-IPS) Headache. 2010 Jun;50(6):937-42.

Fiquei curiosa em saber como o cirurgião dentista faz a indicação e o que ele usa para abordar este ponto gatilho em musculatura mastigatória.

Que tal vocês responderem a uma enquete rapidinha?

Vou manter por uns 15 dias esta votação e depois publico os resultados! :-)

Falando nisso…

Ano passado também foi publicado no Journal Orofacial Pain um estudo clínico randomizado que demonstrou da técnica de agulhamento seco em masseter no limiar de dor à pressão (LDP) e amplitude de abertura bucal comparado com um falso agulhamento.

A amostra consistiu de 22 mulheres com dor miosfascial em masseter. Os resultados indicaram melhora significativa com relação ao LDP e abertura bucal em quem foi submetido ao agulhamento ativo.

E é o que observamos na clínica e no bate papo com amigos, parece que o uso do agulhamento seco é bem promisssor.

Resta surgirem mais estudos que comparem as técnicas de agulhamento em pontos gatilho, com ou sem infiltração de substâncias (anestésicos, corticóides, toxina botulínica) com acompanhamento a longo prazo! :-)

Abaixo um vídeo que encontrei no You Tube sobre agulhamento seco. Reparem como o profissional identifica o ponto gatilho.

Abraços a todos!

Reunião com CFO sobre ácido hialurônico

Reunião com CFO sobre ácido hialurônico

Acho que a maioria dos dentistas já estão sabendo da resolução do Conselho Federal de Odontologia com relação ao uso do ácido hialurônico em procedimentos odontológicos:

Resolução do CFO proíbe o uso da toxina botulínica para fins estéticos na Odontologia

O Conselho Federal de Odontologia publica a Resolução CFO 112 / 2011, que dispõe  sobre o uso do ácido hialurônico e da toxina botulínica em procedimentos odontológicos. 

Pela Resolução, fica proibido o uso do ácido hialurônico na Odontologia. A norma também restringe o uso da toxina botulínica por cirurgiões – dentistas, estando proibido o uso dessa substância para fins estéticos e permitido o seu emprego para fins exclusivamente terapêuticos.

Para ter acesso à integra da Resolução CFO 112 / 2011, clique aqui.

Pois bem, pelo enunciado acima, retirado do site do CFO, entende-se que o ácido hialurônico está proibido mas libera a toxina botulínica para fins terapêuticos. Engraçado isso… Quem consulta a literatura sabe que existem muito mais estudos clínicos envolvendo o uso do ácido hialurônico do que a toxina botulínica.

O Prof. Dr. Marcelo Mascarenhas, coordenador do Comitê Brasileiro de Dor Orofacial da Sociedade Brasileira de Estudo da Dor (SBED) relatou que esteve ontem em uma reunião com o presidente do CFO e sua diretoria e mostrou sua indignação com a proibição do uso do ácido hialurônico e defendeu o uso da substância na viscossuplementação da articulação temporomandibular (ATM) o que, segundo ele, era desconhecido pela maioria dos membros ali presentes. Ele entregou ainda uma compilação de  22 artigos publicados na literatura (estudos clínicos e revisões sistemáticas) como colaboração ao CFO e solicitou alteração ou anulação da resolução acima citada.

A quem possa interessar, colocarei abaixo 18 estudos classificados como estudos clínicos randomizados e revisões metanálises sobre o uso do ácido hialurônico na ATM.

Obrigada pela informação Marcelo!!!

Abraços a todos

Leia o resto deste post

Mais do mesmo: efeito placebo

Mais do mesmo: efeito placebo

Não quero ser repetitiva mas recebi um comentário no texto sobre efeitos não específicos do tratamento que gostaria de compartilhar com vocês porque sei que a maioria não lê os comentários.

O colega José Luiz Peixoto Filho postou um artigo também muito interessante, cujo autor principal é o Prof. Charles Greene, relator do texto da AADR sobre Disfunções Temporomandibulares (DTM)  publicado aqui no blog há tempos atrás.

Neste texto ele faz uma revisão sobre o efeito placebo em especial na analgesia e discutiu como ele funciona e como o paciente reagem a ele. Em particular gostei da parte em que fala sobre acupuntura e também das placas oclusais.

A boa notícia é que o artigo que foi publicado em 2009 no Journal Orofacial Pain está disponível para download! Não tem desculpas para não ler!

Aqui vai o link: http://www.quintpub.com/userhome/jop/jop_23_2_Greene_Mauro_2.pdf

Abaixo segue um quadro que retirei do texto com mecanismos responsáveis pela resposta positiva sobre três condições: tratamento (tx) ativo, placebo e nenhum tratamento.

E atenção! Várias pessoas me escrevem pedindo para que eu poste mais artigos em Português. Gente, hoje não há mais desculpas com relação à língua! Basta entrar no Google Tradutor, copiar e colar o texto e pedir para traduzir! Ontem li um artigo publicado em alemão assim. Claro que nem todos as frases saem perfeitamente mas dá para entender bem o contexto!

Como eu disse em uma aula recente de metodologia, só não estuda e não se atualiza hoje em dia quem não quer!

Epidemiologia das Disfunções Temporomandibulares

Epidemiologia das Disfunções Temporomandibulares

O Prof. Dr. Leonardo Bonjardim estava preparando sua aula sobre epidemiologia e etiologia das disfunções temporomandibulares (DTMs) e eu dei uma espiada e pedi para disponibilizar aqui alguns dos dados.

Clique para ampliar!

Obrigada Leonardo pelas informações!