Dois vídeos fresquinhos no You Tube: a entrevista do Dr. Abouch Krymchantowski para o Jô Soares sobre cefaleias e a reportagem com a colega Isabel Critis e sua equipe para o jornal Noticidade do SBT de Sorocaba.
Logo abaixo!!!
Boa semana para vocês!
Dois vídeos fresquinhos no You Tube: a entrevista do Dr. Abouch Krymchantowski para o Jô Soares sobre cefaleias e a reportagem com a colega Isabel Critis e sua equipe para o jornal Noticidade do SBT de Sorocaba.
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Boa semana para vocês!
Continuando a lista de links que coloco na página do facebook do blog (www.facebook.com/dororofacial), agora os links de Janeiro a Março!
A parte I, de Agosto a Dezembro de 2011, está aqui!
Bons cliques!
Janeiro de 2011
Fevereiro de 2011
Março de 2011
Gostaram dos links? Então “curtam” a página do facebook e acompanhem sempre!
Abraços a todos!
Um dos hábitos que eu adquiri com a convivência com os neurologistas do Ambulatório de Cefaleia e Algias Craniofaciais (ACEF) do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto foi o uso do diário de dor.
Eu acho que é uma ferramenta interessante para a clínica de Dor Orofacial e seu uso ajuda principalmente no diagnóstico diferencial e também na evolução do paciente.
Muitas vezes o paciente apresenta mais de um tipo de dor e se confunde ao ser entrevistado. Assim, solicitar que o paciente preencha um diário de dor durante um período, descrevendo características como localização, intensidade, duração, qualidade, fatores de piora, melhora e desencadeantes ajuda, e muito, no diagnóstico.
Existem inúmeros tipos de diários. Quando frequento os congressos da Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe) sempre procuro junto aos estandes dos laboratórios farmacêuticos que cedem diários já impressos. A partir deles faço adaptações para a dor facial. Também tenho um próprio para acompanhamento da evolução do paciente.
No site do Headache – The journal of headache and pain, há um diário bem simples mas funcional, traduzido para o português pelo Prof. Dr. Marcelo Valença. Nele acrescentei uma coluna sobre dor facial. Para pacientes com dificuldade de compreensão, é de grande valia e me permite verificar quantas crises de dor facial e/ou cefaleia o paciente teve, se vieram juntas, se ele fez uso de medicamento analgésico e se foi eficaz!
Quando encaminho o paciente para o neurologista para verificação da cefaleia, explico e peço que leve o diário preenchido, o que facilita também para o médico. Então utilizo os diários mais completos que fornecem todo o tipo de informação. O modele que mais utilizo, neste casos é o que está abaixo:
Há também diários com desenhos do crânio para que o paciente localize a dor e atribua a intensidade, útil quando a dor ocorre em diferentes locais e por aí vai…
Na Internet encontrei alguns diários interessantes, de simples a extremamente complexos. Aqui os resultados do Santo Google!
Foi lá que encontrei o site doRoberto Machado, que sofre com cefaleias, e que desenvolveu uma planilha para aqueles que preferem preencher no computador. O download pode ser feito aqui.
Agora, quem me conhece sabe que adoro tecnologia, já até escrevi sobre isso aqui. Acho que os tablets e os smartphones estão aí para serem utilizados a nosso favor!
Para os pacientes mais antenados, já há aplicativos de diários de cefaleia para iPhone, iPad e iPod, BlackBerry, Windows Mobile e também para Android (meu preferido, rs…)! Ainda não encontrei nenhum aplicativo para dor facial, infelizmente, somente para cefaleia, e ainda todos estão em inglês. Mas como o tempo passa rápido para a tecnologia, espero que logo logo apareçam aplicativos úteis para nós!
Segue abaixo algumas sugestões:
iHeadache – Headache & Migraine Diary -aplicativo pago para sistemas da Apple e BlackBerry
Aplicativo do Headache Center of North Texas – gratuito para iPhone
Headache Diary Lite – versão gratuita para iPhone
Headache Relief Diary 4.0 – para iPhone e iPod Touch – gratuito
Headache Journal Free – aplicativo gratuito para Android – eu uso este. Sim, eu tenho migrânea…
My Headache Log Pro – aplicativo gratuito para Android
Migraine Tracker – aplicativo gratuito para Android. Na versão paga, Pro, permite enviar por email ou exportar o diário para o médico.
Aplicativo Headache Diary – para Android – versão gratuita Lite e paga Pro
Headache Diary 5.9 – para Windows Mobile - pago
Não achei nada para Symbian… Alguém sabe de algum?
Vocês utilizam também o diário de dor como ferramenta auxiliar ou de acompanhamento de evolução do paciente no consultório? Tem sugestões? Deixe seu comentário!
A equipe do curso de Fisioterapia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto sempre traz resultados de pesquisa interessantes sobre a relação Disfunção Temporomandibular (DTM) e Cefaleias.
