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Artigo publicado sobre as atitudes do ortodontista frente a um relato de caso de cefaleia

Artigo publicado sobre as atitudes do ortodontista frente a um relato de caso de cefaleia

Comecei 2012 com uma ótima notícia. Depois de quase um ano e meio o artigo que havíamos submetido à revista JAOS (Journal of Apllied Oral Science) foi finalmente publicado.

O Prof. Reynaldo Leite Martins Jr., principal autor do artigo, escreveu em seu site sobre o assunto e eu vou reproduzir abaixo. Os comentários sobre este texto deverão ser realizados somente no site DTM e Dor Orofacial

Caros colegas: neste mês foi publicado no JAOS-Journal of Apllied Oral Science, um artigo de minha autoria, juntamente com outros colegas (Juliana Stuginski Barbosa (do Blog “Por Dentro da Dor Orofacial”) e Florence de Carvalho Kerber).
Nosso intuito foi testar uma impressão clínica: é frequente o especialista em DTM e Dor Orofacial receber em seu consultório pacientes com as mais variadas fontes de dor, e tratados da única forma que o profissional conhece, sem que haja um cuidado com o fundamental: o diagnóstico. (As vezes isso pode ter resultados graves, como descrevi aqui)

Assim, independente da correta identificação da fonte de dor, poderia haver um viés importante: ortodontistas tratam com dispositivos ortodônticos, ortopedistas funcionais com sua aparotologia característica, protesistas através de desgastes oclusais e placas estabilizadoras, cirurgiões através de artrocentese, reposicionamento do disco, etc…muitas vezes (repito) independente do que esteja causando os sintomas do paciente (?).
Nosso trabalho foi o seguinte: construímos uma Home Page e nela colocamos a descrição fictícia de uma paciente com absolutamente todas as características de “migrânea sem aura” ( a popular enxaqueca) prevista na Classificação Internacional de Cefaléias. Adicionamos uma “mordida cruzada e mordida profunda” como padrão oclusal da paciente, e fizemos duas perguntas:
1) Qual a sua conduta para tratar a queixa de dor desta paciente….e:
2) A sua resposta acima foi baseada no seu aprendizado no seu curso de pós-graduação?
Em seguida, enviamos mais de 1200 emails ao membros da ABOR ( Associação Brasileira de Ortodontia e Ortopedia Facial) convidando-os a ler o caso e responder as questões.
Infelizmente as respostas confirmaram a impressão clínica: a maioria dos colegas especialistas que responderam, conduziria (hipoteticamente) o caso de maneira inadequada, ou seja, corrigindo a oclusão da paciente através da combinação de procedimentos ortodônticos e cirúrgicos (!), com o objetivo de tratar a dor da migrânea.

Obviamente, houve uma parcela dos participantes que diagnosticou corretamente a migrânea, e encaminharia a paciente prontamente para tratamento com médico cefaliatra.
O mais preocupante nos nossos resultados, foi o achado que a maioria dos que conduziriam o caso de maneira inadequada declararam que o fariam com base no que aprenderam no curso de especialização; a maioria dos que conduziriam o caso de forma adequada declararam que o fariam com base no que aprenderam fora do curso de especialização. Ou seja: o problema, lamentavelmente, pode estar na formação do Ortodontista.
Particularmente na minha Cidade (Cuiabá) sou frequentemente convidado para ministrar um módulo em cursos de Especialização em Ortodontia, com o assunto “DTM e Dor Orofacial”, para esclarecer os equívocos nesta área, (por exemplo, no Sinodonto-MT, EAPE, Escola de Odontologia…). Vários outros colegas professores nesta área também o fazem em cursos das suas respectivas regiões.
Fica a dica aos colegas que ministram cursos de Ortodontia, no sentido de convidarem os professores de DTM e Dor Orofacial da sua região para uma aula no seu curso. As vantagens são inúmeras, principalmente a de conhecer um pouco mais as particularidades da nossa especialidade, que, acredite, é MUITO diferente da Ortodontia.
O artigo na íntegra pode ser baixado clicando aqui
Esteja a vontade para opinar sobre o assunto no fórum do site DTM e Dor Orofacial.