Um dos trabalhos que ganhou prêmio durante o V Congresso de Dor Orofacial da Sociedade Brasileira de Cefaleia foi exatamente um dos que este grupo vem produzindo ao longo do tempo. A pós doutoranda Thaís Cristina Chaves, com supervisão da sempre competente Profa. Dra. Débora Bevilaqua Grossi, mostrou que os pacientes com migrânea que apresentavam alodínia cutânea (marcador importante para a cronificação da dor) apresentavam menor limiar de dor ao frio na face e maior frequencia de DTM do que pacientes com migrânea mas sem alodínea.
Relatou Thaís à reportagem:
“A alodínia pode ser considerada um marcador da cronificação da enxaqueca, e os nossos dados sugerem que a DTM pode desempenhar um papel determinante no aparecimento da alodínia cutânea naface desses pacientes. Portanto, apresentar DTM pode alterar a sensibilidade dolorosa e predispor à alodinia pacientes com enxaqueca”.
Hoje pela manhã vi a reportagem sobre o trabalho no jornal da USP de Ribeirão Preto e gostaria de compartilhá-lo com todos!
Para ler basta clicar no link http://www.pcarp.usp.br/acsi/edicoes/E995.PDF e ir até a página 05.
Parabéns a todo o grupo!
Olá! Estou de volta (tomando chá de cadeira no aerporto)!
Estes últimos dias foram intensos! Estive em Gramado para o Congresso do Comitê de Dor Orofacial da SBCe!
A cada ano o congresso cresce ainda mais. É um orgulho para nossa especialidade a conquista deste espaço junto à Sociedade Brasileira de Cefaleia.
Em 2011 o congresso será em São Paulo, entre 15 e 17 de setembro! Marquem na agenda!!!
E como é bom rever os amigos e conhecer pessoas entusiasmadas com a dor orofacial!
Para quem não pode comparecer ao evento, a TV Med está disponibilizando as aulas em DVD.
Quero aproveitar e parabenizar todos os palestrantes e também àqueles que expuseram seus trabalhos, seja em forma de poster, seja em apresentação oral.
Agora espero voltar ao ritmo normal de postagens… Espero….
Abraços a todos!
Este post foi uma sugestão do colega Maurício Bernardes. Se preparem que é um longoooo post!
Eu cito muitas vezes a Classificação Internacional das Cefaleias (CIC) e como é algo tão familiar para mim, deixo de apresentar ou falar mais sobre isso. Eu sei que muitos não a conhecem ou não estão familiarizados.
Eu acredito que um tipo de classificação assim faz falta para nós que estudamos e trabalhamos com dor orofacial. Os neurologistas tem a vantagem de poder falar a mesma língua, em todo o planeta, quando adotaram a CIC, o que não acontece conosco. Só para DTM, quantas classificações você conhece? Posso citar, Bell, Academia Americana de Dor Orofacial, RDC/TMD…. fora as adotas por cada serviço ou autor. E aí que começa a dificuldade em realizar estudos com amostras homogêneas, trocar experiências sobre tratamentos, etc…
Mas vamos voltar a CIC. O que eu acho mais bacana nesta classificação é que ela não é imutável, pelo contrário, está em constante atualização. Hoje, está na sua segunda edição, publicada em 2004 na revista Cephalalgia. Esta edição já apresenta alguns adendos, publicados em outras edições da mesma revista, que buscam aprimorar os critérios de diagnóstico das condições que cursam com cefaleia.
Um deles foi a modificação dos critérios de diagnóstico para Migrânea Crônica.
A CIC é extensa. Inicia dividindo as condições em três grandes capítulos: cefaleias primárias; secundárias; e neuralgias cranianas, dor facial primária e central e outras cefaleias.
Cefaleia primária é definida como a dor que ocorre na cabeça sem relação temporal com outro transtorno que poderia ser reconhecido como causa de cefaleia. As cefaleias secundárias englobam vários tipos diferentes de cefaleia associadas a uma causa subjacente.
Dentre as cefaleias secundárias está a dor facial por DTM. Mas infelizmente sua descrição na CIC não é adequada.
Pelo que vocês podem perceber, a CIC só descreve a dor facial associada a uma DTM articular. Podemos tecer outras críticas como só poder classificar esta cefaleia se um transtorno da ATM for tratado de forma eficaz. Até então, o paciente teoricamente não receberia este diagnóstico.
Mas, e a DTM muscular. Bem, aí não há um item específico. Em algumas situações, uma dor localizada no temporal oriunda de pontos gatilhos miofasciais , pode ser classificada como cefaleia tipo tensional associada a dolorimento pericraniano, um subtipo de cefaleia primária! A fisiopatologia da cefaleia tipo tensional associada a presença de pontos gatilhos miofasciais tem sido estudada intensamente por um grupo de pesquisadores da Espanha, liderados pelo Prof. Fernando De-Las-Peñas. Ainda, a cefaleia por DTM muscular pode ser classificada no item 11.8 Cefaleia atribuída a outro distúrbio do crânio, pescoço, olhos, ouvidos, nariz, seios da face, dentes, boca ou outras estruturas faciais ou cervicais. Ou seja, nada muito específico.