Prof. Reynaldo Leite Martins Jr.

Exame de pares cranianos

Exame de pares cranianos

Em uma das aulas que ministrei no curso de DTM e Dor Orofacial do IEO em Bauru (sob coordenação do Prof. Paulo Conti e com matrículas abertas para 2012!) eu fiz a exposição de como realizar o exame de pares cranianos de forma simples mas eficaz para verificar possíveis alterações e encaminhar rapidamente o paciente ao neurologista.

Como falamos pouco sobre este assunto, achei importante dividir com vocês o folheto que produzi em formato PDF. Não deixem de fazer o exame em seus pacientes, pode ser fundamental! :-)

Para ler e fazer download, clique aqui!


Textos de revisão sobre cefaleia – SBED

Textos de revisão sobre cefaleia – SBED

Olá pessoal!

Desculpe minha ausência nos últimos dias. Eu tenho um compromisso comigo mesma de manter este blog sempre atualizado mas há momentos que isso simplesmente se torna impossível e o mês de Dezembro, em todos os anos, é um caos. Parece que o mundo vai acabar! Ufa!

Há alguns dias eu vi que a Sociedade Brasileira de Estudo da Dor (SBED), através da equipe do Ambulatório de Cefaleia do HC da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP (Dr. José Geraldo Speciali / Dra. Fabíola Dach / Dr. Roberto Setlin / Dra. Karen Ferreira), fez a tradução dos textos referentes à campanha global da IASP, o ano contra a cefaleia, que eu havia citado aqui no blog. Muita gente reclamou que o texto estava em inglês. Agora não há o porquê não ler!

Os textos são revisões atuais. Para fazer download clique aqui.

Aproveitem! :-)

 

 

Entrevista com o Prof. Marcelo Bigal

Entrevista com o Prof. Marcelo Bigal

Certamente existem milhares de pessoas geniais no mundo, entretanto, nem sempre acessíveis a lhe ensinar o que sabem de melhor.

Ao ler a excelente entrevista com o Prof. Dr. Marcelo Bigal no jornal “Pulo do Gato” da Sociedade Brasileira de Cefaleia relembrei os poucos mas bons momentos em que estive com ele no Ambulatório de Cefaleia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP (ACEF-FMRP-USP), onde fiz meu mestrado.

O Bigal é brilhante! A primeira vez que o vi foi justamente em uma reunião em que discutíamos Síndrome da Ardência Bucal e ele lançou uma ideia que acabou resultando em um relato de caso clínico devidamente publicado. Depois disso, sempre que estava no Brasil, o Dr. Speciali  o chamava para discutir as pesquisas em andamento no grupo. Sabe quando uma nuvem de fumaça cobre seus olhos e você passa a não enxergar o que está na sua frente? Ao discutir a metodologia da pesquisa o Bigal simplesmente afasta esta nuvem de forma tão fácil que você até fica intrigado! Ainda, as ideias pipocam que fica difícil conter o entusiasmo. Parece fácil, mas ao ler sua entrevista e conhecê-lo você percebe que o caminho percorrido nem sempre foi simples.

Ao Bigal eu agradeço demais a generosidade em participar dos meus trabalhos, especialmente do meu mestrado, que espero que seja publicado em breve! :-)

Sugiro que todos leiam a entrevista que está neste link: http://www.sbcefaleia.com/index.php?option=com_content&view=article&id=241:o-pulo-do-gato-entrevista-marcelo-bigal&catid=190&Itemid=170

Da entrevista, uma frase aos profissionais que lidam com dor:

Tenha paciência! Diagnosticar requer tempo.

Prof. Dr. Marcelo Eduardo Bigal

Classificação Internacional das Cefaleias

Classificação Internacional das Cefaleias

Como todos sempre me perguntam onde conseguir a Classificação Internacional das Cefaleias e como o professor Paulo Conti acaba de falar sobre isso aqui na aula do curso de atualização em DTM e Dor Orofacial de Bauru, resolvi disponibilizar os arquivos aqui no blog! Eles estão também disponíveis no site da Sociedade Brasileira de Cefaleia.

São 4 arquivos que compõe toda a classificação. Façam download e tenham sempre acesso a estes arquivos para ajudar seu paciente no diagnóstico!

Segue abaixo:

Primeira parte

Segunda parte

Terceira parte

Quarta parte

Estudo OPPERA sobre Disfunção Temporomandibular

Estudo OPPERA sobre Disfunção Temporomandibular

Em maio deste ano escrevi aqui sobre os resultados preliminares do estudo OPPERA sobre disfunção temporomandibular.

Hoje no facebook (curta a página do blog aqui!) vi que o colega José Luiz Peixoto Filho avisou que estes resultados foram publicados em uma série de artigos na revista Journal of Pain com acesso gratuito.

Vale a pena conferir!

Para quem quiser fazer download, este é o link: http://www.jpain.org/issues?issue_key=S1526-5900%2811%29X0013-5

 

 

 

Recado aos fisioterapeutas

Recado aos fisioterapeutas

Hoje é dia dos Fisioterapeutas! E eu tenho um recado a eles:

 Leiam este artigo: http://www.springerlink.com/content/9l5750n12566g1g4/fulltext.pdf

E sobre o que é?

Este artigo relata a importância da abordagem multidisciplinar do paciente com cefaleia, do valor significativo da fisioterapia e clama por uma maior divulgação internacional do tema, em hospitais, faculdades e clínicas.

É o que podemos realmente chamar TIME, todos unidos em prol da melhora da qualidade de vida do paciente.

Eu tenho admiração por muitos fisioterapeutas, mas quero agradecer por estarem na minha vida duas delas:

  • Edmara Cristina Salomão, minha amiga querida que despertou em mim o gosto por estudar DTM e Dor Orofacial como já contei aqui.
  • Profa. Dra. Débora Bevilaqua Grossi, pessoa sábia, querida, comunicativa que me ajudou muito quando foi banca do meu mestrado e que sempre traz ideias novas para o estudo da dor e consequentemente para aprimorar o tratamento dos pacientes com cefaleia e DTM. É dela o recado. Ela passou quando palestrou no último congresso do comite de Dor Orofacial da Sociedade Brasileira de Cefaleia.

A Edmara, a Débora, a Thaís, Maria Cláudia, Gabriela Carvalho, Gabriela Ferracini, Anamaria, Lidiane, Harumi, Suzana (Suuuu), Dani Marcelino e a tantos outros fisioterapeutas que fazem parte aqui da minha vida, meus parabéns não só pelo dia de hoje mas pela dedicaçao de toda a vida! Sintam-se abraçados! :-)

 

Mais do mesmo: efeito placebo

Mais do mesmo: efeito placebo

Não quero ser repetitiva mas recebi um comentário no texto sobre efeitos não específicos do tratamento que gostaria de compartilhar com vocês porque sei que a maioria não lê os comentários.

O colega José Luiz Peixoto Filho postou um artigo também muito interessante, cujo autor principal é o Prof. Charles Greene, relator do texto da AADR sobre Disfunções Temporomandibulares (DTM)  publicado aqui no blog há tempos atrás.

Neste texto ele faz uma revisão sobre o efeito placebo em especial na analgesia e discutiu como ele funciona e como o paciente reagem a ele. Em particular gostei da parte em que fala sobre acupuntura e também das placas oclusais.

A boa notícia é que o artigo que foi publicado em 2009 no Journal Orofacial Pain está disponível para download! Não tem desculpas para não ler!

Aqui vai o link: http://www.quintpub.com/userhome/jop/jop_23_2_Greene_Mauro_2.pdf

Abaixo segue um quadro que retirei do texto com mecanismos responsáveis pela resposta positiva sobre três condições: tratamento (tx) ativo, placebo e nenhum tratamento.

E atenção! Várias pessoas me escrevem pedindo para que eu poste mais artigos em Português. Gente, hoje não há mais desculpas com relação à língua! Basta entrar no Google Tradutor, copiar e colar o texto e pedir para traduzir! Ontem li um artigo publicado em alemão assim. Claro que nem todos as frases saem perfeitamente mas dá para entender bem o contexto!

Como eu disse em uma aula recente de metodologia, só não estuda e não se atualiza hoje em dia quem não quer!