Ano passado ouvi o Prof. Schiffman, em palestra realizada durante o Congresso do Comitê de Dor Orofacial da SBCe (atenção, informações sobre o congresso deste ano em www.sbcefaleia.com/gramado) que há um grupo já estudando para modificar e aprimorar estes itens da classificação para que seja possível critérios de diagnóstico mais sensíveis e confiáveis para DTM.
Outras condições de dor orofacial estão classificadas na CIC como, por exemplo, as dores dentárias (item 11.6), odontalgia atípica (item 13.18.4), síndrome da ardência bucal (item 13.18.5) e neuralgia do trigêmeo (item 13.1) entre outras.
Quem se interessa no assunto dor orofacial deve conhecer os critérios de diagnóstico da CIC e tê-la sempre por perto para consulta, seja para diagnóstico e tratamento, seja para realizar o diagnóstico diferencial entre as condições clínicas apresentadas pelo paciente e poder referir este paciente ao médico com tranquilidade.
Sugiro que vocês acessem a classificação na íntegra:
Existem exemplares em português a venda. Veja pelo google!!
Enquanto escrevia este post, me lembrei de casos onde a cefaleia primária muda sua localização habitual e acomete a face ou mesmo dentes. Este diagnóstico é difícil de ser realizado e requer conhecimento destes critérios. Acho que já tenho mais um tema para um próximo post!
O Prof. Reynaldo Leite Martins Jr. está disponibilizando em sua página, na área do fórum, o download do artigo sobre o conhecimento de médicos cefaliatras sobre a disfunção temporomandibular.
Infelizmente ainda está longe da especialidade DTM e Dor Orofacial ser reconhecida pelos médicos… Um dos comentários realizado no fórum do site chama a atenção para o fato de que talvez se esta pesquisa fosse realizada entre dentistas o resultado seria semelhante….
Para fazer download do arquivo, entre no site: http://rlmjdtm.ning.com/forum/topics/o-que-pensam-os-medicos-sobre
Uma das formas de se manter informado e discutir assuntos sobre DTM e Dor Orofacial é frequentar os fóruns de discussão.
Existem diversos na internet, mas muitos com discussões sem sentido, ou que tentam privilegiar um profissional em detrimento de outro (sim, isso é lamentável, mas acontece…).
Eu participo de alguns grupos e fóruns e vou compartilhar os links com vocês!
O primeiro e com maior número de membros é a comunidade DTM e Dor Orofacial no Orkut. O grupo foi criado pelo meu colega da especialização Ricardo Ferreira de Paula (que tem um blog ótimoooo sobre Odontologia e Finanças) que depois compartilhou a moderação da comunidade comigo, Paulo de Tarso e Reynaldo Martins Jr. Depois de algumas mudanças, saíram Ricardo e Reynaldo e hoje divide a moderação o Marcelo Cesa (@bruxismo). Eu confesso que enjoei um pouco da comunidade. Com o aumento do número de membros (hoje 2646) a qualidade das discussões caiu muito. Ainda assim, não a exclui por um triz porque tenho um valor afetivo por ela. Afinal, conheci muita gente bacana e hoje estas pessoas compartilham comigo suas experiências na especialidade. Vale a pena olhar o histórico do fórum e ver como era antes… http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=219038
A segunda dica é um grupo de discussões por email no Google groups, o DTM e Dor Orofacial, também moderado pelo Marcelo Cesa (eu costumo dizer que ele mora dentro do computador). A lista tem hoje 359 membros, sendo que vários professores da área estão ali. Você pode optar por receber emails diretamente na sua caixa postal ou visualizar o grupo na página do Google groups.
O link para se cadastrar é: http://dtmedororofacial.blogspot.com/
A terceira dica é o fórum do site do Prof. Reynaldo Leite Martins Jr. O fórum traz discussões importantes como a do estudo OPPERA (sobre fatores de risco para DTM, OPPERA é sigla para “Orofacial Pain: Prospective Evaluation and Risk Assessment” ou traduzindo “Dor Orofacial: avaliação prospectiva e estimação de risco”). O site ainda conta com grupos (um inclusive sobre RDC/TMD), artigos recentes gratuitos para download e muita informação sobre DTM e Dor Orofacial. O link: http://rlmjdtm.ning.com/
E por fim, existe um fórum hoje no site da Sociedade Brasileira de Cefaleias direcionado aos profissionais da saúde interessados em discutir assuntos ligados a cefaleia e algias craniofaciais. O fórum segue algumas condições e diretrizes e é moderado pela Dr. Fabíola Dach e pelo Prof. Dr. José Geraldo Speciali.
Sobre a SBCe, dois lembretes: primeiro, você, profissional da saúde interessado em Dor Orofacial pode participar do Comitê de Dor Orofacial da SBCe; e segundo, em outubro, de 07 a 09, haverá o XXIV Congresso Brasileiro de Cefaleia em Gramado, juntamente com o V Congresso do Comitê de Dor Orofacial, uma ótima oportunidade de se atualizar no tema. As inscrições para apresentação de trabalhos já estão abertas! Saiba mais aqui: http://www.sbcefaleia.com/envio-trabalhos
Para participar da SBCe entre em contato com a secretaria: http://www.sbcefaleia.com/secretaria
Fique por dentro da dor orofacial!