Tratamento da dor – efeitos não específicos

Tratamento da dor – efeitos não específicos

Nunca dá tempo de ler tudo o que gostaríamos. Somente hoje li o fascículo da Pain Clinical Uptades (uma publicação da IASP que comentei recentemente aqui) sobre os efeitos não específicos do tratamento da dor publicado em Janeiro de 2011.

O que é bem isso? Bem, nós profissionais da saúde vislumbramos sempre o sucesso da nossa terapia, mas sabemos que isso não depende somente da técnica e tecnologia empregada. Quando postei sobre efeito placebo, eu escrevi que deveríamos trazer o efeito placebo a nosso favor. Os efeitos não específicos do tratamento fariam parte disso, e dependem tanto da personalidade do paciente como também da relação entre o profissional e o paciente.

O colega Rodrigo Teixeira abordou o tema recentemente em um ótimo texto postado no blog do portal Odonto 1 que vale a pena ser lido!

Infelizmente conferências, congressos e cursos que envolvam dor focam seus temas em técnicas terapêuticas como protocolos de medicamentos, agulhamento e dispositivos orais e pouco espaço é dedicado a este tema tão importante quanto. E por que ensinar e discutir isso? Oras, como o próprio texto exemplifica muito da melhora do paciente com uma técnica provém destes efeitos.

O que acontece então?

O paciente procura atendimento com dor, que interfere na sua rotina, na sua vida social, no seu trabalho, leva a depressão e frustação. Normalmente o paciente que procura o especialista em dor orofacial já tentou pelo menos um tipo de terapia, sem sucesso.

E o que ele encontra pela frente?

Um profissional extremamente técnico, habilidoso, consciente mas que não consegue se comunicar com o paciente, simplesmente porque não recebeu treinamento para isso. Já foi sugerido que o profissional, que foca exclusivamente nas necessidades físicas e não nas emocionais do paciente, tendem a terem seu tratamento interpretado como inadequado pelo paciente.

Henry Beecher, um estudioso do efeito placebo, identificou a importância das características do paciente e também do profissional da saúde no prognóstico do tratamento. Ele  reconheceu que os pacientes com uma postura positiva frente o tratamento e também os profissionais que entusiasmados com sua técnica tendiam a relatarem os melhores resultados.

O texto segue com exemplos e dicas para que possamos refletir não só sobre a nossa atitude diária na clínica mas também sobre algo interessante, a própria eficácia das terapias utilizadas no campo da dor.

E por estas e por outras que é tão difícil a pesquisa neste campo!

Para não me alongar demais e contar tudo o que está no texto, termino com a tradução livre e sem autorização minha (rsrs…) de um dos quadros. São dicas extraídas do consenso do Institute for Healthcare Communication (www.healthcarecomm.org).

Para entender melhor, leia o texto todo na íntegra: clique aqui.

Abraços a todos!

Leia mais sobre efeito placebo: http://julianadentista.com/2010/11/02/efeito-placebo/

Vídeo excelente sobre efeito placebo: http://julianadentista.com/2011/03/01/video-sobre-terapia-com-placebo/

Texto sobre a relação dentista/paciente: http://www.odonto1.com/blogs/julianabarbosa/?p=595

Revista científica com download gratuito

Revista científica com download gratuito

Eu escuto sempre lamentaçoes de colegas que gostariam de ler mais sobre dor orofacial e cefaleia mas que reclamam que o acesso às boas publicações normalmente não é gratuito.

Pois eu acabo de receber um email da editora Springer que relata que a revista The Journal of Headache and Pain é  aberta ao público, ou seja, você poderá ler os artigos desta revista gratuitamente! Esta revista tem o fator de impacto de 2.015 (se você não sabe o que é fator de impacto, há um texto em português que explica direitinho aqui).

Eu vi que na edição de outubro de 2011 saiu um artigo com relato e características de 19 pacientes com neuralgia do glossofaríngeo, uma condição rara. Bem interessante!

Clique na foto para ir direto ao site!

Claro que não podemos esquecer que no site da Scielo há também acesso à integra de vários periódicos.

Boa leitura!!!